Publicação
A proficiência motora das crianças do 1º ano do 1º ciclo do Ensino Básico
| Resumo: | Existem diversos fatores que podem influenciar o desenvolvimento da criança, entre eles, o contexto socioeconómico e educacional. Estes fatores associados à vida sedentária das crianças, com a passagem de grande parte do seu dia sentadas, promovem o desenvolvimento da motricidade fina (MF) em detrimento da motricidade global (MG). Desde o ensino pré-escolar as crianças são colocadas em salas com dimensões reduzidas, dificultando as atividades que recorrem à motricidade global, debilitando não só a sua proficiência motora (PM), assim como a sustentabilidade de possíveis aprendizagens escolares. Neste contexto, a presente investigação foi organizada em três estudos com os seguintes objetivos: (i) - caracterizar de acordo com o género, a proficiência motora e a motricidade global e fina, de crianças do 1º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB), (ii) - verificar a influência do contexto socioeconómico e educacional na motricidade global e na motricidade fina, de crianças do 1º ano do 1º CEB e (iii) - comparar a proficiência motora das crianças do 1º ano do 1º CEB, de acordo com as vivências educacionais anteriores ao préescolar. A amostra dos três estudos incluiu 72 crianças (34 rapazes e 38 raparigas), com idades compreendidas entre os 5 e 7 anos (78,31meses ± 3,45). Os dados sobre o contexto socioeconómico e educacional da criança foram recolhidos através de um questionário e foi aplicado o Teste de Proficiência Motora de Bruininks-Oseretsky-2 Forma Reduzida (TPMBO-2 FR) para avaliar a PM, a MG e a MF. Os resultados do estudo-1 revelam que a maioria das crianças apresenta uma PM média (65,3%). Embora não se tenham verificado diferenças significativas entre a MG e a MF, a MF (68,22%) revela-se superior em ambos os géneros. As raparigas mostraram-se significativamente superiores aos rapazes nas tarefas de coordenação bilateral (p=0,050). Enquanto os rapazes foram significativamente superiores nas tarefas de coordenação dos membros superiores (p=0,003). Os resultados do estudo-2 evidenciam que relativamente à MG não se verificou nenhuma variável preditiva, ainda assim observamos que 10,7% da variância da MF foi explicada pelas habilitações literárias e profissão da mãe (p=0,008). O estatuto socioeconómico da mãe mostrou-se influente no desempenho da MF. No estudo-3 os resultados mostram que relativamente aos contextos educacionais anteriores ao pré-escolar não se registaram diferenças significativas na PM. Concluindo, a maioria das crianças do 1º ano do 1º CEB apresenta uma proficiência motora média. A motricidade fina revelou-se a motricidade mais desenvolvida em ambos os géneros, sendo que o estatuto socioeconómico da mãe se mostrou uma influência positiva no seu desempenho. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Andreia Castro da |
| Assunto: | Crianças Motricidade Proficiência motora |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Existem diversos fatores que podem influenciar o desenvolvimento da criança, entre eles, o contexto socioeconómico e educacional. Estes fatores associados à vida sedentária das crianças, com a passagem de grande parte do seu dia sentadas, promovem o desenvolvimento da motricidade fina (MF) em detrimento da motricidade global (MG). Desde o ensino pré-escolar as crianças são colocadas em salas com dimensões reduzidas, dificultando as atividades que recorrem à motricidade global, debilitando não só a sua proficiência motora (PM), assim como a sustentabilidade de possíveis aprendizagens escolares. Neste contexto, a presente investigação foi organizada em três estudos com os seguintes objetivos: (i) - caracterizar de acordo com o género, a proficiência motora e a motricidade global e fina, de crianças do 1º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB), (ii) - verificar a influência do contexto socioeconómico e educacional na motricidade global e na motricidade fina, de crianças do 1º ano do 1º CEB e (iii) - comparar a proficiência motora das crianças do 1º ano do 1º CEB, de acordo com as vivências educacionais anteriores ao préescolar. A amostra dos três estudos incluiu 72 crianças (34 rapazes e 38 raparigas), com idades compreendidas entre os 5 e 7 anos (78,31meses ± 3,45). Os dados sobre o contexto socioeconómico e educacional da criança foram recolhidos através de um questionário e foi aplicado o Teste de Proficiência Motora de Bruininks-Oseretsky-2 Forma Reduzida (TPMBO-2 FR) para avaliar a PM, a MG e a MF. Os resultados do estudo-1 revelam que a maioria das crianças apresenta uma PM média (65,3%). Embora não se tenham verificado diferenças significativas entre a MG e a MF, a MF (68,22%) revela-se superior em ambos os géneros. As raparigas mostraram-se significativamente superiores aos rapazes nas tarefas de coordenação bilateral (p=0,050). Enquanto os rapazes foram significativamente superiores nas tarefas de coordenação dos membros superiores (p=0,003). Os resultados do estudo-2 evidenciam que relativamente à MG não se verificou nenhuma variável preditiva, ainda assim observamos que 10,7% da variância da MF foi explicada pelas habilitações literárias e profissão da mãe (p=0,008). O estatuto socioeconómico da mãe mostrou-se influente no desempenho da MF. No estudo-3 os resultados mostram que relativamente aos contextos educacionais anteriores ao pré-escolar não se registaram diferenças significativas na PM. Concluindo, a maioria das crianças do 1º ano do 1º CEB apresenta uma proficiência motora média. A motricidade fina revelou-se a motricidade mais desenvolvida em ambos os géneros, sendo que o estatuto socioeconómico da mãe se mostrou uma influência positiva no seu desempenho. |
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