Publicação
Espaços-bolso e espaços-outros : Mitigar os efeitos da indústria turística nos centros históricos, o caso de Cascais
| Resumo: | A tentativa de preservar a aparência idílica dos centros históricos leva, por um lado, à sua exploração excessiva pela indústria turística e, por outro, à sua desocupação. Sendo frequentemente vistos como uma espécie de parque de diversões ou como museus, acabam por se tornar espaços sem vida para além disso – tal como alertava já Lefebvre em 1967. Neste contexto, entre o espaço ‘turistificado’ e ‘gentrificado’ dos centros históricos, surgem espaços que, embora invisíveis, parecem potenciar o lugar de uma outra dimensão na cidade – traseiras de edifícios, interiores de quarteirões – precisamente por resistirem aos fenómenos acima mencionados. Estes espaços, designados ‘espaços-bolso’, enquadram-se (1) no contexto abrangente das heterotopias – espaço-outros – introduzidas por Foucault; (2) têm determinadas qualidades morfológicas e topológicas que os tornam invisíveis, impedindo-os de serem consumidos pela indústria turística e (3) pressupõem um uso social, o que reflecte as necessidades das comunidades locais na ocupação desses espaços. Este enquadramento teórico, morfológico, topológico e social é aplicado ao caso de estudo – a vila de Cascais –, onde se observou a dicotomia entre espaço público ‘turistificado’ e invisível. Foi no âmbito da Unidade Curricular de Projecto Integrado III, do V ano, que se desenvolveu a proposta urbano arquitectónica que dá origem a esta reflexão. |
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| Autores principais: | Caldeira,Catarina Todorovic |
| Assunto: | pocket spaces heterotopia touristification historic centres Cascais espaços-bolso heterotopia turistificação centros históricos Cascais |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A tentativa de preservar a aparência idílica dos centros históricos leva, por um lado, à sua exploração excessiva pela indústria turística e, por outro, à sua desocupação. Sendo frequentemente vistos como uma espécie de parque de diversões ou como museus, acabam por se tornar espaços sem vida para além disso – tal como alertava já Lefebvre em 1967. Neste contexto, entre o espaço ‘turistificado’ e ‘gentrificado’ dos centros históricos, surgem espaços que, embora invisíveis, parecem potenciar o lugar de uma outra dimensão na cidade – traseiras de edifícios, interiores de quarteirões – precisamente por resistirem aos fenómenos acima mencionados. Estes espaços, designados ‘espaços-bolso’, enquadram-se (1) no contexto abrangente das heterotopias – espaço-outros – introduzidas por Foucault; (2) têm determinadas qualidades morfológicas e topológicas que os tornam invisíveis, impedindo-os de serem consumidos pela indústria turística e (3) pressupõem um uso social, o que reflecte as necessidades das comunidades locais na ocupação desses espaços. Este enquadramento teórico, morfológico, topológico e social é aplicado ao caso de estudo – a vila de Cascais –, onde se observou a dicotomia entre espaço público ‘turistificado’ e invisível. Foi no âmbito da Unidade Curricular de Projecto Integrado III, do V ano, que se desenvolveu a proposta urbano arquitectónica que dá origem a esta reflexão. |
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