Publicação
Efeito de extractos aquosos de Plectranthus barbatus e de Peumus boldus na acção do etanol e na absorção conjunta de colesterol em linhas celulares
| Resumo: | O estudo do efeito dos extractos aquosos de plantas (“chás” de ervas) em linhas celulares na acção do etanol e na acção do colesterol foi iniciado com a preparação de infusões e decocções de Peumus boldus e Plectranthus barbatus, de um modo semelhante à recomendada nas formas terapêuticas. Os “chás” foram estudados no que respeita à eventual alteração de estrutura química dos compostos neles existentes, sob acção do sistema digestivo, uma vez que antes de exercerem acção fisiológica no sistema vivo, terão de ser consumidos e atravessar o tracto gastro-intestinal. Aqui estão sujeitos, entre outras, à acção do suco gástrico e pancreático. Para facilitar a análise de eventuais alterações por acção do sistema digestivo, escolheram-se duas actividades biológicas como marcadores, a actividade antioxidante e a inibição do enzima acetilcolinesterase. Deste modo analisaram-se, in vitro, em linhas celulares extractos aquosos de P. boldus no que respeita à sua actividade antioxidante (EC50 de 18,5 ± 0,1 μg/mL) e actividade inibitória do enzima acetilcolinesterase (IC50 de 0.93 ± 0,01 mg/mL). A digestão in vitro, simulando o processo gastro-intestinal, não demonstrou existirem alterações significativas. Para se poder estudar a acção destes “chás” no transporte do colesterol ou na citotoxicidade do etanol foi feito um estudo inicial de determinação dos níveis de toxicidade destes compostos em linhas celulares humanas. Verificou-se que o IC50 para as células HeLa e Caco-2 foi de 1,39 ± 0,12 e 1,5 ± 0,02 M para o etanol respectivamente e de 1,03 ± 0,18 e 1,5 ± 0,02 M para o colesterol respectivamente. A acção conjunta do extracto aquoso P. boldus e P. barbatus e do colesterol, aumentou o efeito protector do “chá” face à toxicidade do colesterol, quando associados ao etanol potenciam a citotoxicidade deste composto em células HeLa e reduzem ligeiramente a citotoxicidade deste em células Caco-2. Como se encontrou toxicidade para os extractos de P. boldus em células HeLa (IC50 de 0,66 ± 0,02 mg/mL), optou-se por analisar a acção desta toxicidade a nível da expressão proteica, para o que se utilizou electroforese bidimensional. Electroforese bidimensional demonstrou diferenças significativas a nível da expressão de proteínas. |
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| Autores principais: | Amaral, Francesca Guzzetti de, 1988- |
| Assunto: | Plectranthus barbatus Peumus boldus Acetilcolinesterase Antioxidante Citotoxicidade Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O estudo do efeito dos extractos aquosos de plantas (“chás” de ervas) em linhas celulares na acção do etanol e na acção do colesterol foi iniciado com a preparação de infusões e decocções de Peumus boldus e Plectranthus barbatus, de um modo semelhante à recomendada nas formas terapêuticas. Os “chás” foram estudados no que respeita à eventual alteração de estrutura química dos compostos neles existentes, sob acção do sistema digestivo, uma vez que antes de exercerem acção fisiológica no sistema vivo, terão de ser consumidos e atravessar o tracto gastro-intestinal. Aqui estão sujeitos, entre outras, à acção do suco gástrico e pancreático. Para facilitar a análise de eventuais alterações por acção do sistema digestivo, escolheram-se duas actividades biológicas como marcadores, a actividade antioxidante e a inibição do enzima acetilcolinesterase. Deste modo analisaram-se, in vitro, em linhas celulares extractos aquosos de P. boldus no que respeita à sua actividade antioxidante (EC50 de 18,5 ± 0,1 μg/mL) e actividade inibitória do enzima acetilcolinesterase (IC50 de 0.93 ± 0,01 mg/mL). A digestão in vitro, simulando o processo gastro-intestinal, não demonstrou existirem alterações significativas. Para se poder estudar a acção destes “chás” no transporte do colesterol ou na citotoxicidade do etanol foi feito um estudo inicial de determinação dos níveis de toxicidade destes compostos em linhas celulares humanas. Verificou-se que o IC50 para as células HeLa e Caco-2 foi de 1,39 ± 0,12 e 1,5 ± 0,02 M para o etanol respectivamente e de 1,03 ± 0,18 e 1,5 ± 0,02 M para o colesterol respectivamente. A acção conjunta do extracto aquoso P. boldus e P. barbatus e do colesterol, aumentou o efeito protector do “chá” face à toxicidade do colesterol, quando associados ao etanol potenciam a citotoxicidade deste composto em células HeLa e reduzem ligeiramente a citotoxicidade deste em células Caco-2. Como se encontrou toxicidade para os extractos de P. boldus em células HeLa (IC50 de 0,66 ± 0,02 mg/mL), optou-se por analisar a acção desta toxicidade a nível da expressão proteica, para o que se utilizou electroforese bidimensional. Electroforese bidimensional demonstrou diferenças significativas a nível da expressão de proteínas. |
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