Publicação
Suspender ou não a terapêutica anticoagulante/antiagregante plaquetar antes de uma cirurgia oral
| Resumo: | Introdução: Na sociedade moderna existem cada vez mais doentes polimedicados cujas patologias e/ou terapêuticas podem, de alguma forma, interferir com o tratamento médico dentário e a forma como este é aplicado. Em particular, os procedimentos em cirurgia oral podem pressupor complicações intra e pós-operatórias a nível hemorrágico em pacientes sob tratamento com anticoagulantes orais. A decisão de manter ou suspender a terapêutica anticoagulante é baseada no risco hemorrágico e a probabilidade de haver uma complicação tromboembólica. Objetivos: Avaliar os padrões de suspensão ou não da terapêutica anticoagulante e antiagregante plaquetar e, por conseguinte, criar recomendações e protocolos para as principais situações clínicas associadas a esta problemática, promovendo desta forma as boas práticas clínicas junto dos médicos dentistas. Metodologia: Procedeu-se a uma revisão bibliográfica nas plataformas Pubmed, Rcaap, Google académico, para analisar os princípios gerais e protocolos nos quais a terapêutica anticoagulante/antiagregante plaquetar está inserida e qual a sua relação com as principais situações médico-dentárias. Foi aplicado um questionário aos médicos dentistas portugueses de forma a avaliar se respeitam os protocolos que se encontram em vigor quer na literatura quer nas principais entidades governamentais de saúde. Resultados e discussão: Apesar de a amostra obtida neste estudo não ser representativa da classe, existe grande variabilidade nos padrões de suspensão da terapêutica anticoagulante/antiagregante plaquetar pelos médicos dentistas inquiridos. Uma das razões poderá ser baseada no facto de os profissionais terem uma preferência por utilizarem a sua experiência e prática clínica ao invés de se orientarem por estudos e guidelines atualizadas e com base científica. Conclusão: São necessários mais estudos e com amostras mais significativas sobre o impacto dos anticoagulantes orais e antiagregantes plaquetares em pacientes que necessitam ser intervencionados em cirurgias orais. É importante criar guidelines nacionais e internacionais, compostas por um comité científico multidisciplinar, que incluam toda a gama de anticoagulantes orais e antiagregantes plaquetares e avaliarem os riscos individuais dos pacientes. |
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| Autores principais: | Domingues, Marlene José Diegues |
| Assunto: | Anticoagulantes Antiagregante plaquetar Cirurgia oral Extração dentária Anticoagulant Antiplatelet agent Oral surgery Dental extraction |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | Introdução: Na sociedade moderna existem cada vez mais doentes polimedicados cujas patologias e/ou terapêuticas podem, de alguma forma, interferir com o tratamento médico dentário e a forma como este é aplicado. Em particular, os procedimentos em cirurgia oral podem pressupor complicações intra e pós-operatórias a nível hemorrágico em pacientes sob tratamento com anticoagulantes orais. A decisão de manter ou suspender a terapêutica anticoagulante é baseada no risco hemorrágico e a probabilidade de haver uma complicação tromboembólica. Objetivos: Avaliar os padrões de suspensão ou não da terapêutica anticoagulante e antiagregante plaquetar e, por conseguinte, criar recomendações e protocolos para as principais situações clínicas associadas a esta problemática, promovendo desta forma as boas práticas clínicas junto dos médicos dentistas. Metodologia: Procedeu-se a uma revisão bibliográfica nas plataformas Pubmed, Rcaap, Google académico, para analisar os princípios gerais e protocolos nos quais a terapêutica anticoagulante/antiagregante plaquetar está inserida e qual a sua relação com as principais situações médico-dentárias. Foi aplicado um questionário aos médicos dentistas portugueses de forma a avaliar se respeitam os protocolos que se encontram em vigor quer na literatura quer nas principais entidades governamentais de saúde. Resultados e discussão: Apesar de a amostra obtida neste estudo não ser representativa da classe, existe grande variabilidade nos padrões de suspensão da terapêutica anticoagulante/antiagregante plaquetar pelos médicos dentistas inquiridos. Uma das razões poderá ser baseada no facto de os profissionais terem uma preferência por utilizarem a sua experiência e prática clínica ao invés de se orientarem por estudos e guidelines atualizadas e com base científica. Conclusão: São necessários mais estudos e com amostras mais significativas sobre o impacto dos anticoagulantes orais e antiagregantes plaquetares em pacientes que necessitam ser intervencionados em cirurgias orais. É importante criar guidelines nacionais e internacionais, compostas por um comité científico multidisciplinar, que incluam toda a gama de anticoagulantes orais e antiagregantes plaquetares e avaliarem os riscos individuais dos pacientes. |
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