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Influência das coberturas vegetais na proteína do solo e na performance fisiológica da oliveira e da videira
| Summary: | A oliveira (Olea europaea L.) e a videira (Vitis vinifera L.) são culturas típicas da região Mediterrânica e duas das principais culturas em Portugal, com grande peso na economia do país. Portugal tem um clima tipicamente Mediterrânico, caracterizado por verões quentes e secos e muito suscetível às alterações climáticas. De fato, uma das principais limitações para a agricultura nesta região é a baixa disponibilidade hídrica, com tendência a acentuar-se no futuro devido às previsões de redução da precipitação e ao aumento da temperatura. Desta forma, é importante trabalhar no desenvolvimento e na implementação de estratégias que permitam, não só melhorar a gestão dos recursos naturais em ambientes de baixa disponibilidade hídrica, mas também aumentar a competitividade destes setores, sendo as práticas de gestão do solo adotadas decisivas para atingir tais objetivos. Neste sentido, foram desenvolvidos dois ensaios, um em olival, na Terra Quente Transmontana, e outro em vinha, na Região Demarcada do Douro. O objetivo do primeiro ensaio, em oliveira, foi avaliar o impacto do uso de coberturas vegetais, controladas com recurso ao uso de pastoreio e de glifosato (herbicida pós-emergência), face à mobilização do solo, prática tradicional. Comparativamente à mobilização tradicional, a aplicação de glifosato favoreceu as respostas fisiológicas da oliveira (condutância estomática e fotossíntese) e o indicador de qualidade do solo, proteínas do solo relacionada à glomalina, o pastoreio favoreceu a qualidade do azeite (menores índices de peróxidos e índices espetrofotmétricos K232 e K270), ao passo que ambos os sistemas de gestão do solo contribuíram para aumentos de produtividade. O segundo ensaio, em vinha, teve como objetivo avaliar o impacto do uso de diferentes tipos de coberturas vegetais, vegetação natural e leguminosas semeadas, terminadas de forma mecânica e deixadas como mulching durante o período estival no solo, em comparação com a tradicional prática de mobilização. Neste estudo tanto o uso de vegetação natural como de leguminosas potenciaram a performance fisiológica (maior condutância estomática e taxa de fotossíntese líquida e menor dissipação de energia na forma térmica) e a produtividade das videiras, qualidade do mosto (aumento do grau Brix e do teor de álcool provável, diminuição do pH e aumento da concentração de fenóis e antocianinas) e a saúde do solo (proteínas do solo relacionada à glomalina). De salientar ainda o efeito do uso de leguminosas no crescimento vegetativo das videiras e nos teores de azoto facilmente assimilável pelas leveduras no mosto. Assim, estes trabalhos vêm demonstrar a importância do uso de coberturas vegetais nos agrossistemas Mediterrânicos, se associadas a um controlo eficiente e atempado das mesmas, o que vai limitar a competitividade destas plantas com a cultura principal. |
|---|---|
| Main Authors: | Araújo, Simão Pedro Giesteira |
| Subject: | Cobertura vegetal herbicida |
| Year: | 2022 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | restricted access |
| Associated institution: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da UTAD |
| Summary: | A oliveira (Olea europaea L.) e a videira (Vitis vinifera L.) são culturas típicas da região Mediterrânica e duas das principais culturas em Portugal, com grande peso na economia do país. Portugal tem um clima tipicamente Mediterrânico, caracterizado por verões quentes e secos e muito suscetível às alterações climáticas. De fato, uma das principais limitações para a agricultura nesta região é a baixa disponibilidade hídrica, com tendência a acentuar-se no futuro devido às previsões de redução da precipitação e ao aumento da temperatura. Desta forma, é importante trabalhar no desenvolvimento e na implementação de estratégias que permitam, não só melhorar a gestão dos recursos naturais em ambientes de baixa disponibilidade hídrica, mas também aumentar a competitividade destes setores, sendo as práticas de gestão do solo adotadas decisivas para atingir tais objetivos. Neste sentido, foram desenvolvidos dois ensaios, um em olival, na Terra Quente Transmontana, e outro em vinha, na Região Demarcada do Douro. O objetivo do primeiro ensaio, em oliveira, foi avaliar o impacto do uso de coberturas vegetais, controladas com recurso ao uso de pastoreio e de glifosato (herbicida pós-emergência), face à mobilização do solo, prática tradicional. Comparativamente à mobilização tradicional, a aplicação de glifosato favoreceu as respostas fisiológicas da oliveira (condutância estomática e fotossíntese) e o indicador de qualidade do solo, proteínas do solo relacionada à glomalina, o pastoreio favoreceu a qualidade do azeite (menores índices de peróxidos e índices espetrofotmétricos K232 e K270), ao passo que ambos os sistemas de gestão do solo contribuíram para aumentos de produtividade. O segundo ensaio, em vinha, teve como objetivo avaliar o impacto do uso de diferentes tipos de coberturas vegetais, vegetação natural e leguminosas semeadas, terminadas de forma mecânica e deixadas como mulching durante o período estival no solo, em comparação com a tradicional prática de mobilização. Neste estudo tanto o uso de vegetação natural como de leguminosas potenciaram a performance fisiológica (maior condutância estomática e taxa de fotossíntese líquida e menor dissipação de energia na forma térmica) e a produtividade das videiras, qualidade do mosto (aumento do grau Brix e do teor de álcool provável, diminuição do pH e aumento da concentração de fenóis e antocianinas) e a saúde do solo (proteínas do solo relacionada à glomalina). De salientar ainda o efeito do uso de leguminosas no crescimento vegetativo das videiras e nos teores de azoto facilmente assimilável pelas leveduras no mosto. Assim, estes trabalhos vêm demonstrar a importância do uso de coberturas vegetais nos agrossistemas Mediterrânicos, se associadas a um controlo eficiente e atempado das mesmas, o que vai limitar a competitividade destas plantas com a cultura principal. |
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