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Factores de risco na insuficiência renal crónica: estudo de factores genéticos e bioquímicos que possam contribuir para a patologia: relações com os sistemas de defesa antioxidante e imunitário
| Summary: | O objectivo deste trabalho consistiu em estudar a participação da sobrecarga oxidante e da resposta inflamatória na insuficiência renal crónica (IRC). Determinaram-se concentrações plasmáticas de citocinas e moléculas de adesão na patologia e do NO, glutationo, homocisteína, ferro, ferritina e ácido úrico em controlos e doentes. As actividades enzimática do sintase do NO (eNOS), redutase da metahemoglobina (MTHbR), oxidorredutase dependente do NADH e fosfatase ácida foram avaliadas nestas populações. Os polimorfismos do eNOS, mieloperoxidase, redutase do metilenotetrahidrofolato e da haptoglobina foram estudados como possíveis factores de susceptibilidade genética. Verificou-se uma diminuição da razão GSH/GSSG e da actividade do oxidorredutase transmembranar associada a um aumento da MTHbR, demonstrando a presença de sobrecarga oxidante na patologia. Elevadas concentrações de citocinas e moléculas de adesão associaram um processo de inflamação crónica à IRC. Foram verificadas diferentes correlações entre a sobrecarga oxidante e a resposta inflamatória nomeadamente, entre nitrotirosina, IL-6 e sVCAM-1. Esta relação pode ser igualmente associada a um aumento da concentração plasmática de homocisteína e sua correlação com a ferritina sérica (um marcador de Fe livre). A fosfatase ácida apresentou uma correlação negativa com a concentração plasmática de nitrato, o que poderá indicar uma possível inibição do enzima pelo NO. Relativamente aos polimorfismos genéticos somente a haptoglobina aparenta ser um indicador de predisposição para a patologia, dada a maior prevalência do fenótipo Hp2-2 na patologia. Assim, foi possível concluir-se que existem várias possíveis causas envolvidas na etiologia e progressão da insuficiência renal crónica. O valor experimental deste conhecimento poderá ter implicações práticas na descoberta de novos alvos e terapêuticas para a IRC. |
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| Main Authors: | Sequeira, Ricardo Manuel |
| Subject: | Insuficiência renal crónica Sobrecarga oxidante Resposta inflamatória Polimorfismos genéticos Teses de mestrado - 2009 |
| Year: | 2009 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | O objectivo deste trabalho consistiu em estudar a participação da sobrecarga oxidante e da resposta inflamatória na insuficiência renal crónica (IRC). Determinaram-se concentrações plasmáticas de citocinas e moléculas de adesão na patologia e do NO, glutationo, homocisteína, ferro, ferritina e ácido úrico em controlos e doentes. As actividades enzimática do sintase do NO (eNOS), redutase da metahemoglobina (MTHbR), oxidorredutase dependente do NADH e fosfatase ácida foram avaliadas nestas populações. Os polimorfismos do eNOS, mieloperoxidase, redutase do metilenotetrahidrofolato e da haptoglobina foram estudados como possíveis factores de susceptibilidade genética. Verificou-se uma diminuição da razão GSH/GSSG e da actividade do oxidorredutase transmembranar associada a um aumento da MTHbR, demonstrando a presença de sobrecarga oxidante na patologia. Elevadas concentrações de citocinas e moléculas de adesão associaram um processo de inflamação crónica à IRC. Foram verificadas diferentes correlações entre a sobrecarga oxidante e a resposta inflamatória nomeadamente, entre nitrotirosina, IL-6 e sVCAM-1. Esta relação pode ser igualmente associada a um aumento da concentração plasmática de homocisteína e sua correlação com a ferritina sérica (um marcador de Fe livre). A fosfatase ácida apresentou uma correlação negativa com a concentração plasmática de nitrato, o que poderá indicar uma possível inibição do enzima pelo NO. Relativamente aos polimorfismos genéticos somente a haptoglobina aparenta ser um indicador de predisposição para a patologia, dada a maior prevalência do fenótipo Hp2-2 na patologia. Assim, foi possível concluir-se que existem várias possíveis causas envolvidas na etiologia e progressão da insuficiência renal crónica. O valor experimental deste conhecimento poderá ter implicações práticas na descoberta de novos alvos e terapêuticas para a IRC. |
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