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Relação entre os níveis de vitamina D e a vertigem posicional paroxística benigna

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Summary:A VPPB é considerada a causa mais comum de vertigem periférica, caracterizandose pela ocorrência de episódios recorrentes de vertigem devido ao deslocamento da otocónia para os canais semicirculares. O metabolismo do cálcio desempenha um papel importante na síntese e absorção da otocónia, já que esta é formada por cristais de carbonato de cálcio, e uma alteração deste, provoca a degeneração da otocónia, que migra para os canais semicirculares. Vários estudos verificaram que existia uma sobreposição entre a variação sazonal dos sintomas de VPPB com a variação sazonal dos níveis séricos de vitamina D. Verificaram que a produção de vitamina D varia com a posição geográfica, bem como com a exposição à radiação solar. Nos períodos do ano e locais onde esta exposição é pouco efetiva, existe uma diminuição dos níveis séricos de vitamina D, correspondendo também a um maior número de doentes com sintomas de VPPB. Estes estudos sugerem que a vitamina D, ao desempenhar um papel importante no metabolismo do cálcio, bem como na regulação de proteínas de transporte e de reabsorção de cálcio no epitélio do ouvido interno, faz com que o seu défice provoque uma má formação da otocónia com posterior degeneração. Contudo existem estudos que refutam esta evidência, demonstrando que não existe nenhuma relação entre o défice de vitamina D e o aparecimento da VPPB, sugerindo que devido ao facto de estas patologias serem tão frequentes, a sua coexistência é uma coincidência. Para além disso, existe mesmo um estudo que questiona os valores de referência usados na identificação dos défices de vitamina D. Desta forma conclui-se que são necessários mais estudos de forma a verificar se o défice de vitamina D interfere na fisiopatologia da vertigem posicional paroxística benigna, e se a sua suplementação está ou não associada a uma diminuição da recorrência dos sintomas.
Main Authors:Torres, Tiago André Pereira
Subject:Equilíbrio Vertigem posicional paroxística benigna Ouvido interno Vitamina D Cálcio Otorrinolaringologia
Year:2020
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:A VPPB é considerada a causa mais comum de vertigem periférica, caracterizandose pela ocorrência de episódios recorrentes de vertigem devido ao deslocamento da otocónia para os canais semicirculares. O metabolismo do cálcio desempenha um papel importante na síntese e absorção da otocónia, já que esta é formada por cristais de carbonato de cálcio, e uma alteração deste, provoca a degeneração da otocónia, que migra para os canais semicirculares. Vários estudos verificaram que existia uma sobreposição entre a variação sazonal dos sintomas de VPPB com a variação sazonal dos níveis séricos de vitamina D. Verificaram que a produção de vitamina D varia com a posição geográfica, bem como com a exposição à radiação solar. Nos períodos do ano e locais onde esta exposição é pouco efetiva, existe uma diminuição dos níveis séricos de vitamina D, correspondendo também a um maior número de doentes com sintomas de VPPB. Estes estudos sugerem que a vitamina D, ao desempenhar um papel importante no metabolismo do cálcio, bem como na regulação de proteínas de transporte e de reabsorção de cálcio no epitélio do ouvido interno, faz com que o seu défice provoque uma má formação da otocónia com posterior degeneração. Contudo existem estudos que refutam esta evidência, demonstrando que não existe nenhuma relação entre o défice de vitamina D e o aparecimento da VPPB, sugerindo que devido ao facto de estas patologias serem tão frequentes, a sua coexistência é uma coincidência. Para além disso, existe mesmo um estudo que questiona os valores de referência usados na identificação dos défices de vitamina D. Desta forma conclui-se que são necessários mais estudos de forma a verificar se o défice de vitamina D interfere na fisiopatologia da vertigem posicional paroxística benigna, e se a sua suplementação está ou não associada a uma diminuição da recorrência dos sintomas.

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