Publicação
Perceção e influência da imagem corporal na ingestão alimentar e atividade física em adolescentes com excesso de peso acompanhados em consulta de obesidade
| Resumo: | Introdução: Na sociedade ocidental o corpo magro e atlético é considerado como o corpo ideal, enquanto que um corpo com excesso de peso é estigmatizado. A ênfase na imagem corporal (IC) pode ter repercussões ao nível da saúde mental e física do adolescente. Objetivo: Analisar a perceção da IC e a relação desta com a ingestão alimentar (IA) e atividade física (AF) em adolescentes com excesso de peso. Métodos: Os dados antropométricos, composição corporal, IC (silhuetas Stunkard), IA e AF de 112 adolescentes, 12-18 anos, com excesso de peso (IMC3≥p85) recrutados para o estudo PAC-MAnO, foram analisados de forma transversal através de testes t para amostras independentes, one way ANOVA, correlações parciais controladas para sexo, etnia, estádio pubertário e índice de massa corporal (IMC), e regressões lineares. Resultados: Utilizando a diferença entre a perceção da IC e o IMC observou-se que 79,4% dos participantes subestimaram o seu peso. Observou-se um maior z-score do IMC (d=0.6, p<.001), perímetro da cintura (d=0.3, p=.031), perímetro da anca (d=0.8, p<.001), rácio cintura/estatura (d=0.2, p=.015) e percentagem de massa gorda (d=0.7, p<.001) nos participantes que subestimaram o seu peso. Não se verificou qualquer regressão entre a IC e o aporte energético total (F(1,55)=0,30, p=.862). Observou-se uma regressão significativa, negativa, entre a IC e a AF vigorosa (F(1,52)=4,08, p=.049), R2 de 0,073. Controlando para o IMC, não se observou qualquer correlação entre a IC e IA ou AF. Conclusão: A maioria dos participantes neste estudo subestimou o seu peso, podendo comprometer o seu empenho na adesão a medidas de controlo de peso. A perceção da IC, não parece estar associada à IA ou à AF. Devido ao seu desenho transversal, este estudo não permite estabelecer uma relação causa-efeito entre as variáveis. Futuros estudos longitudinais e com maiores amostras são necessários para confirmar os presentes resultados. |
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| Autores principais: | Gameiro, Mariana Mendes Rodrigues, 1994- |
| Assunto: | Adolescentes Excesso de peso Imagem corporal Ingestão alimentar Atividade física Teses de mestrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Na sociedade ocidental o corpo magro e atlético é considerado como o corpo ideal, enquanto que um corpo com excesso de peso é estigmatizado. A ênfase na imagem corporal (IC) pode ter repercussões ao nível da saúde mental e física do adolescente. Objetivo: Analisar a perceção da IC e a relação desta com a ingestão alimentar (IA) e atividade física (AF) em adolescentes com excesso de peso. Métodos: Os dados antropométricos, composição corporal, IC (silhuetas Stunkard), IA e AF de 112 adolescentes, 12-18 anos, com excesso de peso (IMC3≥p85) recrutados para o estudo PAC-MAnO, foram analisados de forma transversal através de testes t para amostras independentes, one way ANOVA, correlações parciais controladas para sexo, etnia, estádio pubertário e índice de massa corporal (IMC), e regressões lineares. Resultados: Utilizando a diferença entre a perceção da IC e o IMC observou-se que 79,4% dos participantes subestimaram o seu peso. Observou-se um maior z-score do IMC (d=0.6, p<.001), perímetro da cintura (d=0.3, p=.031), perímetro da anca (d=0.8, p<.001), rácio cintura/estatura (d=0.2, p=.015) e percentagem de massa gorda (d=0.7, p<.001) nos participantes que subestimaram o seu peso. Não se verificou qualquer regressão entre a IC e o aporte energético total (F(1,55)=0,30, p=.862). Observou-se uma regressão significativa, negativa, entre a IC e a AF vigorosa (F(1,52)=4,08, p=.049), R2 de 0,073. Controlando para o IMC, não se observou qualquer correlação entre a IC e IA ou AF. Conclusão: A maioria dos participantes neste estudo subestimou o seu peso, podendo comprometer o seu empenho na adesão a medidas de controlo de peso. A perceção da IC, não parece estar associada à IA ou à AF. Devido ao seu desenho transversal, este estudo não permite estabelecer uma relação causa-efeito entre as variáveis. Futuros estudos longitudinais e com maiores amostras são necessários para confirmar os presentes resultados. |
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