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Conversos e finanças régias em Portugal no século XVI: tensões, fugas e soluções

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nas vésperas da instalação da Inquisição em Portugal, inquietavam-se os ânimos de cristãos-velhos e de conversos, provocando exaltações e revoltas, por palavras e acções, nas ruas e em Cortes. Tal facto despertaria indubitavelmente a atenção das instâncias régias. Num meio particularmente sensível à jurisdição régia e à disciplina social, o das finanças públicas, as fontes igualmente revelam tensões na década de 30 de Quinhentos. Muitos oficiais das finanças distribuídos pelo reino são conversos, ocupando lugares que vão desde a alta tesouraria do reino ou da alfândega de Lisboa a ofícios de almoxarife, contador ou recebedor das sisas de diversos lugares. Os documentos registados na Chancelaria Régia revelam, entre outros fenómenos, o da clandestinidade judaica e os sentimentos de ameaça, o medo e a fuga, a denúncia, assim como o espoletar de acções de inquirição e de redistribuição de ofícios, acompanhadas de repercussões no campo social, económico e de justiça. Este artigo visa apontar hiatos na historiografia sobre o período moderno e, futuramente, conduzir a investigações sistemáticas e aprofundadas no âmbito da história económica, social e das mentalidades.
Autores principais:Cruz, Maria Leonor García da
Assunto:Conversos Finanças régias Clandestinidade Denúncia
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nas vésperas da instalação da Inquisição em Portugal, inquietavam-se os ânimos de cristãos-velhos e de conversos, provocando exaltações e revoltas, por palavras e acções, nas ruas e em Cortes. Tal facto despertaria indubitavelmente a atenção das instâncias régias. Num meio particularmente sensível à jurisdição régia e à disciplina social, o das finanças públicas, as fontes igualmente revelam tensões na década de 30 de Quinhentos. Muitos oficiais das finanças distribuídos pelo reino são conversos, ocupando lugares que vão desde a alta tesouraria do reino ou da alfândega de Lisboa a ofícios de almoxarife, contador ou recebedor das sisas de diversos lugares. Os documentos registados na Chancelaria Régia revelam, entre outros fenómenos, o da clandestinidade judaica e os sentimentos de ameaça, o medo e a fuga, a denúncia, assim como o espoletar de acções de inquirição e de redistribuição de ofícios, acompanhadas de repercussões no campo social, económico e de justiça. Este artigo visa apontar hiatos na historiografia sobre o período moderno e, futuramente, conduzir a investigações sistemáticas e aprofundadas no âmbito da história económica, social e das mentalidades.

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