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Influência da anatomia do implante na osteointegração

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Summary:Apesar das elevadas taxas de sucesso associadas aos implantes dentários, existem ainda casos de insucesso que se devem principalmente a infeção bateriana, carga excessiva, perda óssea acelerada e fraca osteointegração. A necessidade de colocar implantes em situações ósseas mais desafiadoras tem conduzido a numerosas alterações na anatomia do implante, de forma a favorecer a estabilidade primária e osteointegração. A superfície e desenho do implante foram identificados por Albrektsson como dois dos seis fatores que condicionam a osteointegração. Estudos indicam que superfícies mais rugosas apresentam uma maior área de superfície, o que permite obter uma maior estabilidade primária, e uma configuração que estimula a osteocondução e osteogénese. Desta forma, vários métodos de alteração da superfície, por subtração ou adição de partículas, têm surgido com o objetivo de aumentar a rugosidade, ao mesmo tempo que alteram a composição química do implante. A maioria dos estudos in vitro e in vivo sugerem que rugosidades micro e manométricas podem favorecer a interação entre as células ósseas e o implante, acelerando e promovendo a formação da interface osso-implante. A geometria do implante, assim como o número, forma e distância entre espiras também parecem apresentar um papel preponderante na osteointegração, ao influenciar a dissipação das forças e proporcionar um maior contato entre o osso e o implante. Atualmente, não há evidência de que um sistema de implantes seja melhor do que outro, a longo prazo. São, por isso, necessários mais estudos clínicos, com um maior tempo de acompanhamento e com uma adequada caraterização das superfícies. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica sobre a influência da macro e microgeometria do implante na osteointegração.
Main Authors:Araújo, Maria Fernandes
Subject:Implantes dentários Teses de mestrado - 2013
Year:2013
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:Apesar das elevadas taxas de sucesso associadas aos implantes dentários, existem ainda casos de insucesso que se devem principalmente a infeção bateriana, carga excessiva, perda óssea acelerada e fraca osteointegração. A necessidade de colocar implantes em situações ósseas mais desafiadoras tem conduzido a numerosas alterações na anatomia do implante, de forma a favorecer a estabilidade primária e osteointegração. A superfície e desenho do implante foram identificados por Albrektsson como dois dos seis fatores que condicionam a osteointegração. Estudos indicam que superfícies mais rugosas apresentam uma maior área de superfície, o que permite obter uma maior estabilidade primária, e uma configuração que estimula a osteocondução e osteogénese. Desta forma, vários métodos de alteração da superfície, por subtração ou adição de partículas, têm surgido com o objetivo de aumentar a rugosidade, ao mesmo tempo que alteram a composição química do implante. A maioria dos estudos in vitro e in vivo sugerem que rugosidades micro e manométricas podem favorecer a interação entre as células ósseas e o implante, acelerando e promovendo a formação da interface osso-implante. A geometria do implante, assim como o número, forma e distância entre espiras também parecem apresentar um papel preponderante na osteointegração, ao influenciar a dissipação das forças e proporcionar um maior contato entre o osso e o implante. Atualmente, não há evidência de que um sistema de implantes seja melhor do que outro, a longo prazo. São, por isso, necessários mais estudos clínicos, com um maior tempo de acompanhamento e com uma adequada caraterização das superfícies. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica sobre a influência da macro e microgeometria do implante na osteointegração.

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