Publicação
Electrospinning of Polyvinyl alcohol Based Wound Dressing
| Resumo: | O electrospinning é uma tecnologia que produz nanofibras com elevada porosidade, da ordem dos nanómetros, as quais podem ser utilizadas na cicatrização de feridas. Devido à hidrofilia e à não toxicidade do álcool polivinílico (cuja sigla em inglês é PVA), este polímero é largamente utilizado na produção de nanofibras. Este trabalho permite avaliar a influência de propriedades da solução, assim como de parâmetros do processo. Um dos objetivos deste trabalho consistiu na comparação da morfologia e diâmetro das nanofibras entre dois pesos moleculares: 67,000 e 130,000. Para além disso, procedeu-se à comparação da morfologia das nanofibras quando apenas tínhamos PVA puro e quando se adicionou o extrato de casca de bétula ao polímero. Este extrato foi adicionado ao PVA, uma vez que permite acelerar o processo de cicatrização. Relativamente aos resultados obtidos, estes demonstraram que o peso molecular e a concentração de PVA têm influência no diâmetro e na morfologia das nanofibras que foram submetidas ao processo de electrospinning. Quando estes dois parâmetros aumentaram, a morfologia destas foi alterada de beaded para estrutura uniforme e o diâmetro aumentou. Verificou-se também um aumento na viscosidade e na viscoelasticidade da solução, quando se aumentou o peso molecular e a concentração de PVA. Um aumento na voltagem aplicada e na taxa de fluxo também demonstrou ter efeito no diâmetro da fibra. De acordo com os resultados obtidos em todas as experiências, podemos concluir que o peso molecular de 130,000 provou ser o melhor, uma vez que a viscosidade é maior e origina fibras mais uniformes e com diâmetros maiores que o de 67,000. Em suma, nanofibras uniformes e contínuas de PVA e resultantes da junção deste polímero com o extrato de casca de bétula, foram submetidas a electrospinning com sucesso. Do ponto de vista farmacêutico, a adição de betulina (extrato de casca de bétula) à solução de PVA é mais vantajosa, uma vez que este extrato acelera o processo de cicatrização e possui propriedades antifúngicas e antibacterianas, prevenindo, assim, a entrada de microorganismos no tecido afetado. A utilização da tecnologia de electrospinning para produzir nanofibras com aplicação na cicatrização de feridas, é uma estratégia promissora, provando ser uma nova abordagem terapêutica. |
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| Autores principais: | Schon, Sofia Monika de Bragança |
| Assunto: | Álcool polivinílico Cicatrização de feridas Electrospinning Nanofibras. Mestrado Integrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O electrospinning é uma tecnologia que produz nanofibras com elevada porosidade, da ordem dos nanómetros, as quais podem ser utilizadas na cicatrização de feridas. Devido à hidrofilia e à não toxicidade do álcool polivinílico (cuja sigla em inglês é PVA), este polímero é largamente utilizado na produção de nanofibras. Este trabalho permite avaliar a influência de propriedades da solução, assim como de parâmetros do processo. Um dos objetivos deste trabalho consistiu na comparação da morfologia e diâmetro das nanofibras entre dois pesos moleculares: 67,000 e 130,000. Para além disso, procedeu-se à comparação da morfologia das nanofibras quando apenas tínhamos PVA puro e quando se adicionou o extrato de casca de bétula ao polímero. Este extrato foi adicionado ao PVA, uma vez que permite acelerar o processo de cicatrização. Relativamente aos resultados obtidos, estes demonstraram que o peso molecular e a concentração de PVA têm influência no diâmetro e na morfologia das nanofibras que foram submetidas ao processo de electrospinning. Quando estes dois parâmetros aumentaram, a morfologia destas foi alterada de beaded para estrutura uniforme e o diâmetro aumentou. Verificou-se também um aumento na viscosidade e na viscoelasticidade da solução, quando se aumentou o peso molecular e a concentração de PVA. Um aumento na voltagem aplicada e na taxa de fluxo também demonstrou ter efeito no diâmetro da fibra. De acordo com os resultados obtidos em todas as experiências, podemos concluir que o peso molecular de 130,000 provou ser o melhor, uma vez que a viscosidade é maior e origina fibras mais uniformes e com diâmetros maiores que o de 67,000. Em suma, nanofibras uniformes e contínuas de PVA e resultantes da junção deste polímero com o extrato de casca de bétula, foram submetidas a electrospinning com sucesso. Do ponto de vista farmacêutico, a adição de betulina (extrato de casca de bétula) à solução de PVA é mais vantajosa, uma vez que este extrato acelera o processo de cicatrização e possui propriedades antifúngicas e antibacterianas, prevenindo, assim, a entrada de microorganismos no tecido afetado. A utilização da tecnologia de electrospinning para produzir nanofibras com aplicação na cicatrização de feridas, é uma estratégia promissora, provando ser uma nova abordagem terapêutica. |
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