Publicação
Pesquisa de bacteriófagos de Helicobacter pylori
| Resumo: | Os bacteriófagos são das entidades biológicas mais abundantes na Terra, estimando-se que o seu número seja aproximadamente 1032. Apesar da sua abundância só em 1917 é que foram denominados como tal por Felix d’ Hérelle. O seu estudo pode ser dividido em 3 períodos, sendo o primeiro logo após a sua descoberta, aplicando-se em terapia em animais e humanos; com o surgimento dos antibióticos o interesse em fagos diminuiu tendo sido estudados ao nível da estrutura e interacções hospedeiro-fago, originando a biologia molecular; actualmente tenta-se compreender o papel destes ao nível ecológico e usar no controlo de populações bacterianas patogénicas. Uma das bactérias patogénicas é Helicobacter pylori, associada a diversas patologias ao nível da mucosa gástrica humana, o seu ambiente natural. Actualmente não existe uma colecção de fagos disponível contra este microrganismo apesar do elevado número e ubiquidade. Neste trabalho pretendeu-se o isolamento e caracterização de bacteriófagos desta espécie, tornando estes disponíveis para futuros estudos sobre a importância que estes podem ter ao nível da virulência, ecossistema e biologia deste microrganismo. Foram adoptadas várias metodologias com vista a alcançar o objectivo, iniciando-se com a pesquisa de fagos líticos em amostras ambientais, indução de profagos integrados, tendo esta indução sido feita em meio líquido e sólido, com recurso a radiação ultra violeta, mitomicina C e outros agentes descritos como indutores de profagos, observando-se por microscopia electrónica o efeito sobre as estirpes. Estes procedimentos foram feitos em paralelo com outros 2 géneros bacterianos Escherichia e Campylobacter. Por fim foi realizada uma pesquisa de profagos com recurso à técnica de PCR, usando primers específicos para sequências conservadas e descritas como pertencendo a um profago de H. pylori. Apesar de não se ter isolado e caracterizado qualquer fago de H. pylori, foi possível a sua detecção ou seus remanescentes em 20% das estirpes usadas, por PCR. No entanto a indução de profagos com radiação UV e observação por microscopia electrónica de varrimento mostrou indícios da presença de fagos líticos, contudo fica a dúvida se se trata do fenómeno de autolise programada. |
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| Autores principais: | Marques, Miguel Sardinha, 1988- |
| Assunto: | Bacteriófagos Helicobacter pylori Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os bacteriófagos são das entidades biológicas mais abundantes na Terra, estimando-se que o seu número seja aproximadamente 1032. Apesar da sua abundância só em 1917 é que foram denominados como tal por Felix d’ Hérelle. O seu estudo pode ser dividido em 3 períodos, sendo o primeiro logo após a sua descoberta, aplicando-se em terapia em animais e humanos; com o surgimento dos antibióticos o interesse em fagos diminuiu tendo sido estudados ao nível da estrutura e interacções hospedeiro-fago, originando a biologia molecular; actualmente tenta-se compreender o papel destes ao nível ecológico e usar no controlo de populações bacterianas patogénicas. Uma das bactérias patogénicas é Helicobacter pylori, associada a diversas patologias ao nível da mucosa gástrica humana, o seu ambiente natural. Actualmente não existe uma colecção de fagos disponível contra este microrganismo apesar do elevado número e ubiquidade. Neste trabalho pretendeu-se o isolamento e caracterização de bacteriófagos desta espécie, tornando estes disponíveis para futuros estudos sobre a importância que estes podem ter ao nível da virulência, ecossistema e biologia deste microrganismo. Foram adoptadas várias metodologias com vista a alcançar o objectivo, iniciando-se com a pesquisa de fagos líticos em amostras ambientais, indução de profagos integrados, tendo esta indução sido feita em meio líquido e sólido, com recurso a radiação ultra violeta, mitomicina C e outros agentes descritos como indutores de profagos, observando-se por microscopia electrónica o efeito sobre as estirpes. Estes procedimentos foram feitos em paralelo com outros 2 géneros bacterianos Escherichia e Campylobacter. Por fim foi realizada uma pesquisa de profagos com recurso à técnica de PCR, usando primers específicos para sequências conservadas e descritas como pertencendo a um profago de H. pylori. Apesar de não se ter isolado e caracterizado qualquer fago de H. pylori, foi possível a sua detecção ou seus remanescentes em 20% das estirpes usadas, por PCR. No entanto a indução de profagos com radiação UV e observação por microscopia electrónica de varrimento mostrou indícios da presença de fagos líticos, contudo fica a dúvida se se trata do fenómeno de autolise programada. |
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