Publicação
Caracterização da franja urbana-rural através de gradientes: análise por continuum versus contraste
| Resumo: | O conceito de ‘urbanidade’ implica que se encare a distinção urbano-rural como um continuum e não como uma dicotomia. Quando a maioria das pessoas vivia em zonas rurais, a dicotomia parecia mais válida, apesar da grande variabilidade que também pode existir nesses ambientes. Já em 1950, quando a população urbana era inferior a 30%, a divisão de população das Nações Unidas afirmava que um contínuo urbano-rural seria preferível a uma dicotomia (Smailes, 1966). Portanto, deve-se caminhar na direcção da criação de uma variável – um continuum ou um gradiente – que de forma mais adequada e exacta reflicta as vastas diferenças existentes entre as pessoas, os locais onde vivem e como organizam as suas vidas. Deste modo releva-se necessária a criação de um índice que possa ver o seu valor incrementado, ou simplesmente mude de valor, à medida que as características dos lugares (e das pessoas que vivem nesses lugares) se transformam com o tempo, e variam através do espaço. Um índice deste tipo permite medir tanto a quantidade (quantum) como a frequência (tempo) das alterações urbanas e sua evolução, e portanto, aumenta a nossa capacidade de prever e compreender os fenómenos actuais relacionados com a transição das regiões para uma realidade urbana e/ou a forma como estas continuam a evoluir na sua ‘urbanidade’. O objectivo deste trabalho é propor um índice de ‘urbanidade’ – ou um gradiente urbano – baseado em imagens obtidas por detecção remota. O índice será aplicado à Área Metropolitana de Lisboa, a qual inclui espaços urbanos e rurais administrativamente bem definidos. |
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| Autores principais: | Rocha, Jorge |
| Outros Autores: | Tenedório, José A.; Morgado, Paulo; Marques da Costa, Eduarda; Marques Da Costa, Nuno |
| Assunto: | Forma urbana Limites urbanos Gradientes |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O conceito de ‘urbanidade’ implica que se encare a distinção urbano-rural como um continuum e não como uma dicotomia. Quando a maioria das pessoas vivia em zonas rurais, a dicotomia parecia mais válida, apesar da grande variabilidade que também pode existir nesses ambientes. Já em 1950, quando a população urbana era inferior a 30%, a divisão de população das Nações Unidas afirmava que um contínuo urbano-rural seria preferível a uma dicotomia (Smailes, 1966). Portanto, deve-se caminhar na direcção da criação de uma variável – um continuum ou um gradiente – que de forma mais adequada e exacta reflicta as vastas diferenças existentes entre as pessoas, os locais onde vivem e como organizam as suas vidas. Deste modo releva-se necessária a criação de um índice que possa ver o seu valor incrementado, ou simplesmente mude de valor, à medida que as características dos lugares (e das pessoas que vivem nesses lugares) se transformam com o tempo, e variam através do espaço. Um índice deste tipo permite medir tanto a quantidade (quantum) como a frequência (tempo) das alterações urbanas e sua evolução, e portanto, aumenta a nossa capacidade de prever e compreender os fenómenos actuais relacionados com a transição das regiões para uma realidade urbana e/ou a forma como estas continuam a evoluir na sua ‘urbanidade’. O objectivo deste trabalho é propor um índice de ‘urbanidade’ – ou um gradiente urbano – baseado em imagens obtidas por detecção remota. O índice será aplicado à Área Metropolitana de Lisboa, a qual inclui espaços urbanos e rurais administrativamente bem definidos. |
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