Publicação
A Integração das TIC na aprendizagem das crianças com Necessidades Educativas Especiais: um Estudo de Caso
| Resumo: | Compreender e aceitar a diferença seria, no nosso entender, a solução para muitos dos problemas com que a Escola e a Humanidade hoje se deparam. Embora actualmente, com uma sociedade que tenta ser mais justa e solidária, esta realidade já se tenha de certa forma alterado, continuamos com o sentimento de que muito há ainda a fazer para aceitar e ajudar quem de alguma forma é diferente. As escolas recebem actualmente alunos com Necessidades Educativas Especiais, com o objectivo de as integrar e incluir neste novo espaço social, tentando adaptá-las e prepará-las para a vida e para a convivência com os outros, partilhando valor e experiência. Cabe então à Escola e aos Professores organizarem-se e movimentarem-se de forma a promoverem as melhores condições para acolher estes alunos, tentando responder às suas necessidades, capacidades e incapacidades, educando para um saber fazer criativo e participativo de todos e para a realização da pessoa enquanto agente de mudança. Com a realização deste trabalho pretendemos fazer um estudo de alguns aspectos relacionados com a aprendizagem das crianças com Necessidades Educativas Especiais, aplicar alguns exercícios e fichas, observar e registar a reacção dos referidos alunos. É também nosso objectivo aumentar os nossos conhecimentos sobre este tema e ao mesmo tempo podermos perceber melhor de que forma, nós professores, podemos melhorar como pessoas e como profissionais, contribuindo para a uma melhor inclusão de todos e especialmente das crianças com necessidades especiais, pois são sem dúvida estas que mais precisam de nós. Para tentar alcançar estes objectivos organizamos o nosso trabalho da forma que passamos a resumir. No primeiro capítulo apresentamos a motivação, os objectivos, as questões e metodologia de investigação a adoptar ao longo do trabalho, fazendo ainda uma caracterização detalhada do contexto e das duas crianças objecto deste trabalho, uma com Deficiência Mental e a outra com Paralisia Cerebral. No segundo capítulo procuramos fazer o enquadramento do trabalho por nós desenvolvido. Para o efeito será apresentado um resumo da forma como as pessoas com deficiência foram sendo vistas ao longo da História, sendo também apresentado um resumo da evolução da educação destas pessoas e da Educação Especial. O terceiro capítulo é dedicado à revisão da problemática que envolve as pessoas, e em particular as crianças, com Paralisia Cerebral e Deficiência Mental. São também apresentadas e discutidas algumas considerações educativas. No quarto capítulo apresentamos um resumo da forma como as TIC foram sendo introduzidas ao longo da História na Educação, de uma maneira geral, e da Educação Especial, em particular. Apresentamos ainda uma reflexão acerca das potencialidades e vantagens da aprendizagem baseada em exercícios e jogos, sendo visto o caso particular da Matemática. O quinto capítulo é dedicado à apresentação das competências e níveis de desempenho gerais propostos pelo Ministério da Educação e dos critérios para selecção de actividades que nos conduziram à elaboração do conjunto de exercícios por nós desenvolvido e aplicado. No sexto capítulo é apresentado do conjunto de exercícios por nós usado, um conjunto “digital” (usando o computador) e o seu equivalente em “formato papel”. Estes exercícios foram desenvolvidos tendo por base as dificuldades e necessidades das crianças objecto deste estudo, os seus Programas Educativos Individuais, as potencialidades das TIC e os critérios apresentados e discutidos no quinto capítulo. Por último, o sétimo capítulo é dedicado à apresentação e discussão de resultados, bem como à apresentação de possíveis direcções para desenvolvimento de trabalho futuro. Com a realização deste trabalho podemos observar que as crianças por nós estudadas preferem os exercícios no formato digital (usando o computador) aos exercícios no formato papel (recorrendo a materiais mais tradicionais) e manifestam uma atitude mais positiva face aos primeiros. De uma forma global, e tendo por base os exercícios no formato digital, podemos afirmar que foi maior o tempo total em que a criança esteve concentrada, menor o tempo total de execução, menor a ajuda, maior a alegria, menor a ansiedade, menor a apatia, maior a atenção, menor o desinteresse, menor a desistência, menores as dificuldades em resolver os exercícios, maior a facilidade em executar os exercícios, menor a indiferença, maior o interesse, maior a persistência, menor a tristeza e maior a vontade de continuar a resolver exercícios. Gostaríamos ainda de sublinhar que a utilização de computadores possibilitou o desenvolvimento da sensibilidade táctil e a coordenação motora ao tocar/carregar nas teclas (usando o teclado) e o rato, sendo este facto muito mais evidente para o caso da criança com Paralisia Cerebral. |
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| Autores principais: | Reis, Maria Gentil Alves Domingos |
