Publicação
Deteção de vírus de excreção fecal em pinípedes de coleções zoológicas
| Resumo: | As recentes técnicas de sequenciação genómica têm permitido aumentar o conhecimento acerca do viroma fecal dos pinípedes, sem contudo estar ainda esclarecida a sua associação ou não a eventos de doença, prevalência em diferentes populações, e distribuição no ambiente aquático. O presente trabalho laboratorial teve como principal objetivo a realização de um rastreio de vírus de excreção fecal, designadamente astrovírus, sapovírus e bocavírus através da amplificação de sequências nucleotídicas específicas por PCR convencional, em duas coleções zoológicas de pinípedes: do Zoomarine, no Algarve, e do Aquário Vasco da Gama, em Lisboa. De uma população de 19 pinípedes de 4 espécies [8 otárias sul-africanas (Arctocephalus pusillus pusillus), 6 leões-marinhos californianos (Zalophus californianus), 4 focas comuns (Phoca vitulina) e 1 foca cinzenta (Halichoerus grypus)] obtiveram-se 3 sequências positivas a astrovírus (15.7%) cuja especificidade foi confirmada através de uma análise BLAST (http://blast.ncbi.nlm.nih.gov/Blast.cgi). Estas sequências foram obtidas através da utilização de primers que flanqueiam regiões conservadas da RdRp, a polimerase viral, codificada pelo domínio da ORF1b dos astrovírus, pela técnica de RTsn-PCR. A análise filogenética de 41 sequências aminoacídicas representativas dos dois géneros taxonómicos virais revelou que as sequências obtidas formaram um agrupamento independente com um valor de bootstrap estatisticamente robusto (96%). Este trabalho representa o primeiro relato da deteção de astrovírus em amostras fecais das espécies otária sul-africana (Arctocephalus pusillus pusillus) e foca comum (Phoca vitulina) a nível mundial e em ambiente zoológico, tendo ainda promovido a realização de estudos epidemiológicos sobre agentes virais em populações de mamíferos marinhos mantidos sob cuidados humanos. |
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| Autores principais: | António, Ana Catarina Fogaça Esteves |
| Assunto: | Astrovírus sapovírus bocavírus pinípedes zoológico astrovirus sapovirus bocavirus pinnipeds zoological |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As recentes técnicas de sequenciação genómica têm permitido aumentar o conhecimento acerca do viroma fecal dos pinípedes, sem contudo estar ainda esclarecida a sua associação ou não a eventos de doença, prevalência em diferentes populações, e distribuição no ambiente aquático. O presente trabalho laboratorial teve como principal objetivo a realização de um rastreio de vírus de excreção fecal, designadamente astrovírus, sapovírus e bocavírus através da amplificação de sequências nucleotídicas específicas por PCR convencional, em duas coleções zoológicas de pinípedes: do Zoomarine, no Algarve, e do Aquário Vasco da Gama, em Lisboa. De uma população de 19 pinípedes de 4 espécies [8 otárias sul-africanas (Arctocephalus pusillus pusillus), 6 leões-marinhos californianos (Zalophus californianus), 4 focas comuns (Phoca vitulina) e 1 foca cinzenta (Halichoerus grypus)] obtiveram-se 3 sequências positivas a astrovírus (15.7%) cuja especificidade foi confirmada através de uma análise BLAST (http://blast.ncbi.nlm.nih.gov/Blast.cgi). Estas sequências foram obtidas através da utilização de primers que flanqueiam regiões conservadas da RdRp, a polimerase viral, codificada pelo domínio da ORF1b dos astrovírus, pela técnica de RTsn-PCR. A análise filogenética de 41 sequências aminoacídicas representativas dos dois géneros taxonómicos virais revelou que as sequências obtidas formaram um agrupamento independente com um valor de bootstrap estatisticamente robusto (96%). Este trabalho representa o primeiro relato da deteção de astrovírus em amostras fecais das espécies otária sul-africana (Arctocephalus pusillus pusillus) e foca comum (Phoca vitulina) a nível mundial e em ambiente zoológico, tendo ainda promovido a realização de estudos epidemiológicos sobre agentes virais em populações de mamíferos marinhos mantidos sob cuidados humanos. |
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