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Efeito do treinamento aeróbio e do treinamento de força na composição corporal e metabólicos relacionados à aterosclerose em indivíduos diabéticos do tipo 2

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Resumo:Os programas de treinamento aeróbio e de força demonstram bons resultados no controle das variáveis de risco cardiovascular em indivíduos diabéticos. No entanto, a influencia dos programas de treinamento nos níveis de homocisteína em indivíduos com diabetes do tipo 2 não está muito claro. Deste modo, esta tese teve como principais objetivos (i) analisar os efeitos do treinamento aeróbio e de força nos níveis de homocisteína; (ii) analisar os efeitos do treinamento aeróbio e de força nos metabólicos relacionados aterosclerose e (iii) analisar os efeitos do treinamento aeróbio e de força nas variáveis de composição corporal relacionadas aterosclerose. A amostra, constituída por 47 mulheres com diabetes do tipo 2 e idade entre 60 e 91 anos, sendo 15 no grupo aeróbio (média de idade 68,86±11,2), 14 no treino de força (média de idade 68,00±6,5 anos) e 18 no grupo controle (média de idade 67,61±6,0). Foram feitas avaliações bioquímicas e antropométricas, antes e após 16 semanas de treinamento. O treinamento foi realizado com 2 sessões durante a semana. A intensidade do treinamento aeróbio foi de 60-70% da frequência cardíaca máxima com 75 minutos cada sessão. As sessões de treinamento de força tiveram a duração de 50 minutos, e foram compostas de 3 séries de 8 a 12 repetições em 8 exercícios. A carga estabelecida foi de 60% de 1 Repetição Máxima (1RM) com 1 minuto e 30 segundos de descanso entre as séries. Os resultados observados demonstram que não houve alteração nos níveis de homocisteína, colesterol total, Lipoproteína de Muito Baixa Densidade (VLDL), após os treinamentos. No treino aeróbio a Lipoproteína de Baixa Densidade (LDL) e a Lipoproteína de Alta Densidade (HDL) também não alteraram. Já glicemia e os triglicérides apresentaram diferenças significativas. Também apresentam diferenças significativas a pressão arterial diastólica, Consumo Máximo de Oxigênio (VO2máx), percentual de gordura e massa gorda. No treino de força os triglicerídeos e glicose sanguínea não apresentaram diferenças significantes, mas a LDL, HDL, massa magra e gorda e o percentual de gordura apresentaram diferenças. Conclui-se que o treinamento aeróbio e de força não influenciam os níveis plasmáticos de homocisteína, mas ajudam a melhorar o perfil lipoproteico em diabéticos do tipo 2.
Autores principais:Silva, Alexandre de Souza e
Assunto:Diabetes Treino de força Composição corporal Treino aeróbio Perfil metabólico
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Os programas de treinamento aeróbio e de força demonstram bons resultados no controle das variáveis de risco cardiovascular em indivíduos diabéticos. No entanto, a influencia dos programas de treinamento nos níveis de homocisteína em indivíduos com diabetes do tipo 2 não está muito claro. Deste modo, esta tese teve como principais objetivos (i) analisar os efeitos do treinamento aeróbio e de força nos níveis de homocisteína; (ii) analisar os efeitos do treinamento aeróbio e de força nos metabólicos relacionados aterosclerose e (iii) analisar os efeitos do treinamento aeróbio e de força nas variáveis de composição corporal relacionadas aterosclerose. A amostra, constituída por 47 mulheres com diabetes do tipo 2 e idade entre 60 e 91 anos, sendo 15 no grupo aeróbio (média de idade 68,86±11,2), 14 no treino de força (média de idade 68,00±6,5 anos) e 18 no grupo controle (média de idade 67,61±6,0). Foram feitas avaliações bioquímicas e antropométricas, antes e após 16 semanas de treinamento. O treinamento foi realizado com 2 sessões durante a semana. A intensidade do treinamento aeróbio foi de 60-70% da frequência cardíaca máxima com 75 minutos cada sessão. As sessões de treinamento de força tiveram a duração de 50 minutos, e foram compostas de 3 séries de 8 a 12 repetições em 8 exercícios. A carga estabelecida foi de 60% de 1 Repetição Máxima (1RM) com 1 minuto e 30 segundos de descanso entre as séries. Os resultados observados demonstram que não houve alteração nos níveis de homocisteína, colesterol total, Lipoproteína de Muito Baixa Densidade (VLDL), após os treinamentos. No treino aeróbio a Lipoproteína de Baixa Densidade (LDL) e a Lipoproteína de Alta Densidade (HDL) também não alteraram. Já glicemia e os triglicérides apresentaram diferenças significativas. Também apresentam diferenças significativas a pressão arterial diastólica, Consumo Máximo de Oxigênio (VO2máx), percentual de gordura e massa gorda. No treino de força os triglicerídeos e glicose sanguínea não apresentaram diferenças significantes, mas a LDL, HDL, massa magra e gorda e o percentual de gordura apresentaram diferenças. Conclui-se que o treinamento aeróbio e de força não influenciam os níveis plasmáticos de homocisteína, mas ajudam a melhorar o perfil lipoproteico em diabéticos do tipo 2.

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