| Assunto: | Educação Especial Necessidades Educativas Especiais (NEE) Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) Paralisia Cerebral Deficiência Mental Jogos/Exercícios Educativos |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Compreender e aceitar a diferença seria, no nosso entender, a solução para muitos dos problemas com que a Escola e a Humanidade hoje se deparam. Embora actualmente, com uma sociedade que tenta ser mais justa e solidária, esta realidade já se tenha de certa forma alterado, continuamos com o sentimento de que muito há ainda a fazer para aceitar e ajudar quem de alguma forma é diferente. As escolas recebem actualmente alunos com Necessidades Educativas Especiais, com o objectivo de as integrar e incluir neste novo espaço social, tentando adaptá-las e prepará-las para a vida e para a convivência com os outros, partilhando valor e experiência. Cabe então à Escola e aos Professores organizarem-se e movimentarem-se de forma a promoverem as melhores condições para acolher estes alunos, tentando responder às suas necessidades, capacidades e incapacidades, educando para um saber fazer criativo e participativo de todos e para a realização da pessoa enquanto agente de mudança. Com a realização deste trabalho pretendemos fazer um estudo de alguns aspectos relacionados com a aprendizagem das crianças com Necessidades Educativas Especiais, aplicar alguns exercícios e fichas, observar e registar a reacção dos referidos alunos. É também nosso objectivo aumentar os nossos conhecimentos sobre este tema e ao mesmo tempo podermos perceber melhor de que forma, nós professores, podemos melhorar como pessoas e como profissionais, contribuindo para a uma melhor inclusão de todos e especialmente das crianças com necessidades especiais, pois são sem dúvida estas que mais precisam de nós. Para tentar alcançar estes objectivos organizamos o nosso trabalho da forma que passamos a resumir. No primeiro capítulo apresentamos a motivação, os objectivos, as questões e metodologia de investigação a adoptar ao longo do trabalho, fazendo ainda uma caracterização detalhada do contexto e das duas crianças objecto deste trabalho, uma com Deficiência Mental e a outra com Paralisia Cerebral. No segundo capítulo procuramos fazer o enquadramento do trabalho por nós desenvolvido. Para o efeito será apresentado um resumo da forma como as pessoas com deficiência foram sendo vistas ao longo da História, sendo também apresentado um resumo da evolução da educação destas pessoas e da Educação Especial. O terceiro capítulo é dedicado à revisão da problemática que envolve as pessoas, e em particular as crianças, com Paralisia Cerebral e Deficiência Mental. São também apresentadas e discutidas algumas considerações educativas. No quarto capítulo apresentamos um resumo da forma como as TIC foram sendo introduzidas ao longo da História na Educação, de uma maneira geral, e da Educação Especial, em particular. Apresentamos ainda uma reflexão acerca das potencialidades e vantagens da aprendizagem baseada em exercícios e jogos, sendo visto o caso particular da Matemática. O quinto capítulo é dedicado à apresentação das competências e níveis de desempenho gerais propostos pelo Ministério da Educação e dos critérios para selecção de actividades que nos conduziram à elaboração do conjunto de exercícios por nós desenvolvido e aplicado. No sexto capítulo é apresentado do conjunto de exercícios por nós usado, um conjunto “digital” (usando o computador) e o seu equivalente em “formato papel”. Estes exercícios foram desenvolvidos tendo por base as dificuldades e necessidades das crianças objecto deste estudo, os seus Programas Educativos Individuais, as potencialidades das TIC e os critérios apresentados e discutidos no quinto capítulo. Por último, o sétimo capítulo é dedicado à apresentação e discussão de resultados, bem como à apresentação de possíveis direcções para desenvolvimento de trabalho futuro. Com a realização deste trabalho podemos observar que as crianças por nós estudadas preferem os exercícios no formato digital (usando o computador) aos exercícios no formato papel (recorrendo a materiais mais tradicionais) e manifestam uma atitude mais positiva face aos primeiros. De uma forma global, e tendo por base os exercícios no formato digital, podemos afirmar que foi maior o tempo total em que a criança esteve concentrada, menor o tempo total de execução, menor a ajuda, maior a alegria, menor a ansiedade, menor a apatia, maior a atenção, menor o desinteresse, menor a desistência, menores as dificuldades em resolver os exercícios, maior a facilidade em executar os exercícios, menor a indiferença, maior o interesse, maior a persistência, menor a tristeza e maior a vontade de continuar a resolver exercícios. Gostaríamos ainda de sublinhar que a utilização de computadores possibilitou o desenvolvimento da sensibilidade táctil e a coordenação motora ao tocar/carregar nas teclas (usando o teclado) e o rato, sendo este facto muito mais evidente para o caso da criança com Paralisia Cerebral. |
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