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Total hip arthroplasty : a comparative study of the short-term results of the anterior and the lateral approach

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Resumo:INTRODUÇÃO: A Artroplastia Total da Anca (ATA) é uma das cirurgias do aparelho locomotor mais realizadas a nível mundial, com grande impacto na qualidade de vida dos doentes e para o qual existem diferentes abordagens cirúrgicas, nomeadamente a Abordagem Anterior Direta (AAD) e pela Abordagem Lateral Direta (ALD). Cada uma destas abordagens apresenta as suas especificidades, problemas e vantagens associadas. OBJETIVOS: Este trabalho pretende estudar, compreender e descrever cirurgicamente a abordagem anterior direta e a abordagem lateral direta da ATA; comparar os resultados a curto prazo após Artroplastia Total da Anca realizada pela Abordagem Anterior Direta e pela Abordagem Lateral Direta Modificada (ALDM); identificar diferenças nos resultados funcionais obtidos, diferenças no tempo e perdas hemáticas cirúrgicos e diferenças quanto ao posicionamento dos diferentes componentes da prótese. METODOLOGIA: Este estudo é retrospetivo e os doentes selecionados foram submetidos à cirurgia pelo mesmo cirurgião no Hospital Beatriz Ângelo, que realiza a ATA segundo as duas abordagens: AAD e ALDM. Os critérios de inclusão foram: diagnóstico de coxartrose primária; eligibilidade para AAD e pelo menos 24 meses de follow up. Os critérios de exclusão foram: coxartrose secundária ou não eligibilidade para AAD segundo um dos seguintes critérios: Índice Massa Corporal (IMC) >35, altura < 155cm, coxartrose grave, coxa profunda, dysplasia ou verismo. Os doentes responderam a uma entrevista telefónica de follow up para colheita de dados clínicos e epidemiológicos. Os processos clínicos e relatos cirúrgicos foram consultados para recolha de diversos parâmetros, e a última radiografia anteroposterior da anca foi consultada para se efetuarem medições radiográficas. RESULTADOS: Foram incluídos no estudo um total de 72 doentes. 42 doentes foram operados pela AAD e 34 pela ALDM. Foram identificadas diferenças no tempo de internamento, que foi mais curto na AAD vs a ALDM, e no tempo da cirurgia, que foi mais curto no grupo da AAD do que no grupo da ALDM (p=0,003, p=0,025, respetivamente). Não encontrámos diferenças na taxa de complicações cirúrgicas (p=0,224). Em relação às medições radiográficas, a anteversão acetabular foi significativamente diferente, com a AAD sendo superior à ALDM (3,2 ± 1,23 (0,75-5,66) graus, p=0,01). No que diz respeito ao período de follow up, a duração da fisioterapia foi significativamente mais curta no grupo da AAD comparativamente ao grupo da ALDM (p=0,019) e, nem a melhoria da VAS (Visual Analogue Scale), nem o HHS (Harris Hip 8 Score) após a cirurgia, foram significativamente diferentes em ambas as abordagens (p=0,569, p=0,923, respetivamente). CONCLUSÕES: No nosso estudo, encontrámos um tempo de internamento e um tempo de cirurgia inferior no grupo da AAD. Além disso, identificámos diferenças na anteversão acetabular, com uma tendência para uma anteversão acetabular inferior com a ALDM, que associamos à noção espacial específica de cada abordagem. Não foram identificadas diferenças significativas na melhoria da VAS ou no HHS após a cirurgia, embora a duração da fisioterapia no grupo da ALDM tenha sido superior.
Autores principais:Duarte, Ana Mafalda dos Reis
Assunto:Artroplastia total da anca Abordagem direta anterior Abordagem direta lateral Anteversão acetabular Ortopedia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:INTRODUÇÃO: A Artroplastia Total da Anca (ATA) é uma das cirurgias do aparelho locomotor mais realizadas a nível mundial, com grande impacto na qualidade de vida dos doentes e para o qual existem diferentes abordagens cirúrgicas, nomeadamente a Abordagem Anterior Direta (AAD) e pela Abordagem Lateral Direta (ALD). Cada uma destas abordagens apresenta as suas especificidades, problemas e vantagens associadas. OBJETIVOS: Este trabalho pretende estudar, compreender e descrever cirurgicamente a abordagem anterior direta e a abordagem lateral direta da ATA; comparar os resultados a curto prazo após Artroplastia Total da Anca realizada pela Abordagem Anterior Direta e pela Abordagem Lateral Direta Modificada (ALDM); identificar diferenças nos resultados funcionais obtidos, diferenças no tempo e perdas hemáticas cirúrgicos e diferenças quanto ao posicionamento dos diferentes componentes da prótese. METODOLOGIA: Este estudo é retrospetivo e os doentes selecionados foram submetidos à cirurgia pelo mesmo cirurgião no Hospital Beatriz Ângelo, que realiza a ATA segundo as duas abordagens: AAD e ALDM. Os critérios de inclusão foram: diagnóstico de coxartrose primária; eligibilidade para AAD e pelo menos 24 meses de follow up. Os critérios de exclusão foram: coxartrose secundária ou não eligibilidade para AAD segundo um dos seguintes critérios: Índice Massa Corporal (IMC) >35, altura < 155cm, coxartrose grave, coxa profunda, dysplasia ou verismo. Os doentes responderam a uma entrevista telefónica de follow up para colheita de dados clínicos e epidemiológicos. Os processos clínicos e relatos cirúrgicos foram consultados para recolha de diversos parâmetros, e a última radiografia anteroposterior da anca foi consultada para se efetuarem medições radiográficas. RESULTADOS: Foram incluídos no estudo um total de 72 doentes. 42 doentes foram operados pela AAD e 34 pela ALDM. Foram identificadas diferenças no tempo de internamento, que foi mais curto na AAD vs a ALDM, e no tempo da cirurgia, que foi mais curto no grupo da AAD do que no grupo da ALDM (p=0,003, p=0,025, respetivamente). Não encontrámos diferenças na taxa de complicações cirúrgicas (p=0,224). Em relação às medições radiográficas, a anteversão acetabular foi significativamente diferente, com a AAD sendo superior à ALDM (3,2 ± 1,23 (0,75-5,66) graus, p=0,01). No que diz respeito ao período de follow up, a duração da fisioterapia foi significativamente mais curta no grupo da AAD comparativamente ao grupo da ALDM (p=0,019) e, nem a melhoria da VAS (Visual Analogue Scale), nem o HHS (Harris Hip 8 Score) após a cirurgia, foram significativamente diferentes em ambas as abordagens (p=0,569, p=0,923, respetivamente). CONCLUSÕES: No nosso estudo, encontrámos um tempo de internamento e um tempo de cirurgia inferior no grupo da AAD. Além disso, identificámos diferenças na anteversão acetabular, com uma tendência para uma anteversão acetabular inferior com a ALDM, que associamos à noção espacial específica de cada abordagem. Não foram identificadas diferenças significativas na melhoria da VAS ou no HHS após a cirurgia, embora a duração da fisioterapia no grupo da ALDM tenha sido superior.

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