Publicação
Involvement of aquaporin-3 in melanoma
| Resumo: | A pele é o maior órgão do nosso corpo, uma vez que o cobre na totalidade e protege-nos de várias agressões exteriores, nomeadamente dos raios ultravioleta. Além disso, a pele permite com que o corpo mantenha a sua temperatura ótima para o seu funcionamento normal, vigilância imunológica e processos bioquímicos como a produção de Vitamina D3. A pele é constituída por várias camadas, derme, epiderme e hipoderme que são constituídas por células resistentes capazes de manter a fisiologia da pele, como a hidratação, a regulação da proliferação e diferenciação de queratinócitos e a cicatrização de feridas, que é suportada por proteínas chave como as aquaporinas (AQPs). As aquaporinas (AQPs) são canais proteicos transmembranares que facilitam os movimentos da água e de pequenos solutos através das membranas. As AQPs estão distribuídas por todo o corpo humano e são expressas de diferentes formas em diferentes tecidos. Várias isoformas de AQPs foram detetadas em diferentes tipos celulares presentes na pele onde desempenham papeis específicos e a sua desregulação tem sido associada a várias patologias da pele, nomeadamente o melanoma. Sabendo que a AQP3 (um canal de água, glicerol e peróxido de hidrogénio) está aberrantemente expressa no melanoma, e tirando partido do composto de ouro (III) Auphen reconhecido como potente inibidor da AQP3, esta tese de mestrado visa destacar a AQP3 como um potencial alvo terapêutico para o tratamento de doenças da pele, em particular o melanoma. Para atingir esse objetivo, a linha celular MNT-1 foi usada como modelo in vitro para o estudo do melanoma. Primeiramente, uma nova série de compostos de ouro resultante de modificações de Auphen (CCON, CNHN, CCH2N, STAM013, RBA29 e RBA31) foi testada quanto à sua citotoxidade, capacidade de bloquear a migração celular e efeito na permeabilidade das células MNT-1. No ensaio de permeabilidade apenas foram testados os dois inibidores que mais se destacaram nos ensaios de migração, CCON e Auphen. Foi testada a permeabilidade das células à água, ao glicerol e ao H2O2 usando um sistema de perfusão num microscópio de fluorescência. Todos os compostos, com a exceção do RBA29 e do RBA31, demonstraram ser não citotóxicos ou induziram menos de 20% da perda de viabilidade celular em concentrações inferiores a 5μM. O RBA29 e o RBA31 apresentaram toxicidade para as células MNT-1, causando morte celular. Quanto à migração celular, o composto CCON foi o inibidor que apresentou maior percentagem de inibição da migração (60%) seguido do CCH2N (53% de inibição). No entanto, o Auphen apresentou o maior efeito inibidor dos compostos de ouro testados. Relativamente à avaliação do efeito do Auphen e do CCON na permeabilidade da água, glicerol e do H2O2, a velocidade do influxo da água diminuiu quando as células foram tratadas com Auphen. A velocidade do influxo de glicerol diminuiu nas células tratadas com CCON e Auphen em relação ao controlo, no entanto, o Auphen apresenta um efeito inibidor mais potente. As células tratadas com ambos os inibidores apresentaram uma diminuição do influxo de H2O2. Com o objetivo de investigar o papel da AQP3 na inflamação e no stress oxidativo no melanoma, as células MNT-1 foram tratadas com três moléculas indutoras de stress: LPS e H2O2 para induzir o stress oxidativo, e TNF-α para induzir um fenótipo pró-inflamatório. Para modular a atividade da AQP3, as células fora não-tratadas e tratadas com Auphen e CCON. A expressão da AQP3 e de genes envolvidos na sinalização do cancro, transição epitelial-mesenquimal (EMT) e inflamação, foi avaliada por qPCR. A diminuição da expressão da MAPK cinases ERK1/2 foi consistentemente detectada em células cujas AQP3 estava bloqueada por Auphen, indicando que a AQP3 pode modular a via de sinalização EGFR/ERK MAPK. Estes resultados revelam o envolvimento da AQP3 na ativação de vias de sinalização tumoral no melanoma. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Andreia Gonçalves |
