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Porosidade e integração social no perímetro do ISEL, em Chelas
| Summary: | Um dos papéis desempenhados pela arquitetura está em facilitar a vivência da população através do ato de construção. A sua existência está muito além das suas características construtivas, e a simples presença dum edifício pode alterar radicalmente tanto a vivência do espaço como influenciar as relações sociais dentro do mesmo. É, no entanto, importante ter em atenção que a possibilidade de beneficiar o lugar é equivalente ao risco de prejudicar o mesmo, ou seja, a má organização do espaço ou num exemplo a uma escala urbana, um planeamento urbano inadequado pode originar o isolamento do território em questão, que por consequência trará problemas sociais, como é refletido na área de Chelas. A presença do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa - ISEL dentro do território de Chelas reflete as consequências a que um lugar está sujeito através da arquitetura, o desenvolvimento da área de Chelas consoante o plano a que a esta foi associada tornou esta vasta área de Marvila num território caótico do ponto de vista da organização estrutural da malha urbana. Este lugar a que se assemelha a um vazio na área de Lisboa apresenta uma reputação baseada em crimes e violência constituído por um conjunto de bairros sociais cada um isolado entre si. Seria espectável que a instalação dum instituto superior num destes bairros (um elemento construtivo que representa um determinado status no ponto de vista social), fosse constituído em parte por habitantes locais, tendo em conta a sua implementação numa área habitacional. Contrariamente a esta ideia, a sua construção permitiu verificar que ainda que seja localizado nesta área, a participação no mesmo por parte dos moradores locais é bastante reduzida. Simultaneamente, esta situação influenciou o papel desempenhado pelo atual recinto do Instituto assim como o valor associado às diferentes entradas no mesmo. O acesso com a função principal fora construído frente à zona habitacional, e o acesso associado aos transportes públicos fora desvalorizado (atualmente a entrada predominante), sendo que a entrada de metro fora construída à posteriori. Procuramos através dum equipamento multiusos, amenizar as situações acima descritas. Ao ser implementado dentro do campus do ISEL e de funções associadas a ambos os grupos populacionais (integrantes do ISEL e habitantes locais), o edifício ergue-se como uma possível conexão entre ambos assim como uma possível atração pelas atividades desenvolvidas no ISEL, através da requalificação do atual parque de estacionamento e acesso mais usufruído pelos estudantes. |
|---|---|
| Main Authors: | Pereira, João Leonardo Baptista Martins |
| Subject: | ISEL Chelas equipamento multiusos território limite |
| Year: | 2024 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | Um dos papéis desempenhados pela arquitetura está em facilitar a vivência da população através do ato de construção. A sua existência está muito além das suas características construtivas, e a simples presença dum edifício pode alterar radicalmente tanto a vivência do espaço como influenciar as relações sociais dentro do mesmo. É, no entanto, importante ter em atenção que a possibilidade de beneficiar o lugar é equivalente ao risco de prejudicar o mesmo, ou seja, a má organização do espaço ou num exemplo a uma escala urbana, um planeamento urbano inadequado pode originar o isolamento do território em questão, que por consequência trará problemas sociais, como é refletido na área de Chelas. A presença do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa - ISEL dentro do território de Chelas reflete as consequências a que um lugar está sujeito através da arquitetura, o desenvolvimento da área de Chelas consoante o plano a que a esta foi associada tornou esta vasta área de Marvila num território caótico do ponto de vista da organização estrutural da malha urbana. Este lugar a que se assemelha a um vazio na área de Lisboa apresenta uma reputação baseada em crimes e violência constituído por um conjunto de bairros sociais cada um isolado entre si. Seria espectável que a instalação dum instituto superior num destes bairros (um elemento construtivo que representa um determinado status no ponto de vista social), fosse constituído em parte por habitantes locais, tendo em conta a sua implementação numa área habitacional. Contrariamente a esta ideia, a sua construção permitiu verificar que ainda que seja localizado nesta área, a participação no mesmo por parte dos moradores locais é bastante reduzida. Simultaneamente, esta situação influenciou o papel desempenhado pelo atual recinto do Instituto assim como o valor associado às diferentes entradas no mesmo. O acesso com a função principal fora construído frente à zona habitacional, e o acesso associado aos transportes públicos fora desvalorizado (atualmente a entrada predominante), sendo que a entrada de metro fora construída à posteriori. Procuramos através dum equipamento multiusos, amenizar as situações acima descritas. Ao ser implementado dentro do campus do ISEL e de funções associadas a ambos os grupos populacionais (integrantes do ISEL e habitantes locais), o edifício ergue-se como uma possível conexão entre ambos assim como uma possível atração pelas atividades desenvolvidas no ISEL, através da requalificação do atual parque de estacionamento e acesso mais usufruído pelos estudantes. |
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