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Níveis das reservas de caixa e crises financeiras : evolução dos níveis das reservas de caixa nas empresas do S&P 500 antes, durante e após as crises do Subprime e da Covid-19

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Resumo:As guerras e tensões geopolíticas intensificam o risco económico e alimentam o receio de crises financeiras. Em contextos de incerteza, o caixa assume um papel central, funcionando como amortecedor de restrições e fonte imediata de financiamento. Este estudo tem como objetivo analisar o impacto de crises financeiras nos níveis de caixa das empresas, em comparação com anos sem crise. Para tal, utiliza-se uma amostra de empresas pertencentes ao índice S&P 500, entre 2004 e 2024, com foco nas crises do Subprime (2007-2009) e da Covid-19 (2020). A partir de modelos de regressão com dados em painel e testes de robustez, testou-se a hipótese de que os níveis de caixa aumentam em períodos de crise. Os resultados sustentam parcialmente esta hipótese, ao revelarem um impacto positivo e estatisticamente significativo da crise da Covid-19 sobre os níveis de caixa das empresas. No caso da crise do Subprime, a evidência é menos robusta, apresentando resultados positivos em várias especificações, mas sem significância estatística no modelo Generalized Method of Moments (GMM). Esta diferença poderá dever-se à natureza de cada crise e ao tipo de resposta política, com a crise do Subprime centrada no setor financeiro e a crise pandémica marcada por apoios diretos às empresas, sobretudo ao nível da liquidez imediata. Este estudo contribui para a literatura ao oferecer uma análise comparativa das duas principais crises do século XXI – a crise do Subprime e a crise da Covid-19 – com base em dados atualizados e diferentes abordagens econométricas. Para a prática empresarial, os resultados evidenciam a importância de uma gestão financeira prudente e da constituição de reservas de caixa como instrumento de mitigação de risco em contextos de elevada incerteza.
Autores principais:Cardoso, Gonçalo Tavares
Assunto:Níveis de caixa Crises financeiras Crise Subprime Crise Covid-19 Cash holdings Financial crises Subprime Crisis Covid-19 Crisis
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:As guerras e tensões geopolíticas intensificam o risco económico e alimentam o receio de crises financeiras. Em contextos de incerteza, o caixa assume um papel central, funcionando como amortecedor de restrições e fonte imediata de financiamento. Este estudo tem como objetivo analisar o impacto de crises financeiras nos níveis de caixa das empresas, em comparação com anos sem crise. Para tal, utiliza-se uma amostra de empresas pertencentes ao índice S&P 500, entre 2004 e 2024, com foco nas crises do Subprime (2007-2009) e da Covid-19 (2020). A partir de modelos de regressão com dados em painel e testes de robustez, testou-se a hipótese de que os níveis de caixa aumentam em períodos de crise. Os resultados sustentam parcialmente esta hipótese, ao revelarem um impacto positivo e estatisticamente significativo da crise da Covid-19 sobre os níveis de caixa das empresas. No caso da crise do Subprime, a evidência é menos robusta, apresentando resultados positivos em várias especificações, mas sem significância estatística no modelo Generalized Method of Moments (GMM). Esta diferença poderá dever-se à natureza de cada crise e ao tipo de resposta política, com a crise do Subprime centrada no setor financeiro e a crise pandémica marcada por apoios diretos às empresas, sobretudo ao nível da liquidez imediata. Este estudo contribui para a literatura ao oferecer uma análise comparativa das duas principais crises do século XXI – a crise do Subprime e a crise da Covid-19 – com base em dados atualizados e diferentes abordagens econométricas. Para a prática empresarial, os resultados evidenciam a importância de uma gestão financeira prudente e da constituição de reservas de caixa como instrumento de mitigação de risco em contextos de elevada incerteza.

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