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A voz passiva no ensino de PLNM em Macau : uma abordagem didática baseada na linguística cognitiva

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Resumo:No ensino do Português Europeu como Língua Não Materna em Macau, é frequente os professores adotarem uma abordagem formalista para ensinar a voz passiva. Quer isto dizer que costumam concentrar-se no ensino das regras convencionais que devem ser aplicadas à “transformação” entre as construções ativas e passivas, e não dão muita atenção ao ensino das diferenças semânticas e pragmáticas que existem entre os diferentes tipos de construções passivas. A razão para a adoção dessa abordagem de ensino deve-se, provavelmente, à limitação do tempo de aula e, eventualmente, ao enquadramento teórico formalista. O presente trabalho visa explorar, na perspetiva da Linguística Cognitiva (LC), uma abordagem didática que possa ser utilizada para ajudar os falantes não nativos a dominar melhor a voz passiva do Português Europeu (PE) num número limitado de aulas e conceber alguns materiais que possam contribuir para aumentar a eficácia dos manuais existentes no tratamento desse conteúdo gramatical. O estudo inclui uma breve análise contrastiva da voz passiva no PE e no chinês, destacando as diferenças semânticas, pragmáticas e sintáticas que existem entre as duas línguas no uso desta construção. Esta análise contrastiva pretende possibilitar ao aluno uma melhor compreensão e maior domínio da construção passiva do português. A abordagem didática que desenvolvemos demonstra as vantagens do ensino da voz passiva a alunos que têm o português como língua não materna, através das fichas de avaliação, fichas de gramática, respostas orais, tarefas de grupo e os mini-testes efetuados pelos alunos. Os oito alunos que participaram, plenamente, em todo o processo de ensino mostraram uma diferença positiva nas respostas à ficha de avaliação dos conhecimentos prévios, feita no início da aula do dia 29 de maio, e à ficha de avaliação dos conhecimentos adquiridos, feita no final da aula. Em contraste, os 5 alunos que faltaram à aula do dia 29 de maio e, consequentemente, não participaram na aprendizagem dos conceitos-chave subjacentes à voz passiva do PE, na perspetiva cognitiva da gramática, revelaram deficiências óbvias nas atividades acima referidas. Pretende assim demonstrar-se que a abordagem didática baseada na LC tem mais eficácia na compreensão e no uso da construção passiva, por parte dos alunos macaenses, do que a abordagem didática baseada numa perspetiva formalista.
Autores principais:Chan, Mei Teng
Assunto:Voz passiva Linguística cognitiva Português europeu Ensino de português Língua Não Materna Macau Passive voice Cognitive linguistics European portuguese Teaching portuguese as a non-native language Macao
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:No ensino do Português Europeu como Língua Não Materna em Macau, é frequente os professores adotarem uma abordagem formalista para ensinar a voz passiva. Quer isto dizer que costumam concentrar-se no ensino das regras convencionais que devem ser aplicadas à “transformação” entre as construções ativas e passivas, e não dão muita atenção ao ensino das diferenças semânticas e pragmáticas que existem entre os diferentes tipos de construções passivas. A razão para a adoção dessa abordagem de ensino deve-se, provavelmente, à limitação do tempo de aula e, eventualmente, ao enquadramento teórico formalista. O presente trabalho visa explorar, na perspetiva da Linguística Cognitiva (LC), uma abordagem didática que possa ser utilizada para ajudar os falantes não nativos a dominar melhor a voz passiva do Português Europeu (PE) num número limitado de aulas e conceber alguns materiais que possam contribuir para aumentar a eficácia dos manuais existentes no tratamento desse conteúdo gramatical. O estudo inclui uma breve análise contrastiva da voz passiva no PE e no chinês, destacando as diferenças semânticas, pragmáticas e sintáticas que existem entre as duas línguas no uso desta construção. Esta análise contrastiva pretende possibilitar ao aluno uma melhor compreensão e maior domínio da construção passiva do português. A abordagem didática que desenvolvemos demonstra as vantagens do ensino da voz passiva a alunos que têm o português como língua não materna, através das fichas de avaliação, fichas de gramática, respostas orais, tarefas de grupo e os mini-testes efetuados pelos alunos. Os oito alunos que participaram, plenamente, em todo o processo de ensino mostraram uma diferença positiva nas respostas à ficha de avaliação dos conhecimentos prévios, feita no início da aula do dia 29 de maio, e à ficha de avaliação dos conhecimentos adquiridos, feita no final da aula. Em contraste, os 5 alunos que faltaram à aula do dia 29 de maio e, consequentemente, não participaram na aprendizagem dos conceitos-chave subjacentes à voz passiva do PE, na perspetiva cognitiva da gramática, revelaram deficiências óbvias nas atividades acima referidas. Pretende assim demonstrar-se que a abordagem didática baseada na LC tem mais eficácia na compreensão e no uso da construção passiva, por parte dos alunos macaenses, do que a abordagem didática baseada numa perspetiva formalista.

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