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A influência da inteligência emocional e da prática de exercício físico no bem-estar psicológico dos adolescentes

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Summary:A emoção é de um estado orgânico, de carácter impulsivo que nos leva a determinados comportamentos. A capacidade para lidar com e regular com as próprias emoções, assim como com as dos outros designa-se de inteligência emocional (IE) (e.g. Salovey & Mayer, 1990). Uma elevada IE está associada a um maior Bem-Estar Psicológico (BEP) (e.g. Law, Song, & Wong, 2004). Assim como a prática regular de exercício físico (EF) está associada a melhor gestão de situações stressantes, de ansiedade e a melhor BEP (e.g. Jacka et al., 2011). O objectivo deste estudo é analisar a influência da IE e da prática de EF no BEP nos adolescentes. A amostra é constituída por 516 alunos com idades compreendidas entre 14 e 20 anos. Os instrumentos utilizados foram um questionário sócio-demográfico, um questionário da prática de exercício físico (Prochaska, Sallis, & Long, 2001), a “Escala de Bem-Estar Psicológico” (Ryff, 1989) para avaliar o BEP, e o “Questionário da Competência Emocional” (Taksic, 2000) para avaliar a IE. Os resultados apontam que a prática de EF é maior nos rapazes (p=0,030), nos participantes mais novos (p=0,000) e nos residentes em meio urbano (p=0,000). Por outro lado, os participantes mais velhos possuem maior BEP (p=0,046). A prática de EF recomendado pela OMS está associada a maior BEP nos rapazes (p=0,000), mas não nas raparigas. Os elevados níveis de IE estão associados com melhor BEP (p=0,000), sendo a IE o melhor preditor de BEP (p=0,000). Conclui-se que as diferenças ao nível do BEP são o produto de factores psicossociais.
Main Authors:Mano, Miriam Moreira
Subject:Inteligência emocional Exercícios físicos Adolescentes Bem-estar psicológico
Year:2011
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Language:Portuguese
Origin:Repositório da UTAD
Description
Summary:A emoção é de um estado orgânico, de carácter impulsivo que nos leva a determinados comportamentos. A capacidade para lidar com e regular com as próprias emoções, assim como com as dos outros designa-se de inteligência emocional (IE) (e.g. Salovey & Mayer, 1990). Uma elevada IE está associada a um maior Bem-Estar Psicológico (BEP) (e.g. Law, Song, & Wong, 2004). Assim como a prática regular de exercício físico (EF) está associada a melhor gestão de situações stressantes, de ansiedade e a melhor BEP (e.g. Jacka et al., 2011). O objectivo deste estudo é analisar a influência da IE e da prática de EF no BEP nos adolescentes. A amostra é constituída por 516 alunos com idades compreendidas entre 14 e 20 anos. Os instrumentos utilizados foram um questionário sócio-demográfico, um questionário da prática de exercício físico (Prochaska, Sallis, & Long, 2001), a “Escala de Bem-Estar Psicológico” (Ryff, 1989) para avaliar o BEP, e o “Questionário da Competência Emocional” (Taksic, 2000) para avaliar a IE. Os resultados apontam que a prática de EF é maior nos rapazes (p=0,030), nos participantes mais novos (p=0,000) e nos residentes em meio urbano (p=0,000). Por outro lado, os participantes mais velhos possuem maior BEP (p=0,046). A prática de EF recomendado pela OMS está associada a maior BEP nos rapazes (p=0,000), mas não nas raparigas. Os elevados níveis de IE estão associados com melhor BEP (p=0,000), sendo a IE o melhor preditor de BEP (p=0,000). Conclui-se que as diferenças ao nível do BEP são o produto de factores psicossociais.

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