| Assunto: | Aquaporins Aquaglyceroporins Cancer Melanoma Water Glycerol H2O2 fluxes Teses de mestrado -2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A pele é o maior órgão do nosso corpo, uma vez que o cobre na totalidade e protege-nos de várias agressões exteriores, nomeadamente dos raios ultravioleta. Além disso, a pele permite com que o corpo mantenha a sua temperatura ótima para o seu funcionamento normal, vigilância imunológica e processos bioquímicos como a produção de Vitamina D3. A pele é constituída por várias camadas, derme, epiderme e hipoderme que são constituídas por células resistentes capazes de manter a fisiologia da pele, como a hidratação, a regulação da proliferação e diferenciação de queratinócitos e a cicatrização de feridas, que é suportada por proteínas chave como as aquaporinas (AQPs). As aquaporinas (AQPs) são canais proteicos transmembranares que facilitam os movimentos da água e de pequenos solutos através das membranas. As AQPs estão distribuídas por todo o corpo humano e são expressas de diferentes formas em diferentes tecidos. Várias isoformas de AQPs foram detetadas em diferentes tipos celulares presentes na pele onde desempenham papeis específicos e a sua desregulação tem sido associada a várias patologias da pele, nomeadamente o melanoma. Sabendo que a AQP3 (um canal de água, glicerol e peróxido de hidrogénio) está aberrantemente expressa no melanoma, e tirando partido do composto de ouro (III) Auphen reconhecido como potente inibidor da AQP3, esta tese de mestrado visa destacar a AQP3 como um potencial alvo terapêutico para o tratamento de doenças da pele, em particular o melanoma. Para atingir esse objetivo, a linha celular MNT-1 foi usada como modelo in vitro para o estudo do melanoma. Primeiramente, uma nova série de compostos de ouro resultante de modificações de Auphen (CCON, CNHN, CCH2N, STAM013, RBA29 e RBA31) foi testada quanto à sua citotoxidade, capacidade de bloquear a migração celular e efeito na permeabilidade das células MNT-1. No ensaio de permeabilidade apenas foram testados os dois inibidores que mais se destacaram nos ensaios de migração, CCON e Auphen. Foi testada a permeabilidade das células à água, ao glicerol e ao H2O2 usando um sistema de perfusão num microscópio de fluorescência. Todos os compostos, com a exceção do RBA29 e do RBA31, demonstraram ser não citotóxicos ou induziram menos de 20% da perda de viabilidade celular em concentrações inferiores a 5μM. O RBA29 e o RBA31 apresentaram toxicidade para as células MNT-1, causando morte celular. Quanto à migração celular, o composto CCON foi o inibidor que apresentou maior percentagem de inibição da migração (60%) seguido do CCH2N (53% de inibição). No entanto, o Auphen apresentou o maior efeito inibidor dos compostos de ouro testados. Relativamente à avaliação do efeito do Auphen e do CCON na permeabilidade da água, glicerol e do H2O2, a velocidade do influxo da água diminuiu quando as células foram tratadas com Auphen. A velocidade do influxo de glicerol diminuiu nas células tratadas com CCON e Auphen em relação ao controlo, no entanto, o Auphen apresenta um efeito inibidor mais potente. As células tratadas com ambos os inibidores apresentaram uma diminuição do influxo de H2O2. Com o objetivo de investigar o papel da AQP3 na inflamação e no stress oxidativo no melanoma, as células MNT-1 foram tratadas com três moléculas indutoras de stress: LPS e H2O2 para induzir o stress oxidativo, e TNF-α para induzir um fenótipo pró-inflamatório. Para modular a atividade da AQP3, as células fora não-tratadas e tratadas com Auphen e CCON. A expressão da AQP3 e de genes envolvidos na sinalização do cancro, transição epitelial-mesenquimal (EMT) e inflamação, foi avaliada por qPCR. A diminuição da expressão da MAPK cinases ERK1/2 foi consistentemente detectada em células cujas AQP3 estava bloqueada por Auphen, indicando que a AQP3 pode modular a via de sinalização EGFR/ERK MAPK. Estes resultados revelam o envolvimento da AQP3 na ativação de vias de sinalização tumoral no melanoma. |
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