Publicação
Variação geográfica e sazonal dos microplásticos nas praias em Portugal
| Resumo: | As questões ambientais associadas aos plásticos são um tema cada vez mais presente na nossa sociedade. A fragmentação de partículas maiores e/ou a produção em pequenas dimensões (pellet) constituem os microplásticos. Estes levam a graves problemas ambientais, sociais e económicos. No entanto, por se tratar de um problema relativamente recente, existem poucos estudos sobre microplásticos em Portugal. Este é o primeiro trabalho realizado sobre a sua presença nas praias com âmbito nacional e com os arquipélagos incluídos. Foram recolhidas 10 amostras de cada uma das estações do ano entre 2020 e 2021 em sete praias (Azurára, Algés, Baleal, Vila Real de Santo António, Garrão, Santa Bárbara e Formosa), sendo analisadas no total 280 amostras. Os resultados revelaram que a praia de Algés e a praia do Baleal registaram os valores medianos mais elevados relativos à concentração de microplásticos por m2. Por outro lado, as praias de Santa Bárbara, Vila Real de Santo António e Garrão apresentaram as menores concentrações. As formas predominantes foram os fragmentos e a esferovite, estando associados à predominância de partículas brancas. O polietileno (PE) e poliestireno (PS) foram o tipo de polímeros mais encontrados, correspondendo às principais formas encontradas. Tal se verifica porque a esferovite apresenta uma composição química identificada como PS. Da mesma forma, os fragmentos tendem a ser identificados como PE, uma vez que são o resultado da fragmentação de partículas maiores, sendo esta composição química a mais produzida em termos de uso. Foram observadas diferenças sazonais nas concentrações de microplásticos em algumas praias, mas nenhum padrão nacional pôde ser estabelecido. |
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| Autores principais: | Sousa, Ana Isabel Lucas |
| Assunto: | microplásticos poluição praias Portugal FTIR microplastics pollution beaches |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As questões ambientais associadas aos plásticos são um tema cada vez mais presente na nossa sociedade. A fragmentação de partículas maiores e/ou a produção em pequenas dimensões (pellet) constituem os microplásticos. Estes levam a graves problemas ambientais, sociais e económicos. No entanto, por se tratar de um problema relativamente recente, existem poucos estudos sobre microplásticos em Portugal. Este é o primeiro trabalho realizado sobre a sua presença nas praias com âmbito nacional e com os arquipélagos incluídos. Foram recolhidas 10 amostras de cada uma das estações do ano entre 2020 e 2021 em sete praias (Azurára, Algés, Baleal, Vila Real de Santo António, Garrão, Santa Bárbara e Formosa), sendo analisadas no total 280 amostras. Os resultados revelaram que a praia de Algés e a praia do Baleal registaram os valores medianos mais elevados relativos à concentração de microplásticos por m2. Por outro lado, as praias de Santa Bárbara, Vila Real de Santo António e Garrão apresentaram as menores concentrações. As formas predominantes foram os fragmentos e a esferovite, estando associados à predominância de partículas brancas. O polietileno (PE) e poliestireno (PS) foram o tipo de polímeros mais encontrados, correspondendo às principais formas encontradas. Tal se verifica porque a esferovite apresenta uma composição química identificada como PS. Da mesma forma, os fragmentos tendem a ser identificados como PE, uma vez que são o resultado da fragmentação de partículas maiores, sendo esta composição química a mais produzida em termos de uso. Foram observadas diferenças sazonais nas concentrações de microplásticos em algumas praias, mas nenhum padrão nacional pôde ser estabelecido. |
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