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O tempo como revelação no cinema: um itinerário (1928-2012)

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Summary:Em 1928, Carl Dreyer realizou A Paixão de Joana d’Arc, investindo tempo na representação dos rostos de todas as personagens. Permitia ao espectador ver a alma de cada uma delas nas imagens estilizadas da realidade. Mais tarde, outros realizadores como Robert Bresson e Andrei Tarkovski utilizaram também o tempo como revelação do t(T)ranscendente na imagem em movimento. No princípio dos anos 2000, apareceu um novo género de cinema, o cinema extensivo, que vai também servir-se do tempo como forma de resistência a um cinema de consumo, e que pretende exprimir o mistério do mundo através da sua banalidade, que também é a sua beleza.
Main Authors:Gil, Inês
Subject:Cinema Tempo Transcendência Cinema moderno Cinema espiritual Time Transcendence Modern cinema Spiritual cinema
Year:2016
Country:Portugal
Document type:research article
Access type:open access
Associated institution:Universidade Católica Portuguesa
Language:Portuguese
Origin:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Description
Summary:Em 1928, Carl Dreyer realizou A Paixão de Joana d’Arc, investindo tempo na representação dos rostos de todas as personagens. Permitia ao espectador ver a alma de cada uma delas nas imagens estilizadas da realidade. Mais tarde, outros realizadores como Robert Bresson e Andrei Tarkovski utilizaram também o tempo como revelação do t(T)ranscendente na imagem em movimento. No princípio dos anos 2000, apareceu um novo género de cinema, o cinema extensivo, que vai também servir-se do tempo como forma de resistência a um cinema de consumo, e que pretende exprimir o mistério do mundo através da sua banalidade, que também é a sua beleza.

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