Publicação
Capacitação dos colaboradores da Câmara Municipal de Vila Real sobre Suporte Básico de Vida: relação com a autoestima
| Resumo: | O presente relatório enquadra-se no desenvolvimento da unidade curricular Estágio e Relatório (2º ano) do Mestrado em Enfermagem Comunitária da Escola Superior de Saúde da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que decorreu de 14 de setembro de 2015 a 29 de janeiro de 2016 e visava o desenvolvimento de competências específicas nesta área do conhecimento. No decurso do mesmo desenvolvemos um estudo empírico intitulado “Capacitação dos colaboradores da Câmara Municipal de Vila Real sobre suporte básico de vida: relação com a autoestima”. Em Portugal as doenças cardiocirculatórias continuam a ser a principal causa de morte, tal como em todos os países europeus. De acordo com o relatório da Direção Geral da Saúde “Doenças cérebro- cardiovasculares em números – 2013”, as mortes por doenças do aparelho circulatório em 2012 situavam-se nos 30,4%, tendo um importante impacto económico que resulta das sequelas, bem como dos crescentes custos relacionados com o seu tratamento. Apesar dos desenvolvimentos científicos e técnicos da medicina, o prognóstico da paragem cardiorrespiratória não melhorou de forma significativa. Face ao exposto, é de máxima importância a capacitação de leigos em suporte básico de vida (SBV). O presente estudo teve como objetivo avaliar os conhecimentos antes e após o projeto “capacitar para salvar” e as competências após a implementação do mesmo. Estudou-se também a relação entre autoestima, enquanto constructo sobre a avaliação que o indivíduo faz e mantém sobre si próprio (Rosenberg, 1965) e os conhecimentos e competências sobre SBV. Foi realizado um estudo descritivo longitudinal, quase experimental de abordagem quantitativa. A recolha de dados ocorreu entre março e abril de 2016 (1ª fase) e entre junho e julho de 2016 ( 2ª fase), numa amostra de 97 colaboradores da Câmara Municipal de Vila Real. Para a recolha de dados utilizou-se um questionário, sendo a primeira parte de caracterização sociodemográfica e a segunda de treze questões relativas à avaliação de conhecimentos sobre SBV. Foi ainda usada a escala de autoestima de Rosenberg e uma grelha de observação para avaliação de competências sobre SBV Tendo em conta os resultados obtidos, o projeto de intervenção “Capacitar para Salvar” evidenciou mudanças significativas nos conhecimentos em SBV. Constatou-se que os colaboradores mais novos e os que tinham menos tempo de serviço na instituição demonstraram mais conhecimentos após a intervenção. Em relação às competências em SBV observou-se que os colaboradores com menos de 40 anos, os que tinham um nível de ensino superior e os que desempenhavam funções de quadros superiores e com tempo de serviço menor que 10 anos, detinham mais competências para realizar manobras de SBV De um modo geral os colaboradores da CMVR demonstraram uma elevada autoestima, o que poderá justificar a inexistência de relação com o conhecimento e competência sobre SBV. |
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| Autores principais: | Carril, Élia Susana Batista |
| Assunto: | Suporte básico de vida conhecimento competências autoestima |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O presente relatório enquadra-se no desenvolvimento da unidade curricular Estágio e Relatório (2º ano) do Mestrado em Enfermagem Comunitária da Escola Superior de Saúde da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que decorreu de 14 de setembro de 2015 a 29 de janeiro de 2016 e visava o desenvolvimento de competências específicas nesta área do conhecimento. No decurso do mesmo desenvolvemos um estudo empírico intitulado “Capacitação dos colaboradores da Câmara Municipal de Vila Real sobre suporte básico de vida: relação com a autoestima”. Em Portugal as doenças cardiocirculatórias continuam a ser a principal causa de morte, tal como em todos os países europeus. De acordo com o relatório da Direção Geral da Saúde “Doenças cérebro- cardiovasculares em números – 2013”, as mortes por doenças do aparelho circulatório em 2012 situavam-se nos 30,4%, tendo um importante impacto económico que resulta das sequelas, bem como dos crescentes custos relacionados com o seu tratamento. Apesar dos desenvolvimentos científicos e técnicos da medicina, o prognóstico da paragem cardiorrespiratória não melhorou de forma significativa. Face ao exposto, é de máxima importância a capacitação de leigos em suporte básico de vida (SBV). O presente estudo teve como objetivo avaliar os conhecimentos antes e após o projeto “capacitar para salvar” e as competências após a implementação do mesmo. Estudou-se também a relação entre autoestima, enquanto constructo sobre a avaliação que o indivíduo faz e mantém sobre si próprio (Rosenberg, 1965) e os conhecimentos e competências sobre SBV. Foi realizado um estudo descritivo longitudinal, quase experimental de abordagem quantitativa. A recolha de dados ocorreu entre março e abril de 2016 (1ª fase) e entre junho e julho de 2016 ( 2ª fase), numa amostra de 97 colaboradores da Câmara Municipal de Vila Real. Para a recolha de dados utilizou-se um questionário, sendo a primeira parte de caracterização sociodemográfica e a segunda de treze questões relativas à avaliação de conhecimentos sobre SBV. Foi ainda usada a escala de autoestima de Rosenberg e uma grelha de observação para avaliação de competências sobre SBV Tendo em conta os resultados obtidos, o projeto de intervenção “Capacitar para Salvar” evidenciou mudanças significativas nos conhecimentos em SBV. Constatou-se que os colaboradores mais novos e os que tinham menos tempo de serviço na instituição demonstraram mais conhecimentos após a intervenção. Em relação às competências em SBV observou-se que os colaboradores com menos de 40 anos, os que tinham um nível de ensino superior e os que desempenhavam funções de quadros superiores e com tempo de serviço menor que 10 anos, detinham mais competências para realizar manobras de SBV De um modo geral os colaboradores da CMVR demonstraram uma elevada autoestima, o que poderá justificar a inexistência de relação com o conhecimento e competência sobre SBV. |
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