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Estudo prospetivo da avaliação de dor oral em gatos com doenças dentárias

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Summary:As doenças que afetam a cavidade oral são muito comuns na prática clínica. No entanto, a maioria destas doenças podem ter poucos ou quase nenhuns sinais clínicos evidentes. O presente estudo teve como objetivo avaliar o nível de dor oral em contexto clínico, num grupo de gatos consultados num centro de atendimento médico veterinário, observar e reportar os comportamentos mais reconhecidos pelos detentores e verificar se a terapêutica instituída em cada caso permitiu uma redução nos níveis de dor oral. A metodologia incluiu o preenchimento da escala COPS-F, escala composta de dor oral e maxilofacial para gatos, tanto pelo detentor como pelo médico-veterinário, em 2 momentos - na primeira consulta e na consulta de reavaliação, e a recolha do diagnóstico e terapêutica instituída em cada animal. Com o modelo de regressão linear, verificou-se que o nível de dor é explicado pela idade, estadios da doença periodontal, lesões de reabsorção dentária e gengivo-estomatite crónica, sendo esta a doença que mais contribui para explicar o nível de dor. Apurou-se ainda que o número de dentes afetados se relaciona com o grau de dor experienciado pelo doente (91%). A alteração comportamental mais significativa relaciona-se com o comportamento alimentar, nomeadamente deixar cair comida, vocalizar enquanto mastiga ou comer maioritariamente com um dos lados da boca. Outros sinais clínicos predominantes incluíram a halitose e evitar ser tocado em redor da boca e nariz. Verificou-se que os níveis de dor reduziram significativamente após o tratamento, observáveis através da diminuição ou ausência dos comportamentos anteriormente reportados pelos detentores. Em conclusão, a avaliação da dor oral com recurso a uma escala validada permite maior consciência dos comportamentos de dor por parte dos detentores, ajudando no reconhecimento eficaz da resposta terapêutica. Consiste, portanto, numa ferramenta eficaz na comunicação clínica em consulta
Main Authors:Lopes, Inês Alves de Sousa
Subject:Dor oral Gato Comportamento Escala COPS-F Avaliação da dor Oral pain Cat Behavior COPS-F scale Pain assessement
Year:2023
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:As doenças que afetam a cavidade oral são muito comuns na prática clínica. No entanto, a maioria destas doenças podem ter poucos ou quase nenhuns sinais clínicos evidentes. O presente estudo teve como objetivo avaliar o nível de dor oral em contexto clínico, num grupo de gatos consultados num centro de atendimento médico veterinário, observar e reportar os comportamentos mais reconhecidos pelos detentores e verificar se a terapêutica instituída em cada caso permitiu uma redução nos níveis de dor oral. A metodologia incluiu o preenchimento da escala COPS-F, escala composta de dor oral e maxilofacial para gatos, tanto pelo detentor como pelo médico-veterinário, em 2 momentos - na primeira consulta e na consulta de reavaliação, e a recolha do diagnóstico e terapêutica instituída em cada animal. Com o modelo de regressão linear, verificou-se que o nível de dor é explicado pela idade, estadios da doença periodontal, lesões de reabsorção dentária e gengivo-estomatite crónica, sendo esta a doença que mais contribui para explicar o nível de dor. Apurou-se ainda que o número de dentes afetados se relaciona com o grau de dor experienciado pelo doente (91%). A alteração comportamental mais significativa relaciona-se com o comportamento alimentar, nomeadamente deixar cair comida, vocalizar enquanto mastiga ou comer maioritariamente com um dos lados da boca. Outros sinais clínicos predominantes incluíram a halitose e evitar ser tocado em redor da boca e nariz. Verificou-se que os níveis de dor reduziram significativamente após o tratamento, observáveis através da diminuição ou ausência dos comportamentos anteriormente reportados pelos detentores. Em conclusão, a avaliação da dor oral com recurso a uma escala validada permite maior consciência dos comportamentos de dor por parte dos detentores, ajudando no reconhecimento eficaz da resposta terapêutica. Consiste, portanto, numa ferramenta eficaz na comunicação clínica em consulta

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