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Mosteiros e conventos no Portugal medieval: vida espiritual e lógicas de implantação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:É objetivo deste texto analisar a presença e as lógicas de implantação das diversas ordens e movimentos religiosos no território português desde as últimas décadas do século XI até às primeiras do século XVI, materializando distintas opções e vivências espirituais. Implantados inicialmente nas áreas rurais do Noroeste, mas acompanhando para Sul o avanço dos exércitos cristãos, Beneditinos e Cluniacenses, mais tarde Cistercienses, Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e Ordens Militares, não só apoiaram espiritualmente a monarquia, a nobreza e o povo, como ajudaram a conquistar, povoar e desenvolver economicamente o reino em formação. A partir dos inícios do século XIII, serão os Mendicantes e outras ordens como a dos Eremitas de São Paulo a responderem aos anseios do laicado de um mundo urbano mais rico, mas também mais desigual, que não cessará de gerar experiências de vida religiosa mais radicais. Depois de quase uma centúria de estagnação, as fundações recomeçarão em força nos finais do século XIV, ganhando todo o reino e as ilhas atlânticas que se vão descobrindo, devido ao movimento de reforma que se apoderou das ordens antigas e ao surgimento de novas ordens, como as dos Cónegos de São João Evangelista.
Autores principais:Fontes, João Luís Inglês
Outros Autores:Andrade, Maria Filomena; Rodrigues, Ana Maria S. A.
Assunto:Ordens religiosas Mosteiros Conventos Reforma religiosa Observância Religious orders Monasteries Convents Religious reform Observants
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:É objetivo deste texto analisar a presença e as lógicas de implantação das diversas ordens e movimentos religiosos no território português desde as últimas décadas do século XI até às primeiras do século XVI, materializando distintas opções e vivências espirituais. Implantados inicialmente nas áreas rurais do Noroeste, mas acompanhando para Sul o avanço dos exércitos cristãos, Beneditinos e Cluniacenses, mais tarde Cistercienses, Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e Ordens Militares, não só apoiaram espiritualmente a monarquia, a nobreza e o povo, como ajudaram a conquistar, povoar e desenvolver economicamente o reino em formação. A partir dos inícios do século XIII, serão os Mendicantes e outras ordens como a dos Eremitas de São Paulo a responderem aos anseios do laicado de um mundo urbano mais rico, mas também mais desigual, que não cessará de gerar experiências de vida religiosa mais radicais. Depois de quase uma centúria de estagnação, as fundações recomeçarão em força nos finais do século XIV, ganhando todo o reino e as ilhas atlânticas que se vão descobrindo, devido ao movimento de reforma que se apoderou das ordens antigas e ao surgimento de novas ordens, como as dos Cónegos de São João Evangelista.

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