Publicação
Dança contemporânea, criação e pensamento : perspectivas das práticas corporais de Julyen Hamilton, Vera Mantero e Keith A. Thompson
| Resumo: | A presente investigação tece aproximações e traça relações entre as práticas corporais da dança contemporânea, o pensamento coreográfico, o agenciamento de processos de criação e a preparação do corpo-real do bailarino/praticante, produzidos em contextos de formação e de arte. Para tanto,o foco está nas imbricadas conexões entre criação artística e abordagem pedagógica no trabalho de três coreógrafos, bailarinos e professores pertencentes aos circuitos cosmopolitas, em meshwork (Ingold, 2011), do contexto europeu atual: Julyen Hamilton, Vera Mantero e Keith A. Thompson. O desejo é compreender como cada uma das práticas artísticas refletem e desdobram-se em epistemologias próprias e singulares. Um percurso que se dá pela perspectiva do corpo que dança, a partir da exposição das experimentações feitas nos workshops e nas criações de Um Pra Um - Passeios Ruminantes, no âmbito do projeto Mais pra menos que para mais (2014), de Mantero; nas composições instantâneas de Hamilton, em que a própria prática é uma performance; e na mostra pública dos resultados do laboratório coreográfico de Thompson. Da análise das práticas corporais da dança emerge a discussão de conceitos próprios e outros caros à dança, os quais ressoam em um determinado campo teórico nas artes do corpo. No plano metodológico a ênfase está no conceito de bricolagem, que permite pensar a metodologia como o uso de várias abordagens. Dentre elas está a observação participante compreendida enquanto uma prática de educação, de engajamento, do fazer e do aprender com os sujeitos e não sobre eles, o que abarca compromissos de longo prazo, atenção, profundidade relacional e sensibilidade ao contexto (Ingold). Trata-se, por fim, de evidenciar que o treino de práticas corporais da dança são lugares da invenção, da potencialidade, do desenvolvimento da dança, constituindo-se efetivamente como uma prática qualificada (Ingold), “artesanal” (Sennett). |
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| Autores principais: | Santos, Maíra Simões Claudino dos |
| Assunto: | Julyen Hamilton Keith A. Thompson Vera Mantero Dança contemporânea Práticas pedagógicas Processos de criação Julyen Hamilton Keith A. Thompson Vera Mantero Creative processes Contemporary dance Pedagogical practices |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente investigação tece aproximações e traça relações entre as práticas corporais da dança contemporânea, o pensamento coreográfico, o agenciamento de processos de criação e a preparação do corpo-real do bailarino/praticante, produzidos em contextos de formação e de arte. Para tanto,o foco está nas imbricadas conexões entre criação artística e abordagem pedagógica no trabalho de três coreógrafos, bailarinos e professores pertencentes aos circuitos cosmopolitas, em meshwork (Ingold, 2011), do contexto europeu atual: Julyen Hamilton, Vera Mantero e Keith A. Thompson. O desejo é compreender como cada uma das práticas artísticas refletem e desdobram-se em epistemologias próprias e singulares. Um percurso que se dá pela perspectiva do corpo que dança, a partir da exposição das experimentações feitas nos workshops e nas criações de Um Pra Um - Passeios Ruminantes, no âmbito do projeto Mais pra menos que para mais (2014), de Mantero; nas composições instantâneas de Hamilton, em que a própria prática é uma performance; e na mostra pública dos resultados do laboratório coreográfico de Thompson. Da análise das práticas corporais da dança emerge a discussão de conceitos próprios e outros caros à dança, os quais ressoam em um determinado campo teórico nas artes do corpo. No plano metodológico a ênfase está no conceito de bricolagem, que permite pensar a metodologia como o uso de várias abordagens. Dentre elas está a observação participante compreendida enquanto uma prática de educação, de engajamento, do fazer e do aprender com os sujeitos e não sobre eles, o que abarca compromissos de longo prazo, atenção, profundidade relacional e sensibilidade ao contexto (Ingold). Trata-se, por fim, de evidenciar que o treino de práticas corporais da dança são lugares da invenção, da potencialidade, do desenvolvimento da dança, constituindo-se efetivamente como uma prática qualificada (Ingold), “artesanal” (Sennett). |
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