Publicação
Deslocação tardia do complexo lente intra-ocular-saco capsular
| Resumo: | A deslocação tardia espontânea do complexo lente intra-ocular-saco capsular é uma complicação pouco frequente após uma facoemulsificação sem complicações intra-operatórias, mas potencialmente grave, que tem sido reportada de forma crescente. A sua verdadeira incidência ainda não é conhecida. O primeiro relato desta deslocação surgiu com a introdução da capsulorréxis na prática cirúrgica, e o recente aumento do número de indivíduos intervencionados à catarata e em idades cada vez mais precoces, em associação com o envelhecimento da população mundial, pode vir a contribuir para o aumento dos relatos no futuro. Fisiopatologicamente, a deiscência zonular progressiva e a síndrome de contração capsular parecem ser os principais mecanismos responsáveis pela deslocação, e a sua origem é provavelmente multifatorial. A pseudoexfoliação é o principal fator de risco conhecido, reportado em pelo menos 40% dos casos, embora continue a ser uma patologia subdiagnosticada; a sua variação geográfica pode contribuir para a variação reportada na incidência da deslocação tardia espontânea da lente-saco. A idade avançada, uma pequena capsulorréxis e muitos outros fatores já foram sugeridos, mas ainda está por definir a sua contribuição para esta complicação. Várias alterações na técnica cirúrgica têm vindo a ser sugeridas para evitar dano adicional à zónula durante a extração da catarata, e os anéis de tensão capsular também podem ter um papel de relevo na prevenção. Quando todo o complexo lente-saco capsular de desloca, o seu reposicionamento com suturas ou a sua remoção e implante de uma nova lente são os tratamentos convencionais, mas não existe ainda uma abordagem ótima definida. Dada a sua importância atual, esta revisão pretende dar a conhecer a complicação, os seus possíveis fatores de risco e as formas existentes de prevenção e tratamento, bem como estimular estudos futuros na área. |
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| Autores principais: | Alves, Raquel Vareda dos Santos |
| Assunto: | Deslocação tardia do complexo lente intra-ocular-saco capsular Deiscência zonular Síndrome de contração capsular Pseudoexfoliação Anéis de tensão capsular Oftalmologia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A deslocação tardia espontânea do complexo lente intra-ocular-saco capsular é uma complicação pouco frequente após uma facoemulsificação sem complicações intra-operatórias, mas potencialmente grave, que tem sido reportada de forma crescente. A sua verdadeira incidência ainda não é conhecida. O primeiro relato desta deslocação surgiu com a introdução da capsulorréxis na prática cirúrgica, e o recente aumento do número de indivíduos intervencionados à catarata e em idades cada vez mais precoces, em associação com o envelhecimento da população mundial, pode vir a contribuir para o aumento dos relatos no futuro. Fisiopatologicamente, a deiscência zonular progressiva e a síndrome de contração capsular parecem ser os principais mecanismos responsáveis pela deslocação, e a sua origem é provavelmente multifatorial. A pseudoexfoliação é o principal fator de risco conhecido, reportado em pelo menos 40% dos casos, embora continue a ser uma patologia subdiagnosticada; a sua variação geográfica pode contribuir para a variação reportada na incidência da deslocação tardia espontânea da lente-saco. A idade avançada, uma pequena capsulorréxis e muitos outros fatores já foram sugeridos, mas ainda está por definir a sua contribuição para esta complicação. Várias alterações na técnica cirúrgica têm vindo a ser sugeridas para evitar dano adicional à zónula durante a extração da catarata, e os anéis de tensão capsular também podem ter um papel de relevo na prevenção. Quando todo o complexo lente-saco capsular de desloca, o seu reposicionamento com suturas ou a sua remoção e implante de uma nova lente são os tratamentos convencionais, mas não existe ainda uma abordagem ótima definida. Dada a sua importância atual, esta revisão pretende dar a conhecer a complicação, os seus possíveis fatores de risco e as formas existentes de prevenção e tratamento, bem como estimular estudos futuros na área. |
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