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Entre o real e o artificial : o futuro da reality TV na era do deepfake

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Resumo:O entretenimento televisivo, no qual se inserem os reality shows, tem evoluído no sentido de acompanhar e incorporar tendências e inovações tecnológicas. A presente dissertação propõe-se a estudar o modo como a Inteligência Artificial, doravante referida enquanto IA, e, nomeadamente, a tecnologia deepfake, está a ser incorporada na reality TV a título de inovação e novidade, e como é que a IA poderá, ou não, ganhar ainda mais expressão nesta indústria, tendo por base o caso do reality show espanhol “Falso Amor”, lançado em 2023, disponível na plataforma de streaming Netflix. Assim, pretende-se responder a duas questões de investigação: De que modo o deepfake foi empregue no reality show “Falso Amor”? e Quais as potenciais repercussões que a tecnologia deepfake poderá ter na produção de reality shows no contexto ibérico? Para além de traçar a evolução da reality TV, enquadrando-a na indústria do audiovisual, esta pesquisa visa perceber de que modo as novas tecnologias estão a ser aplicadas nesta indústria e quais os desafios éticos associados. A abordagem metodológica é de carácter misto, composta pela análise de conteúdo dos episódios do programa “Falso Amor” e por entrevistas a profissionais da indústria dos reality shows. Os resultados permitem concluir que os conteúdos gerados por deepfake estão em linha com aquilo que é expectável de um reality show de relacionamentos, ao explorar a intimidade dos participantes perante a audiência. Verificou-se que esta tecnologia foi utilizada não só para simular momentos íntimos, tais como beijos e relações sexuais, como também para manipular conversas e simular desistências. Embora a tecnologia deepfake tenha sido capaz de criar narrativas paralelas, tornando o programa mais dramático e, possivelmente, interessante, ainda apresenta limitações técnicas. Além disso, a sua utilização em programas de reality TV levanta questões éticas que podem tornar-se um entrave à sua adoção e expansão dentro do género.
Autores principais:Zarro, Maria Constança Latour Pires Coelho
Assunto:Reality show Inteligência artificial Deepfake “Falso Amor” Artificial intelligence
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:O entretenimento televisivo, no qual se inserem os reality shows, tem evoluído no sentido de acompanhar e incorporar tendências e inovações tecnológicas. A presente dissertação propõe-se a estudar o modo como a Inteligência Artificial, doravante referida enquanto IA, e, nomeadamente, a tecnologia deepfake, está a ser incorporada na reality TV a título de inovação e novidade, e como é que a IA poderá, ou não, ganhar ainda mais expressão nesta indústria, tendo por base o caso do reality show espanhol “Falso Amor”, lançado em 2023, disponível na plataforma de streaming Netflix. Assim, pretende-se responder a duas questões de investigação: De que modo o deepfake foi empregue no reality show “Falso Amor”? e Quais as potenciais repercussões que a tecnologia deepfake poderá ter na produção de reality shows no contexto ibérico? Para além de traçar a evolução da reality TV, enquadrando-a na indústria do audiovisual, esta pesquisa visa perceber de que modo as novas tecnologias estão a ser aplicadas nesta indústria e quais os desafios éticos associados. A abordagem metodológica é de carácter misto, composta pela análise de conteúdo dos episódios do programa “Falso Amor” e por entrevistas a profissionais da indústria dos reality shows. Os resultados permitem concluir que os conteúdos gerados por deepfake estão em linha com aquilo que é expectável de um reality show de relacionamentos, ao explorar a intimidade dos participantes perante a audiência. Verificou-se que esta tecnologia foi utilizada não só para simular momentos íntimos, tais como beijos e relações sexuais, como também para manipular conversas e simular desistências. Embora a tecnologia deepfake tenha sido capaz de criar narrativas paralelas, tornando o programa mais dramático e, possivelmente, interessante, ainda apresenta limitações técnicas. Além disso, a sua utilização em programas de reality TV levanta questões éticas que podem tornar-se um entrave à sua adoção e expansão dentro do género.

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