Publicação
Mieloma múltiplo: fisiopatologia e abordagem terapêutica
| Resumo: | Introdução: O mieloma múltiplo é uma neoplasia maligna, caracterizada pela proliferação descontrolada dos plasmócitos. É um distúrbio com grande relevância clínica dentro das alterações hematológicas malignas e continua incurável. A inibição da apoptose das células cancerígenas e a libertação de citocinas são fatores preponderantes no desenvolvimento da doença. São vários os fatores envolvidos na sua fisiopatologia, nomeadamente: fatores de crescimento; fatores que promovem o desequilíbrio entre a formação e a reabsorção do osso; anomalias genéticas; desregulação epigenética e das células estaminais mesenquimais. O tratamento destes doentes engloba terapêutica farmacológica e cuidados de suporte. A terapia farmacológica é distinta consoante os doentes são ou não elegíveis para transplante autólogo de células estaminais e engloba quimioterápicos clássicos (melfalano e vincristina), corticosteróides (prednisona) e terapia biológica (bortezomib e lenalidomida). Objetivo: Enumerar e descrever, através de revisão sistemática, as abordagens terapêuticas utilizadas e emergentes com base no conhecimento, cada vez mais aprofundado, da fisiopatologia heterogénea da doença. Materiais e Métodos: Revisão bibliográfica através da utilização da base de dados PUBMED. Resultados: A adição de talidomida ao tratamento tido como padrão, melfalano-prednisona, aumentou em 20% a sobrevida livre de progressão da doença. Surgiram como efeitos adversos a neuropatia periférica e os eventos trombóticos. Discussão: A introdução de novos agentes terapêuticos, nomeadamente de imunomoduladores, como a lenalidomida e inibidores de proteossoma, como o bortezomib aumentaram significativamente as taxas de remissão da doença e a incidência de efeitos adversos foi reversível com a diminuição ou suspensão da dose. Conclusão: Os avanços terapêuticos, o conhecimento da fisiopatologia e um diagnóstico cada vez mais precoce revelam benefícios inegáveis e que são refletidos no alcance de uma sobrevida de 10 anos. |
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| Autores principais: | Leite, Daniela Miriam de Jesus |
| Assunto: | Mieloma múltiplo Fisiopatologia Abordagem terapêutica Mestrado Integrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O mieloma múltiplo é uma neoplasia maligna, caracterizada pela proliferação descontrolada dos plasmócitos. É um distúrbio com grande relevância clínica dentro das alterações hematológicas malignas e continua incurável. A inibição da apoptose das células cancerígenas e a libertação de citocinas são fatores preponderantes no desenvolvimento da doença. São vários os fatores envolvidos na sua fisiopatologia, nomeadamente: fatores de crescimento; fatores que promovem o desequilíbrio entre a formação e a reabsorção do osso; anomalias genéticas; desregulação epigenética e das células estaminais mesenquimais. O tratamento destes doentes engloba terapêutica farmacológica e cuidados de suporte. A terapia farmacológica é distinta consoante os doentes são ou não elegíveis para transplante autólogo de células estaminais e engloba quimioterápicos clássicos (melfalano e vincristina), corticosteróides (prednisona) e terapia biológica (bortezomib e lenalidomida). Objetivo: Enumerar e descrever, através de revisão sistemática, as abordagens terapêuticas utilizadas e emergentes com base no conhecimento, cada vez mais aprofundado, da fisiopatologia heterogénea da doença. Materiais e Métodos: Revisão bibliográfica através da utilização da base de dados PUBMED. Resultados: A adição de talidomida ao tratamento tido como padrão, melfalano-prednisona, aumentou em 20% a sobrevida livre de progressão da doença. Surgiram como efeitos adversos a neuropatia periférica e os eventos trombóticos. Discussão: A introdução de novos agentes terapêuticos, nomeadamente de imunomoduladores, como a lenalidomida e inibidores de proteossoma, como o bortezomib aumentaram significativamente as taxas de remissão da doença e a incidência de efeitos adversos foi reversível com a diminuição ou suspensão da dose. Conclusão: Os avanços terapêuticos, o conhecimento da fisiopatologia e um diagnóstico cada vez mais precoce revelam benefícios inegáveis e que são refletidos no alcance de uma sobrevida de 10 anos. |
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