Publicação
A complexidade em Geografia
| Resumo: | Muitos de nós, nas suas infâncias, sucumbimos à curiosidade, achando que valia o risco de apanharmos umas palmadas correctivas, e desmontámos o brinquedo novo que tínhamos acabado de receber, só para tentar perceber como aquelas peças se encaixavam umas-nas-outras e de forma articulada permitiam ao brinquedo funcionar. Pois é, apesar de haver alguns menos confessos, a verdade é que passados todos estes anos, continuamos a proceder tal e qual, na busca da compreensão e da verdade escondida nas coisas, i.e., continuamos a desmontar o universo em sistemas, subsistemas, moléculas, átomos e ainda assim, sem ter descoberto a verdade das coisas. Esta teoria reducionista, que afirmava que para se compreender a natureza das coisas, tínhamos primeiro de compreender as suas componentes, e que tem prevalecido até meados do século XX, está esgotada. Durante anos tentámos ver o mundo na perspectiva das suas componentes, para depois constatarmos que a realidade é bem mais complexa e que as leis entretanto declaradas não eram universais. Não obstante, avanços foram feitos e se não bastassem os muitos fundamentos teóricos que continuam a prevalecer, só o facto dos cientistas perceberem que a teoria reducionista os levava constantemente a esbarrar com o insolúvel problema da complexidade (a complexidade da natureza), era já suficiente pelo interesse que levantou e nas investigações que instigou. |
|---|---|
| Autores principais: | Rocha, Jorge |
| Outros Autores: | Morgado, Paulo |
| Assunto: | Sistemas complexos Geografia Auto-organização Modelação |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Muitos de nós, nas suas infâncias, sucumbimos à curiosidade, achando que valia o risco de apanharmos umas palmadas correctivas, e desmontámos o brinquedo novo que tínhamos acabado de receber, só para tentar perceber como aquelas peças se encaixavam umas-nas-outras e de forma articulada permitiam ao brinquedo funcionar. Pois é, apesar de haver alguns menos confessos, a verdade é que passados todos estes anos, continuamos a proceder tal e qual, na busca da compreensão e da verdade escondida nas coisas, i.e., continuamos a desmontar o universo em sistemas, subsistemas, moléculas, átomos e ainda assim, sem ter descoberto a verdade das coisas. Esta teoria reducionista, que afirmava que para se compreender a natureza das coisas, tínhamos primeiro de compreender as suas componentes, e que tem prevalecido até meados do século XX, está esgotada. Durante anos tentámos ver o mundo na perspectiva das suas componentes, para depois constatarmos que a realidade é bem mais complexa e que as leis entretanto declaradas não eram universais. Não obstante, avanços foram feitos e se não bastassem os muitos fundamentos teóricos que continuam a prevalecer, só o facto dos cientistas perceberem que a teoria reducionista os levava constantemente a esbarrar com o insolúvel problema da complexidade (a complexidade da natureza), era já suficiente pelo interesse que levantou e nas investigações que instigou. |
|---|
Atividades financiadas
Não foram encontrados projetos financiados.