Publicação
O fragmento na escultura portuguesa no séc. XX
| Resumo: | Este trabalho de índole teórica constitui uma reflexão sobre o fragmento, tornado valor plástico, neste caso escultórico, no século XX, em Portugal. A estranheza que pode provocar um tema como o fragmento na escultura será esclarecida ao longo do trabalho, onde o fragmento é considerado na sua complexidade, no seu significado, nas suas ligações e na sua autonomia. Assim teremos de entender o conceito de fragmento, ligá-lo à produção em arte e finalmente determinar as suas variadas expressões no panorama artístico português no século XX. Recorrendo à nossa formação e experiência de escultora, será no contexto dos processos e das técnicas que enquadraremos as obras “fragmento”. Numa primeira abordagem o levantamento do fragmento nos diversos domínios da escultura será feito na obra de artistas estrangeiros. Não pretendendo fazer um levantamento histórico exaustivo, compararemos obras ligadas pelos processos, matérias e materiais muito diversificados, utilizados pelos artistas durante a segunda metade do século nas esculturas. De igual modo, no panorama português será a similitude de processos, matérias e materiais que permitirá estabelecer uma ordem para as múltiplas expressões do fragmento. Sempre que for pertinente, um enquadramento histórico, estético e sociológico será feito a propósito das obras em questão. Através das obras perpassa o pensamento teórico e plástico dos seus autores que pontualmente assinalaremos com citações e ideias de pensadores da história, da literatura, teóricos das artes, filósofos, portugueses e estrangeiros de carisma marcante e reconhecido. Por fim a nossa experiência foi campo de escolhas, trabalho, ilusões e desilusões, abandonos, recuperação, utopia. Mas usámos também essa experiência como método de trabalho e o fragmento como objecto de múltiplas pesquisas, campo aberto para diversas soluções. Ligando-se às novas tecnologias, o fragmento aparece com outras expressões, liga-se também à contemporaneidade e aos mundos diversos, sendo a ideia fragmentária um conceito aberto a soluções inusitadas, surpreendentes. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Maria Luísa Perienes, 1956- |
| Assunto: | Teses de doutoramento - 2011 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho de índole teórica constitui uma reflexão sobre o fragmento, tornado valor plástico, neste caso escultórico, no século XX, em Portugal. A estranheza que pode provocar um tema como o fragmento na escultura será esclarecida ao longo do trabalho, onde o fragmento é considerado na sua complexidade, no seu significado, nas suas ligações e na sua autonomia. Assim teremos de entender o conceito de fragmento, ligá-lo à produção em arte e finalmente determinar as suas variadas expressões no panorama artístico português no século XX. Recorrendo à nossa formação e experiência de escultora, será no contexto dos processos e das técnicas que enquadraremos as obras “fragmento”. Numa primeira abordagem o levantamento do fragmento nos diversos domínios da escultura será feito na obra de artistas estrangeiros. Não pretendendo fazer um levantamento histórico exaustivo, compararemos obras ligadas pelos processos, matérias e materiais muito diversificados, utilizados pelos artistas durante a segunda metade do século nas esculturas. De igual modo, no panorama português será a similitude de processos, matérias e materiais que permitirá estabelecer uma ordem para as múltiplas expressões do fragmento. Sempre que for pertinente, um enquadramento histórico, estético e sociológico será feito a propósito das obras em questão. Através das obras perpassa o pensamento teórico e plástico dos seus autores que pontualmente assinalaremos com citações e ideias de pensadores da história, da literatura, teóricos das artes, filósofos, portugueses e estrangeiros de carisma marcante e reconhecido. Por fim a nossa experiência foi campo de escolhas, trabalho, ilusões e desilusões, abandonos, recuperação, utopia. Mas usámos também essa experiência como método de trabalho e o fragmento como objecto de múltiplas pesquisas, campo aberto para diversas soluções. Ligando-se às novas tecnologias, o fragmento aparece com outras expressões, liga-se também à contemporaneidade e aos mundos diversos, sendo a ideia fragmentária um conceito aberto a soluções inusitadas, surpreendentes. |
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