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Democratizing user interfaces
| Summary: | Uma interface gráfica pode ser definida como o “meio através do qual um utilizador interage com um sistema operativo ou com um programa”1. Estas interfaces são cada vez mais relevantes. Os serviços digitais têm-se tornado cruciais, muito devido a proliferação de smartphones, computadores e outros dispositivos que facilitam o acesso a Internet. As interfaces destes serviços constituem, assim, intermediários fundamentais para o acesso a informação, comunicação, entretenimento e ate a serviços públicos, como saúde ou finanças. Alguns destes serviços (por exemplo, plataformas de comunicação) são utilizados por centenas de milhões de pessoas, resultando numa base de utilizadores extremamente diversa. Esta heterogeneidade inclui diferenças nas capacidades físicas e cognitivas, níveis de literacia digital e preferências pessoais. Para alem disso, o contexto de uso pode variar em cada interação, originando o fenómeno descrito como deficiências e incapacidades induzidas situacionalmente (situationally-induced impairments and disabilities, em inglês). Por exemplo, um utilizador pode temporariamente obter visão turva apos um procedimento ocular ou enfrentar menor precisão ao interagir com um ecrã tátil enquanto caminha. E, portanto, fundamental garantir que todos os utilizadores conseguem não só aceder, mas também usufruir de uma experiência de utilização adequada as suas necessidades e preferências. Muitas das interfaces existentes foram desenhadas segundo uma logica one-size-fitsall (tamanho único para todos, em português), procurando assegurar que são utilizáveis pela maioria. Isto deve-se ao facto de serem concebidas para utilizadores e cenários de uso típicos, ainda que exista hoje maior preocupação e obrigação em garantir acessibilidade, e por vezes alguns utilizadores sejam envolvidos no processo de design. Contudo, a maioria dos componentes destas interfaces permanece estática e inadaptável, dificultando o uso em situações ou por utilizadores não contemplados no desenho inicial. Alem disso, abordagens como universal design ou design for all, que ambicionam garantir que qualquer interface possa ser utilizada por qualquer pessoa, são frequentemente consideradas utópicas. |
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| Main Authors: | Alves,Sérgio Flávio Barros Antunes |
| Subject: | Personalization Human-Computer Interaction Graphical User Interfaces Customization Democratization Personalização Interação Pessoa-Máquina Interface Gráfica do Utilizador Customização Democratização |
| Year: | 2026 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | doctoral thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | English |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | Uma interface gráfica pode ser definida como o “meio através do qual um utilizador interage com um sistema operativo ou com um programa”1. Estas interfaces são cada vez mais relevantes. Os serviços digitais têm-se tornado cruciais, muito devido a proliferação de smartphones, computadores e outros dispositivos que facilitam o acesso a Internet. As interfaces destes serviços constituem, assim, intermediários fundamentais para o acesso a informação, comunicação, entretenimento e ate a serviços públicos, como saúde ou finanças. Alguns destes serviços (por exemplo, plataformas de comunicação) são utilizados por centenas de milhões de pessoas, resultando numa base de utilizadores extremamente diversa. Esta heterogeneidade inclui diferenças nas capacidades físicas e cognitivas, níveis de literacia digital e preferências pessoais. Para alem disso, o contexto de uso pode variar em cada interação, originando o fenómeno descrito como deficiências e incapacidades induzidas situacionalmente (situationally-induced impairments and disabilities, em inglês). Por exemplo, um utilizador pode temporariamente obter visão turva apos um procedimento ocular ou enfrentar menor precisão ao interagir com um ecrã tátil enquanto caminha. E, portanto, fundamental garantir que todos os utilizadores conseguem não só aceder, mas também usufruir de uma experiência de utilização adequada as suas necessidades e preferências. Muitas das interfaces existentes foram desenhadas segundo uma logica one-size-fitsall (tamanho único para todos, em português), procurando assegurar que são utilizáveis pela maioria. Isto deve-se ao facto de serem concebidas para utilizadores e cenários de uso típicos, ainda que exista hoje maior preocupação e obrigação em garantir acessibilidade, e por vezes alguns utilizadores sejam envolvidos no processo de design. Contudo, a maioria dos componentes destas interfaces permanece estática e inadaptável, dificultando o uso em situações ou por utilizadores não contemplados no desenho inicial. Alem disso, abordagens como universal design ou design for all, que ambicionam garantir que qualquer interface possa ser utilizada por qualquer pessoa, são frequentemente consideradas utópicas. |
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