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Alvos Terapêuticos na Doença de Alzheimer

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A DA (Doença de Alzheimer) foi descoberta em 1906 por Alois Alzheimer. Representa a forma mais comum de demência com uma prevalência de 1-2% aos 65 anos que aumenta para cerca de 35% aos 85. Em Portugal estima-se que existam 90.000 pessoas com DA. Define-se como um distúrbio neurodegenerativo, progressivo e irreversível, de aparecimento insidioso que acarreta perda de memória e diversos distúrbios cognitivos; é caracterizada por perda sináptica e neuronal progressiva e pelo diagnóstico de placas senis βA (péptido β-amilóide) e ENFs (emaranhados neurofibrilhares) de proteína tau, activação da glia e inflamação. Os alvos terapêuticos da DA têm evoluído lentamente, apesar dos marcados avanços científicos das últimas décadas. Actualmente os únicos fármacos aprovados em Portugal pertencem à classe dos IAChE (inibidores da acetilcolinesterase) e inibidores NMDA (receptor N-metil-D-aspartato). Estes compostos têm a desvantagem de actuarem na sintomatologia não intervindo na progressão da doença. Assim, tornou-se evidente a necessidade da investigação de moléculas modificadoras da DA, que actuem especificamente nos mecanismos fisiopatológicos chave, como a cascata β-amilóide, proteína tau ou neuroinflamação. Apesar de racionalmente correcto, o paradigma Single Target não tem sido suficiente devido à complexa rede fisiopatológica que está na base da DA. Portanto, o conceito de ligando Multi Target surge como perspectiva futura mais proeminente de terapêutica. Vários investigadores têm centrado a sua investigação nesta premissa, destacando-se B. H. Youdim com os compostos Ladostigil, M30, M30D, Nitromemantina, EGCG (do Inglês, Epigallocatechin-3-gallate) e Resveratrol.
Autores principais:Alves, Rita Inês Joaquim
Assunto:Doença de Alzheimer β-amilóide Proteína tau Neuroinflamação Multi Target Mestrado Integrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A DA (Doença de Alzheimer) foi descoberta em 1906 por Alois Alzheimer. Representa a forma mais comum de demência com uma prevalência de 1-2% aos 65 anos que aumenta para cerca de 35% aos 85. Em Portugal estima-se que existam 90.000 pessoas com DA. Define-se como um distúrbio neurodegenerativo, progressivo e irreversível, de aparecimento insidioso que acarreta perda de memória e diversos distúrbios cognitivos; é caracterizada por perda sináptica e neuronal progressiva e pelo diagnóstico de placas senis βA (péptido β-amilóide) e ENFs (emaranhados neurofibrilhares) de proteína tau, activação da glia e inflamação. Os alvos terapêuticos da DA têm evoluído lentamente, apesar dos marcados avanços científicos das últimas décadas. Actualmente os únicos fármacos aprovados em Portugal pertencem à classe dos IAChE (inibidores da acetilcolinesterase) e inibidores NMDA (receptor N-metil-D-aspartato). Estes compostos têm a desvantagem de actuarem na sintomatologia não intervindo na progressão da doença. Assim, tornou-se evidente a necessidade da investigação de moléculas modificadoras da DA, que actuem especificamente nos mecanismos fisiopatológicos chave, como a cascata β-amilóide, proteína tau ou neuroinflamação. Apesar de racionalmente correcto, o paradigma Single Target não tem sido suficiente devido à complexa rede fisiopatológica que está na base da DA. Portanto, o conceito de ligando Multi Target surge como perspectiva futura mais proeminente de terapêutica. Vários investigadores têm centrado a sua investigação nesta premissa, destacando-se B. H. Youdim com os compostos Ladostigil, M30, M30D, Nitromemantina, EGCG (do Inglês, Epigallocatechin-3-gallate) e Resveratrol.

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