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Avaliação do conhecimento e das práticas dos médicos dentistas sobre a osteonecrose dos maxilares associada ao uso de anticorpos monoclonais

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Summary:Introdução: A osteonecrose dos maxilares associada ao uso de medicamentos é uma complicação rara, porém grave, relacionada com terapêuticas antirreabsortivas ou antiangiogénicas, nomeadamente o denosumab, um anticorpo monoclonal. Esta condição define-se pela presença de osso exposto ou sondável através de uma fístula na região maxilofacial que persiste por mais de 8 semanas, sem histórico de radioterapia. Objetivos: A presente investigação procura avaliar o conhecimento e as práticas clínicas dos médicos dentistas, relativamente à osteonecrose dos maxilares associada à terapêutica com anticorpos monoclonais; identificar fatores que influenciem o conhecimento; analisar medidas de prevenção e diagnóstico; reconhecer lacunas formativas e contribuir para a melhoria da formação nesta área. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo observacional, descritivo e transversal, com amostragem por conveniência, incluindo médicos dentistas inscritos na OMD, em Portugal. O questionário foi aplicado em formato papel e online, de forma anónima e voluntária. Posteriormente, realizou-se análise estatística descritiva e inferencial com recurso ao software SPSS, versão 27.0. Resultados: Participaram 123 profissionais, média de 34,75 anos, 74,8% do sexo feminino e portugueses (88,6%). Destes, 57,7% tinham 1 a 10 anos de experiência e 81,3% não possuíam formação pós-graduada em Patologia Oral. A maioria (52,0%) não reconheceu exemplos de anticorpos monoclonais, 35,0% identificaram recomendações da AAOMS e 65,0% desconheciam guidelines de atuação clínica. Nos casos clínicos, a opção mais selecionada foi a de contactar com o médico assistente perante terapêutica com denosumab e necessidade de extração dentária (25,2%); já na colocação de implantes predominou não realizar tratamento (37,4%). Na perceção pessoal, 46,3% não sentiam segurança nas decisões clínicas e 73,2% consideraram insuficiente a formação universitária. Conclusão: Os resultados evidenciam lacunas relevantes no conhecimento dos médicos dentistas relativamente à osteonecrose dos maxilares associada ao uso de anticorpos monoclonais, observando-se, contudo, tendência para atitudes mais preventivas, reforçando a necessidade de melhorar programas de formação e atualização profissional.
Main Authors:Gouveia, Beatriz Santos
Subject:Osteonecrose dos maxilares Anticorpos monoclonais Denosumab Médicos dentistas Osteonecrosis of the jaw Monoclonal antibodies Dentists
Year:2026
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:embargoed access
Associated institution:Universidade Católica Portuguesa
Language:Portuguese
Origin:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Description
Summary:Introdução: A osteonecrose dos maxilares associada ao uso de medicamentos é uma complicação rara, porém grave, relacionada com terapêuticas antirreabsortivas ou antiangiogénicas, nomeadamente o denosumab, um anticorpo monoclonal. Esta condição define-se pela presença de osso exposto ou sondável através de uma fístula na região maxilofacial que persiste por mais de 8 semanas, sem histórico de radioterapia. Objetivos: A presente investigação procura avaliar o conhecimento e as práticas clínicas dos médicos dentistas, relativamente à osteonecrose dos maxilares associada à terapêutica com anticorpos monoclonais; identificar fatores que influenciem o conhecimento; analisar medidas de prevenção e diagnóstico; reconhecer lacunas formativas e contribuir para a melhoria da formação nesta área. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo observacional, descritivo e transversal, com amostragem por conveniência, incluindo médicos dentistas inscritos na OMD, em Portugal. O questionário foi aplicado em formato papel e online, de forma anónima e voluntária. Posteriormente, realizou-se análise estatística descritiva e inferencial com recurso ao software SPSS, versão 27.0. Resultados: Participaram 123 profissionais, média de 34,75 anos, 74,8% do sexo feminino e portugueses (88,6%). Destes, 57,7% tinham 1 a 10 anos de experiência e 81,3% não possuíam formação pós-graduada em Patologia Oral. A maioria (52,0%) não reconheceu exemplos de anticorpos monoclonais, 35,0% identificaram recomendações da AAOMS e 65,0% desconheciam guidelines de atuação clínica. Nos casos clínicos, a opção mais selecionada foi a de contactar com o médico assistente perante terapêutica com denosumab e necessidade de extração dentária (25,2%); já na colocação de implantes predominou não realizar tratamento (37,4%). Na perceção pessoal, 46,3% não sentiam segurança nas decisões clínicas e 73,2% consideraram insuficiente a formação universitária. Conclusão: Os resultados evidenciam lacunas relevantes no conhecimento dos médicos dentistas relativamente à osteonecrose dos maxilares associada ao uso de anticorpos monoclonais, observando-se, contudo, tendência para atitudes mais preventivas, reforçando a necessidade de melhorar programas de formação e atualização profissional.

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