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Nefropatia IgA : a propósito de um caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Nefropatia IgA, também conhecida como Doença de Berger, é a glomerulonefrite primária mais frequente a nível mundial. No entanto, a abordagem a esta doença permanece envolta em dúvidas, alimentadas pela notável heterogeneidade que a caracteriza; a mesma reflete-se epidemiologicamente, através de um gradiente geográfico crescente oeste-este, e também nas suas manifestações clínicas e histológicas. A compreensão da evolução que esta nefropatia acabará por tomar em cada doente permanece um desafio, estimando-se que 30-40% dos indivíduos desenvolva doença renal crónica em estadio terminal. Os fatores preditivos independentes de progressão atualmente aceites são sobretudo clínicos (proteinúria, creatinémia e hipertensão arterial sistémica), tendo-se reconhecido também o papel da histopatologia, mais recentemente (critérios MEST-C). Adicionalmente, pouco se sabe acerca do impacto que uma gestação poderá ter na progressão da doença. Por outro lado, as terapêuticas presentemente disponíveis para uma Nefropatia IgA baseiam-se essencialmente em medidas de nefroproteção e, se necessário, imunossupressão adicional com corticoides ou, em situações mais severas, agentes citotóxicos. Contudo, sendo estas opções pouco específicas, com eficácia limitada e, particularmente no caso da imunossupressão, associadas a importantes efeitos adversos, têm sido procurados novos fármacos, bem como novas formas de seleção terapêutica. Em suma, apesar do muito que se descobriu acerca desta patologia, é ainda longo o caminho a percorrer para que a conheçamos devidamente.
Autores principais:Freitas, Cláudia Faria Marques
Assunto:Nefropatia IgA Prognóstico Biópsia renal Gravidez Farmacoterapia Nefrologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Nefropatia IgA, também conhecida como Doença de Berger, é a glomerulonefrite primária mais frequente a nível mundial. No entanto, a abordagem a esta doença permanece envolta em dúvidas, alimentadas pela notável heterogeneidade que a caracteriza; a mesma reflete-se epidemiologicamente, através de um gradiente geográfico crescente oeste-este, e também nas suas manifestações clínicas e histológicas. A compreensão da evolução que esta nefropatia acabará por tomar em cada doente permanece um desafio, estimando-se que 30-40% dos indivíduos desenvolva doença renal crónica em estadio terminal. Os fatores preditivos independentes de progressão atualmente aceites são sobretudo clínicos (proteinúria, creatinémia e hipertensão arterial sistémica), tendo-se reconhecido também o papel da histopatologia, mais recentemente (critérios MEST-C). Adicionalmente, pouco se sabe acerca do impacto que uma gestação poderá ter na progressão da doença. Por outro lado, as terapêuticas presentemente disponíveis para uma Nefropatia IgA baseiam-se essencialmente em medidas de nefroproteção e, se necessário, imunossupressão adicional com corticoides ou, em situações mais severas, agentes citotóxicos. Contudo, sendo estas opções pouco específicas, com eficácia limitada e, particularmente no caso da imunossupressão, associadas a importantes efeitos adversos, têm sido procurados novos fármacos, bem como novas formas de seleção terapêutica. Em suma, apesar do muito que se descobriu acerca desta patologia, é ainda longo o caminho a percorrer para que a conheçamos devidamente.

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