Publicação
Patologias do ouvido decorrentes da prática de surf
| Resumo: | O surf atualmente é um desporto muito popular em Portugal, estimando-se um total de 200 mil praticantes, com consequente impacto socioeconómico marcado no país. A prática deste desporto implica exposição crónica, a humidade, vento, radiação UV e trauma decorrente das forças do mar, durante várias horas. Estes fatores, cujo impacto alterna ao longo das várias sessões feitas, suscitam o desenvolver de um conjunto de doenças no âmbito de ORL, sendo o ouvido externo e o ouvido médio as estruturas mais afetadas. No ouvido externo, pela exposição à humidade principalmente, a curto prazo, existe elevada probabilidade de desenvolver-se uma OTE. A longo prazo, somando-se à humidade, o fator vento e erosão do mar por contacto direto, quase que inevitavelmente, todos os surfistas ao fim de 20 anos de prática terão desenvolvido exostose. No ouvido médio, salientam-se a rutura da membrana do tímpano e o barotraumatismo do ouvido médio. Ambas as anteriores, decorrem maioritariamente de situações súbitas, agressivas, nas quais o surfista é, após um wipe-out, impacto contra onda ou a realizar um duck dive, exposto a elevadas pressões sem grande possibilidade de se defender das mesmas. As patologias descritas, são passíveis de serem prevenidas através de simples medidas, como instilação de determinados agentes após a sessão, evicção da prática em dadas circunstâncias, reforço/consistência no tratamento de doenças prévias. Além disto, uma consulta pré-prática e um seguimento anual consolidariam a estratégia preventiva. |
|---|---|
| Autores principais: | Baptista, João Humberto Sousa Lemos |
| Assunto: | Surf Otite externa Exostose Membrana timpânica Barotrauma Prevenção Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O surf atualmente é um desporto muito popular em Portugal, estimando-se um total de 200 mil praticantes, com consequente impacto socioeconómico marcado no país. A prática deste desporto implica exposição crónica, a humidade, vento, radiação UV e trauma decorrente das forças do mar, durante várias horas. Estes fatores, cujo impacto alterna ao longo das várias sessões feitas, suscitam o desenvolver de um conjunto de doenças no âmbito de ORL, sendo o ouvido externo e o ouvido médio as estruturas mais afetadas. No ouvido externo, pela exposição à humidade principalmente, a curto prazo, existe elevada probabilidade de desenvolver-se uma OTE. A longo prazo, somando-se à humidade, o fator vento e erosão do mar por contacto direto, quase que inevitavelmente, todos os surfistas ao fim de 20 anos de prática terão desenvolvido exostose. No ouvido médio, salientam-se a rutura da membrana do tímpano e o barotraumatismo do ouvido médio. Ambas as anteriores, decorrem maioritariamente de situações súbitas, agressivas, nas quais o surfista é, após um wipe-out, impacto contra onda ou a realizar um duck dive, exposto a elevadas pressões sem grande possibilidade de se defender das mesmas. As patologias descritas, são passíveis de serem prevenidas através de simples medidas, como instilação de determinados agentes após a sessão, evicção da prática em dadas circunstâncias, reforço/consistência no tratamento de doenças prévias. Além disto, uma consulta pré-prática e um seguimento anual consolidariam a estratégia preventiva. |
|---|
Atividades financiadas
Não foram encontrados projetos financiados.