Publicação
Osteopenia e osteoporose: factores modificáveis e não modificáveis
| Resumo: | A osteopenia e a osteoporose são consideradas patologias intimamente semelhantes, precursoras e assintomáticas que resultam de uma perda gradual excessiva e degenerativa da densidade mineral óssea. Actualmente estas síndromes constituem um grave problema de Saúde Pública, particularmente junto da população idosa, e estão associadas a elevados custos sócio-económicos, elevadas taxas de morbilidade e mortalidade, como resultado da sua principal manifestação clínica as fracturas osteoporóticas. Este trabalho evidenciou a relação entre os diversos factores de risco não modificáveis, modificáveis e as causas que futuramente levam a um aumento da probabilidade de ocorrência de osteopenia e OP. Entre estes múltiplos factores destacam-se a idade, o sexo, a raça, a predisposição genética, a menopausa, a ocorrência de quedas, o tratamento crónico com corticoides, o sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o défice de cálcio e vitamina D. O presente estudo pretendeu averiguar através de um questionário, a existência dos factores de risco supra-citados, numa amostra que envolveu 120 voluntários (80 mulheres e 40 homens), com idades compreendidas entre os 33 e os 84 anos e com uma média de idades de 55 ± 10,6 anos. Perante os resultados obtidos verificou-se que relativamente ao histórico clínico, 24,2% da população apresentou antecedentes familiares de osteoporose, 21,7% já tinha sofrido fracturas ósseas e 20% efectuava tratamento crónico com corticóides. Quanto aos parâmetros questionados no estilo de vida verificou-se que o grupo dos homens foi a que obteve valores superiores no que diz respeito ao consumo de álcool, hábitos tabágicos, sedentarismo e inadequada exposição solar. Por ultimo, quanto aos hábitos alimentares constatou-se que 92,50% da população consumia alimentos ricos em cálcio, apenas 25,8% tomava suplementos de cálcio e 71,7% consumia alimentos e suplementos ricos em vitamina D. Desta forma, e devido ao forte impacto sobre a Saúde Pública é altamente desejável que as autoridades de saúde promovam o rastreio e a prevenção da osteopenia e osteoporose. |
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| Autores principais: | Portugal, Luís Ivo Costa Gomes |
| Assunto: | Osteoporose Osteopenia Remodelação óssea Factores de risco DXA Prevenção Cálcio e vitamina D Osteopenia Osteoporosis Bone remodeling Risk factors Prevention Calcium and vitamin D |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Fernando Pessoa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da Fernando Pessoa |
| Resumo: | A osteopenia e a osteoporose são consideradas patologias intimamente semelhantes, precursoras e assintomáticas que resultam de uma perda gradual excessiva e degenerativa da densidade mineral óssea. Actualmente estas síndromes constituem um grave problema de Saúde Pública, particularmente junto da população idosa, e estão associadas a elevados custos sócio-económicos, elevadas taxas de morbilidade e mortalidade, como resultado da sua principal manifestação clínica as fracturas osteoporóticas. Este trabalho evidenciou a relação entre os diversos factores de risco não modificáveis, modificáveis e as causas que futuramente levam a um aumento da probabilidade de ocorrência de osteopenia e OP. Entre estes múltiplos factores destacam-se a idade, o sexo, a raça, a predisposição genética, a menopausa, a ocorrência de quedas, o tratamento crónico com corticoides, o sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o défice de cálcio e vitamina D. O presente estudo pretendeu averiguar através de um questionário, a existência dos factores de risco supra-citados, numa amostra que envolveu 120 voluntários (80 mulheres e 40 homens), com idades compreendidas entre os 33 e os 84 anos e com uma média de idades de 55 ± 10,6 anos. Perante os resultados obtidos verificou-se que relativamente ao histórico clínico, 24,2% da população apresentou antecedentes familiares de osteoporose, 21,7% já tinha sofrido fracturas ósseas e 20% efectuava tratamento crónico com corticóides. Quanto aos parâmetros questionados no estilo de vida verificou-se que o grupo dos homens foi a que obteve valores superiores no que diz respeito ao consumo de álcool, hábitos tabágicos, sedentarismo e inadequada exposição solar. Por ultimo, quanto aos hábitos alimentares constatou-se que 92,50% da população consumia alimentos ricos em cálcio, apenas 25,8% tomava suplementos de cálcio e 71,7% consumia alimentos e suplementos ricos em vitamina D. Desta forma, e devido ao forte impacto sobre a Saúde Pública é altamente desejável que as autoridades de saúde promovam o rastreio e a prevenção da osteopenia e osteoporose. |
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