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Amostragem por sectores em inventário florestal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A importância e a diversidade das áreas florestais, associadas à morosidade e custos de avaliação das respetivas existências fazem com que o inventário florestal seja uma das ferramentas mais importantes na sua caraterização. Na maior parte das situações seria de todo impossível medir todas as variáveis dendrométricas e conseguir que esse processo fosse rentável. Dessa forma é muito importante através de métodos estatísticos apropriados, poder estimar valores ecológicos e económicos da floresta, com graus de certeza elevados, sendo a determinação do tamanho e forma das unidades de amostragem a usar, bem como a distribuição da amostra, pilares para essa eficiência. A questão relativa às unidades de amostragem há muito que é estudada. Porém, autores como Iles e Smith (2006) afirmavam que não estariam estudadas todas as formas de inventariar variáveis florestais para obtenção de estimativas de variáveis de estado, tais como número de árvores (N, árv. ha-1), área basal (G, m2ha-1) e volume (V m3ha-1). É então apresentada nesta dissertação uma forma alternativa às unidades de amostragem convencionais, designada por amostragem por sectores. Esta técnica apresenta como vantagens, em relação às anteriores, o facto de o centro das unidades de amostragem poder ser colocado em qualquer parte da área de inventário, dos sectores poderem ser implementados de uma forma sistemática ou aleatória. O método foi ensaiado num povoamento real, tendo como suporte a georreferenciação das árvores e a sua seleção, através de sistemas de informação geográfica. A localização das unidades de amostragem (UA) foi realizada de modo sistemático e também aleatoriamente. O tratamento dos dados foi feito de acordo com a amostragem por meio de razões. Os resultados obtidos ao nível de erro padrão e erro de amostragem percentuais (SR% e SE%, respetivamente), revelaram ser muito satisfatórios, comparados com a precisão e exatidão da amostragem, decorrente da utilização de parcelas com forma circular. Os erros associados às amostragens ensaiadas, com quatro unidades de amostragem de distribuição sistemática, considerando igual área amostrada, mas forma distinta (sector versus parcela circular) indicam, na amostragem por sector e para a variável G, a obtenção de um SR% de 6,55 e um SE% de 20,86. Para a variável V um SR% de 7,87 e SE% de 25,04 e para N um SR% de 3,84 e SE% de 12,21. No ensaio realizado com distribuição aleatória de UA de forma circular, os erros associados à amostragem conduziram a um erro padrão percentual em G de 17,82e a um SE% de 56,72. Para a variável V obteve-se um erro padrão percentual 17,92 e um SE% de 57,02 enquanto para a variável N, o valor dessas estatísticas foi, pela mesma ordem, de 19,06 e de 60,60. Com dados tão satisfatórios na aplicação deste método, pode pensar-se que se trata de uma opção viável para utilização em inventário florestal, com vantagens interessantes relativamente às abordagens tradicionalmente baseadas em UA de forma circular. Salvaguarda-se a necessidade de dar continuidade ao estudo aqui apresentado de modo a poder generalizar-se o método a outras situações e para outras intensidades de amostragem.
Autores principais:Silva, Henrique Dinis Pinto da
Assunto:Inventário florestal
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A importância e a diversidade das áreas florestais, associadas à morosidade e custos de avaliação das respetivas existências fazem com que o inventário florestal seja uma das ferramentas mais importantes na sua caraterização. Na maior parte das situações seria de todo impossível medir todas as variáveis dendrométricas e conseguir que esse processo fosse rentável. Dessa forma é muito importante através de métodos estatísticos apropriados, poder estimar valores ecológicos e económicos da floresta, com graus de certeza elevados, sendo a determinação do tamanho e forma das unidades de amostragem a usar, bem como a distribuição da amostra, pilares para essa eficiência. A questão relativa às unidades de amostragem há muito que é estudada. Porém, autores como Iles e Smith (2006) afirmavam que não estariam estudadas todas as formas de inventariar variáveis florestais para obtenção de estimativas de variáveis de estado, tais como número de árvores (N, árv. ha-1), área basal (G, m2ha-1) e volume (V m3ha-1). É então apresentada nesta dissertação uma forma alternativa às unidades de amostragem convencionais, designada por amostragem por sectores. Esta técnica apresenta como vantagens, em relação às anteriores, o facto de o centro das unidades de amostragem poder ser colocado em qualquer parte da área de inventário, dos sectores poderem ser implementados de uma forma sistemática ou aleatória. O método foi ensaiado num povoamento real, tendo como suporte a georreferenciação das árvores e a sua seleção, através de sistemas de informação geográfica. A localização das unidades de amostragem (UA) foi realizada de modo sistemático e também aleatoriamente. O tratamento dos dados foi feito de acordo com a amostragem por meio de razões. Os resultados obtidos ao nível de erro padrão e erro de amostragem percentuais (SR% e SE%, respetivamente), revelaram ser muito satisfatórios, comparados com a precisão e exatidão da amostragem, decorrente da utilização de parcelas com forma circular. Os erros associados às amostragens ensaiadas, com quatro unidades de amostragem de distribuição sistemática, considerando igual área amostrada, mas forma distinta (sector versus parcela circular) indicam, na amostragem por sector e para a variável G, a obtenção de um SR% de 6,55 e um SE% de 20,86. Para a variável V um SR% de 7,87 e SE% de 25,04 e para N um SR% de 3,84 e SE% de 12,21. No ensaio realizado com distribuição aleatória de UA de forma circular, os erros associados à amostragem conduziram a um erro padrão percentual em G de 17,82e a um SE% de 56,72. Para a variável V obteve-se um erro padrão percentual 17,92 e um SE% de 57,02 enquanto para a variável N, o valor dessas estatísticas foi, pela mesma ordem, de 19,06 e de 60,60. Com dados tão satisfatórios na aplicação deste método, pode pensar-se que se trata de uma opção viável para utilização em inventário florestal, com vantagens interessantes relativamente às abordagens tradicionalmente baseadas em UA de forma circular. Salvaguarda-se a necessidade de dar continuidade ao estudo aqui apresentado de modo a poder generalizar-se o método a outras situações e para outras intensidades de amostragem.

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