Publicação
Chemotherapy-induced cardiotoxicity in breast cancer
| Resumo: | A neoplasia da mama é o segundo cancro mais comum em mulheres com cerca de 2.3 milhões de novos casos em 2020. A melhoria da taxa de sobrevivência nas últimas duas décadas devido a progressos no tratamento acompanhou-se por aumento dos efeitos adversos, particularmente cardíacos, ameaçando comprometer a eficácia das terapias disponíveis. A cardiotoxicidade é um dos efeitos adversos mais associados aos agentes antineoplásicos das terapias da neoplasia mamária. A sua prevenção, monitorização, diagnóstico e tratamento são cruciais para melhorar o prognóstico. Esta tese procura efetuar uma revisão da literatura existente acerca da toxicidade cardiovascular associada à quimioterapia do cancro da mama, com enfoque nos efeitos adversos mais comuns. Os agentes citotóxicos mais frequentemente usados, seus potenciais mecanismos cardiotóxicos e os métodos de avaliação e monitorização da função cardíaca serão revistos. Destacaremos, também, potenciais estratégias preventivas e/ou de mitigação de doença cardiovascular nestas pacientes e discutiremos perspetivas futuras em Cardio-Oncologia. Em resumo, a abordagem da cardiotoxicidade permanece indefinida. Apesar da monitorização da FEVE, são necessárias diretrizes baseadas em evidências para otimização da prevenção e diagnóstico, melhorando a gestão da cardiotoxicidade pré-clínica e clínica, desenvolvimento de biomarcadores que permitam melhor estratificação de risco em estadio pré-clínico da cardiotoxicidade e uma definição universalmente aceite. Identificámos limitações e lacunas no conhecimento atual nomeadamente na aplicação dos biomarcadores, na monitorização da saúde cardiovascular durante a terapêutica do cancro, papel da profilaxia com fármacos cardioprotetores e na deteção de danos cardiovasculares latentes nos sobreviventes. Assim, a investigação deve procurar definir e uniformizar estratégias de abordagem, identificar biomarcadores mais precoces e sensíveis e esclarecer os mecanismos de cardiotoxicidade envolvidos. É igualmente importante a procura de evidência robusta na área da Cardio-Oncologia para apoio de decisões informadas acerca da terapia e diagnóstico precoce da doença cardiovascular. |
|---|---|
| Autores principais: | Domingues, Inês Tomázinho |
| Assunto: | Cancro da mama Cardiotoxicidade Quimioterapia Cardio-oncologia Insuficiência cardíaca |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A neoplasia da mama é o segundo cancro mais comum em mulheres com cerca de 2.3 milhões de novos casos em 2020. A melhoria da taxa de sobrevivência nas últimas duas décadas devido a progressos no tratamento acompanhou-se por aumento dos efeitos adversos, particularmente cardíacos, ameaçando comprometer a eficácia das terapias disponíveis. A cardiotoxicidade é um dos efeitos adversos mais associados aos agentes antineoplásicos das terapias da neoplasia mamária. A sua prevenção, monitorização, diagnóstico e tratamento são cruciais para melhorar o prognóstico. Esta tese procura efetuar uma revisão da literatura existente acerca da toxicidade cardiovascular associada à quimioterapia do cancro da mama, com enfoque nos efeitos adversos mais comuns. Os agentes citotóxicos mais frequentemente usados, seus potenciais mecanismos cardiotóxicos e os métodos de avaliação e monitorização da função cardíaca serão revistos. Destacaremos, também, potenciais estratégias preventivas e/ou de mitigação de doença cardiovascular nestas pacientes e discutiremos perspetivas futuras em Cardio-Oncologia. Em resumo, a abordagem da cardiotoxicidade permanece indefinida. Apesar da monitorização da FEVE, são necessárias diretrizes baseadas em evidências para otimização da prevenção e diagnóstico, melhorando a gestão da cardiotoxicidade pré-clínica e clínica, desenvolvimento de biomarcadores que permitam melhor estratificação de risco em estadio pré-clínico da cardiotoxicidade e uma definição universalmente aceite. Identificámos limitações e lacunas no conhecimento atual nomeadamente na aplicação dos biomarcadores, na monitorização da saúde cardiovascular durante a terapêutica do cancro, papel da profilaxia com fármacos cardioprotetores e na deteção de danos cardiovasculares latentes nos sobreviventes. Assim, a investigação deve procurar definir e uniformizar estratégias de abordagem, identificar biomarcadores mais precoces e sensíveis e esclarecer os mecanismos de cardiotoxicidade envolvidos. É igualmente importante a procura de evidência robusta na área da Cardio-Oncologia para apoio de decisões informadas acerca da terapia e diagnóstico precoce da doença cardiovascular. |
|---|
Atividades financiadas
Não foram encontrados projetos financiados.