Publicação
Doseamento do d-dímero como método de diagnóstico de tromboembolismo pulmonar em cães com dirofilariose cardíaca em Portugal
| Resumo: | O d-dímero é um produto que resulta da degradação de um coágulo de fibrina estabilizado. O aumento da sua concentração plasmática reflete um aumento no processo de fibrinólise e indiretamente na formação de coágulos. O presente estudo tem como objetivo analisar a utilidade do doseamento da concentração plasmática do d-dímero como método de avaliar a ocorrência de tromboembolismos em cães com dirofilariose, por Dirofilaria immitis, em diferentes estádios da doença. Este estudo incidiu numa amostra de 19 animais, diagnosticados com dirofilariose cardiopulmonar, provenientes da área de Setúbal, divididos em quatro grupos: 1 (n=3), 2 (n=5), 3 (n=6) e 4 (n=5) por ordem crescente de estadiamento. Foi comparado o valor das concentrações plasmáticas de d-dímero entre os variados grupos. Adicionalmente foi também analisada uma possível associação entre determinados sinais clínicos, ocorrência de complicações durante o tratamento da doença e os animais com valores elevados do d-dímero. Em relação ao doseamento do d-dímero entre os variados grupos, todos os grupos revelaram valores de média de d-dímero superiores ao valor de referência estipulado (<0,40 mg/dl). As médias foram de: 1,7633 mg/dl; 0,6140 mg/dl; 1,1450 mg/dl e 1,0740 mg/dl, por ordem crescente de estadiamento. Igualmente para esta ordem de estadiamento, a percentagem de animais com o valor aumentado de d-dímero foi de 100% (3/3), 60% (3/5), 66% (4/6) e 80% (4/5). Não foi encontrada nenhuma associação entre o valor da concentração de d-dímero obtido e os variados grupos (p=0,340). Também não foi encontrada relação entre um valor de d-dímero acima do normal e os variados sinais clínicos com interesse para a doença: presença de microfilarémia (p=0,338), presença de sinais cardíacos (p=0,120) como sopro cardíaco (p=0,363) ou cardiomegália (p=0,406), presença de sinais respiratórios (p=0,047) ou mesmo entre a combinação dos dois, animais com sinais respiratórios e também cardíacos (p=0,026). Da mesma forma, não foi encontrada associação entre um doseamento de d-dímero acima do normal e a presença de anemia (p=0,143), de trombocitopenia (p=0,699) ou de ambos os parâmetros em simultâneo (p=0,171). Também não ficou demonstrada a associação entre os valores elevados de d-dímeros iniciais e a ocorrência de complicações clínicas durante o tratamento (p=0,733). A utilização do doseamento do d-dímero apresenta neste estudo um resultado desfavorável, não tendo sido capaz de demonstrar a correlação entre os valores de d-dímero aumentados e a ocorrência de tromboembolismos nos vários estádios da doença. |
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| Autores principais: | Ferreira, João Pedro Cordas |
| Assunto: | Dirofilariose cardiopulmonar canina tromboembolismo pulmonar d-dímero Portugal Canine heartworm disease pulmonary thromboembolism d-dimer |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O d-dímero é um produto que resulta da degradação de um coágulo de fibrina estabilizado. O aumento da sua concentração plasmática reflete um aumento no processo de fibrinólise e indiretamente na formação de coágulos. O presente estudo tem como objetivo analisar a utilidade do doseamento da concentração plasmática do d-dímero como método de avaliar a ocorrência de tromboembolismos em cães com dirofilariose, por Dirofilaria immitis, em diferentes estádios da doença. Este estudo incidiu numa amostra de 19 animais, diagnosticados com dirofilariose cardiopulmonar, provenientes da área de Setúbal, divididos em quatro grupos: 1 (n=3), 2 (n=5), 3 (n=6) e 4 (n=5) por ordem crescente de estadiamento. Foi comparado o valor das concentrações plasmáticas de d-dímero entre os variados grupos. Adicionalmente foi também analisada uma possível associação entre determinados sinais clínicos, ocorrência de complicações durante o tratamento da doença e os animais com valores elevados do d-dímero. Em relação ao doseamento do d-dímero entre os variados grupos, todos os grupos revelaram valores de média de d-dímero superiores ao valor de referência estipulado (<0,40 mg/dl). As médias foram de: 1,7633 mg/dl; 0,6140 mg/dl; 1,1450 mg/dl e 1,0740 mg/dl, por ordem crescente de estadiamento. Igualmente para esta ordem de estadiamento, a percentagem de animais com o valor aumentado de d-dímero foi de 100% (3/3), 60% (3/5), 66% (4/6) e 80% (4/5). Não foi encontrada nenhuma associação entre o valor da concentração de d-dímero obtido e os variados grupos (p=0,340). Também não foi encontrada relação entre um valor de d-dímero acima do normal e os variados sinais clínicos com interesse para a doença: presença de microfilarémia (p=0,338), presença de sinais cardíacos (p=0,120) como sopro cardíaco (p=0,363) ou cardiomegália (p=0,406), presença de sinais respiratórios (p=0,047) ou mesmo entre a combinação dos dois, animais com sinais respiratórios e também cardíacos (p=0,026). Da mesma forma, não foi encontrada associação entre um doseamento de d-dímero acima do normal e a presença de anemia (p=0,143), de trombocitopenia (p=0,699) ou de ambos os parâmetros em simultâneo (p=0,171). Também não ficou demonstrada a associação entre os valores elevados de d-dímeros iniciais e a ocorrência de complicações clínicas durante o tratamento (p=0,733). A utilização do doseamento do d-dímero apresenta neste estudo um resultado desfavorável, não tendo sido capaz de demonstrar a correlação entre os valores de d-dímero aumentados e a ocorrência de tromboembolismos nos vários estádios da doença. |
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