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Saúde mental, vivências académicas e associativismo em estudantes do Ensino Superior: um estudo exploratório

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Resumo:Depois de muitos anos estando como indefinida e imensurável, a saúde mental deixou de se focar exclusivamente na ausência de doença ou patologia para começar a alargar a sua definição a conceitos mais positivos que incluem dimensões como o bem-estar e a felicidade (Keyes, 2007; Pais-Ribeiro, 2001; Lamers Westrhof, Bohlmeijer, klooster & Keyes, 2011). A saúde começa a ser lida como um todo, em que o indivíduo é avaliado segundo um estado completo de bem-estar, donde advém as suas capacidades positivas e o seu funcionamento, bem como a ausência de doença ou enfermidades (Keyes, 2007). As vivências académicas têm uma grande tónica na vida do estudante. Na realidade, aquando da mudança para o ensino superior, os estudantes estão sujeitos a inúmeras pressões, desde à possível separação física como à própria exigência do novo método de ensino (Costa & Leal, 2004; Sequeira, Carvalho, Sampaio, Lluch-Canut & Roldán-Merino, 2014). Neste sentido, esta nova fase da trajetória de vida apresenta-se como um desafio, podendo este impactar ao nível da saúde mental e bem-estar estudantes do ensino superior (Costa & Leal, 2004; Sequeira et al., 2014: Fernandes, 2007). O seguinte estudo apresenta como objetivo analisar a relação entre as vivências académicas e as atividades associativas dos estudantes universitários e os níveis de saúde mental/psicopatologia e saúde mental/bem-estar. Neste estudo participaram 234 estudantes portugueses com idades entre os 17 e os 56, com uma média de 23.71 e desvio-padrão 5.508. Desses estudantes, 178 eram do sexo feminino e 56 do sexo masculino. Os dados foram recolhidos utilizando um Questionário Sócio-Demográfico, a Versão Portuguesa da Escala de Bem-Estar Mental de Warwick- Edinburgh (WEMWBS), a Escala Continuum de Saúde Mental-Versão Reduzida (Adultos) (MHC-SF), a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS- 21) e o Questionário de Vivências Académicas (QVA-r). Os resultados obtidos indicam que, globalmente, uma maior perceção e satisfação com a vida académica, se associa a melhores níveis de saúde mental e bem-estar, indicando que, os desafios enfrentados pelos estudantes, nos domínios pessoal, social, académico, institucional e vocacional, são variáveis relevantes para o seu processo de ajustamento, favorecendo assim os seus níveis de saúde mental e bem-estar.
Autores principais:Macedo, Inês Pereira
Assunto:Estudantes universitários Saúde mental Bem-estar Vivências académicas Associativismo University student Mental health Well-being Academic experiences Associativism
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Fernando Pessoa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da Fernando Pessoa
Descrição
Resumo:Depois de muitos anos estando como indefinida e imensurável, a saúde mental deixou de se focar exclusivamente na ausência de doença ou patologia para começar a alargar a sua definição a conceitos mais positivos que incluem dimensões como o bem-estar e a felicidade (Keyes, 2007; Pais-Ribeiro, 2001; Lamers Westrhof, Bohlmeijer, klooster & Keyes, 2011). A saúde começa a ser lida como um todo, em que o indivíduo é avaliado segundo um estado completo de bem-estar, donde advém as suas capacidades positivas e o seu funcionamento, bem como a ausência de doença ou enfermidades (Keyes, 2007). As vivências académicas têm uma grande tónica na vida do estudante. Na realidade, aquando da mudança para o ensino superior, os estudantes estão sujeitos a inúmeras pressões, desde à possível separação física como à própria exigência do novo método de ensino (Costa & Leal, 2004; Sequeira, Carvalho, Sampaio, Lluch-Canut & Roldán-Merino, 2014). Neste sentido, esta nova fase da trajetória de vida apresenta-se como um desafio, podendo este impactar ao nível da saúde mental e bem-estar estudantes do ensino superior (Costa & Leal, 2004; Sequeira et al., 2014: Fernandes, 2007). O seguinte estudo apresenta como objetivo analisar a relação entre as vivências académicas e as atividades associativas dos estudantes universitários e os níveis de saúde mental/psicopatologia e saúde mental/bem-estar. Neste estudo participaram 234 estudantes portugueses com idades entre os 17 e os 56, com uma média de 23.71 e desvio-padrão 5.508. Desses estudantes, 178 eram do sexo feminino e 56 do sexo masculino. Os dados foram recolhidos utilizando um Questionário Sócio-Demográfico, a Versão Portuguesa da Escala de Bem-Estar Mental de Warwick- Edinburgh (WEMWBS), a Escala Continuum de Saúde Mental-Versão Reduzida (Adultos) (MHC-SF), a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS- 21) e o Questionário de Vivências Académicas (QVA-r). Os resultados obtidos indicam que, globalmente, uma maior perceção e satisfação com a vida académica, se associa a melhores níveis de saúde mental e bem-estar, indicando que, os desafios enfrentados pelos estudantes, nos domínios pessoal, social, académico, institucional e vocacional, são variáveis relevantes para o seu processo de ajustamento, favorecendo assim os seus níveis de saúde mental e bem-estar.

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