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José Leite de Vasconcellos (1858 – 1941): um archeólogo português

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ensaia-se uma abordagem ao percurso científico de José Leite de Vasconcelos, o mais notável cientista social que existiu em Portugal. Procura-se compreender quando e como o interesse pelo passado mais remoto surge na sua actividade de etnólogo e linguista. Identifica-se a relação com Martins Sarmento, como primeiro elemento relevante e, sobretudo, a sua vinda para Lisboa, primeiro para a Biblioteca Nacional, depois na direcção do Museu Ethnologico, que concebeu, criou e dirigiu, como aspectos determinantes na sua actividade arqueológica. Pretendia esclarecer as realidades culturais que estudava como etnólogo através dos vestígios arqueológicos. Isto é, partia da realidade presente para tentar encontrar no passado a sua primitiva formulação, na convicção de que existia uma longínqua prefiguração de Portugal. Embora esse fosse o seu objectivo central, tal não o impediu de praticar uma investigação arqueológica rigorosa e tecnicamente sólida. O amadurecimento e sofisticação da sua investigação acabaram por lhe demonstrar que de todo não existia essa longínqua nação portuguesa que buscava no registo arqueológico, pelo que regressou, no fim da vida, à síntese etnográfica e aos trabalhos no domínio da Linguística.
Autores principais:Fabião, Carlos
Assunto:Arqueologia História da arqueologia Vasconcelos, José Leite de, 1858-1941
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Ensaia-se uma abordagem ao percurso científico de José Leite de Vasconcelos, o mais notável cientista social que existiu em Portugal. Procura-se compreender quando e como o interesse pelo passado mais remoto surge na sua actividade de etnólogo e linguista. Identifica-se a relação com Martins Sarmento, como primeiro elemento relevante e, sobretudo, a sua vinda para Lisboa, primeiro para a Biblioteca Nacional, depois na direcção do Museu Ethnologico, que concebeu, criou e dirigiu, como aspectos determinantes na sua actividade arqueológica. Pretendia esclarecer as realidades culturais que estudava como etnólogo através dos vestígios arqueológicos. Isto é, partia da realidade presente para tentar encontrar no passado a sua primitiva formulação, na convicção de que existia uma longínqua prefiguração de Portugal. Embora esse fosse o seu objectivo central, tal não o impediu de praticar uma investigação arqueológica rigorosa e tecnicamente sólida. O amadurecimento e sofisticação da sua investigação acabaram por lhe demonstrar que de todo não existia essa longínqua nação portuguesa que buscava no registo arqueológico, pelo que regressou, no fim da vida, à síntese etnográfica e aos trabalhos no domínio da Linguística.

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