Publicação
John Cage : a obra indeterminada
| Resumo: | Este trabalho propõe um estudo das peças teatrais de John Cage (1912-1992), categorizadas aqui em três géneros distintos: walk, lecture performance e musicircus. Estas peças teatrais conduzem à percepção de sons e acções diárias, ao mesmo tempo que o seu processo pretende imitar a natureza no seu modo de operar, o que implicará questionar se tais performances nos ajudarão a ter consciência da ausência de separação entre arte e vida, tentando perceber o objectivo de Cage em derrotar essa dicotomia. Cage tinha partido da música, mas a música não se revelaria suficiente para a concretização plena da sua proposta artística na sua relação com a natureza. Na mesma altura em que Cage começa a produzir peças teatrais, também incorpora o acaso no seu método composicional para logo depois incluir a indeterminação. Mas será que estas ideias estão relacionadas? Como olha Cage para a natureza? E como é que o acaso e a indeterminação têm aqui lugar? Existirá acaso no mundo? E indeterminação? Estará essa possível existência relacionada com o seu processo e com a sua ideia de obra de arte? E se estes espectáculos teatrais se revelam como uma experiência estética muito mais próxima da experiência perceptiva do dia-a-dia, proporcionada pela junção de estímulos visuais e auditivos, de acontecimentos não relacionados entre si, dispersos, mas simultâneos, então não será esta uma experiência capaz de oferecer ao espectador uma consciência do modo como percepciona e conhece o mundo? |
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| Autores principais: | Vieira, Ana Luísa Valdeira da Silva Pereira |
| Assunto: | Cage, John, 1912-1992 - Crítica e interpretação Cage, John, 1912-1992 - Estética Arte da performance Acaso Determinismo (Filosofia) Teatro experimental - Estados Unidos Teses de doutoramento 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho propõe um estudo das peças teatrais de John Cage (1912-1992), categorizadas aqui em três géneros distintos: walk, lecture performance e musicircus. Estas peças teatrais conduzem à percepção de sons e acções diárias, ao mesmo tempo que o seu processo pretende imitar a natureza no seu modo de operar, o que implicará questionar se tais performances nos ajudarão a ter consciência da ausência de separação entre arte e vida, tentando perceber o objectivo de Cage em derrotar essa dicotomia. Cage tinha partido da música, mas a música não se revelaria suficiente para a concretização plena da sua proposta artística na sua relação com a natureza. Na mesma altura em que Cage começa a produzir peças teatrais, também incorpora o acaso no seu método composicional para logo depois incluir a indeterminação. Mas será que estas ideias estão relacionadas? Como olha Cage para a natureza? E como é que o acaso e a indeterminação têm aqui lugar? Existirá acaso no mundo? E indeterminação? Estará essa possível existência relacionada com o seu processo e com a sua ideia de obra de arte? E se estes espectáculos teatrais se revelam como uma experiência estética muito mais próxima da experiência perceptiva do dia-a-dia, proporcionada pela junção de estímulos visuais e auditivos, de acontecimentos não relacionados entre si, dispersos, mas simultâneos, então não será esta uma experiência capaz de oferecer ao espectador uma consciência do modo como percepciona e conhece o mundo? |
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