Publicação
O squat jump na avaliação da força muscular : limitações e soluções metodológicas
| Resumo: | Devido às suas características o Squat Jump (SJ) é classificado como uma tarefa puramente concêntrica. Contudo sabe-se que a grande maioria dos sujeitos não consegue executar apenas o movimento de extensão do membro inferior, realizando involuntariamente um prévio contramovimento de pequena amplitude (CMPA). O presente estudo teve como objetivos, em primeiro lugar, perceber que segmentos corporais mais contribuem para este CMPA e, posteriormente, determinar a validade da utilização de um sensor de deslocamento e uma barreira de células fotoelétricas no controlo do CMPA no SJ. Quinze (15) sujeitos do género masculino voluntariaram-se para participar no estudo. Cada sujeito realizou, após um aquecimento, 4 SJ sobre uma plataforma de forças. Os saltos foram registados em vídeo a 2D, a uma frequência de 100Hz, para estudar o deslocamento angular e a velocidade angular das articulações do tronco, joelho e tornozelo. Simultaneamente, o deslocamento do tronco foi monitorizado por uma barreira de células fotoelétricas e por um sensor de deslocamento. A validade dos dados cinemáticos foi avaliada através da comparação da velocidade máxima atingida no SJ, registada pela análise cinemática e pela plataforma de forças. Foi obtido um ICC=0,93 com um intervalo de confiança a 95% (0,82 – 0,97). O CMPA registado pela plataforma de forças demonstrou uma correlação significativa com a variação da velocidade angular do tronco registada pela cinemática (ρ<0,05; r2=0,669), mas não com a variação da velocidade angular do joelho e do tornozelo. A variação da velocidade linear do sensor de deslocamento demonstrou correlações significativas com o CMPA registado pela plataforma (ρ<0,05; r2=0,696) e a variação da velocidade angular do tronco (ρ<0,05; r2=0,695). O número de células ativadas demonstrou uma correlação significativa com o CMPA registado pela plataforma (ρ<0,05; r2=0,131), mas não com a variação da velocidade angular do tronco (ρ>0,05; r2=0,058). Os resultados do presente estudo indicam que o sensor de deslocamento é um instrumento válido para medir a existência do CMPA no SJ, melhorando assim o processo de avaliação de tarefas de impulsão vertical no âmbito do treino. |
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| Autores principais: | Martins, Diogo Antunes |
| Assunto: | Contra movimento de pequena amplitude Sensor de deslocamento Squat jump |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Devido às suas características o Squat Jump (SJ) é classificado como uma tarefa puramente concêntrica. Contudo sabe-se que a grande maioria dos sujeitos não consegue executar apenas o movimento de extensão do membro inferior, realizando involuntariamente um prévio contramovimento de pequena amplitude (CMPA). O presente estudo teve como objetivos, em primeiro lugar, perceber que segmentos corporais mais contribuem para este CMPA e, posteriormente, determinar a validade da utilização de um sensor de deslocamento e uma barreira de células fotoelétricas no controlo do CMPA no SJ. Quinze (15) sujeitos do género masculino voluntariaram-se para participar no estudo. Cada sujeito realizou, após um aquecimento, 4 SJ sobre uma plataforma de forças. Os saltos foram registados em vídeo a 2D, a uma frequência de 100Hz, para estudar o deslocamento angular e a velocidade angular das articulações do tronco, joelho e tornozelo. Simultaneamente, o deslocamento do tronco foi monitorizado por uma barreira de células fotoelétricas e por um sensor de deslocamento. A validade dos dados cinemáticos foi avaliada através da comparação da velocidade máxima atingida no SJ, registada pela análise cinemática e pela plataforma de forças. Foi obtido um ICC=0,93 com um intervalo de confiança a 95% (0,82 – 0,97). O CMPA registado pela plataforma de forças demonstrou uma correlação significativa com a variação da velocidade angular do tronco registada pela cinemática (ρ<0,05; r2=0,669), mas não com a variação da velocidade angular do joelho e do tornozelo. A variação da velocidade linear do sensor de deslocamento demonstrou correlações significativas com o CMPA registado pela plataforma (ρ<0,05; r2=0,696) e a variação da velocidade angular do tronco (ρ<0,05; r2=0,695). O número de células ativadas demonstrou uma correlação significativa com o CMPA registado pela plataforma (ρ<0,05; r2=0,131), mas não com a variação da velocidade angular do tronco (ρ>0,05; r2=0,058). Os resultados do presente estudo indicam que o sensor de deslocamento é um instrumento válido para medir a existência do CMPA no SJ, melhorando assim o processo de avaliação de tarefas de impulsão vertical no âmbito do treino. |
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