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Estudo dos hábitos alimentares e a sua influência nos valores de IMC, tensão arterial, glicose, colesterol e triglicerídeos numa população adulta

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Summary:Foi a partir da década de 90 que os hábitos alimentares dos portugueses se foram alterando: à subida do rendimento das famílias, juntou-se a difusão das grandes superfícies comerciais, a democratização do fast-food e a invasão do mercado com novos produtos europeus. A par disto, o número crescente de mulheres trabalhadoras e a flexibilização de horários de trabalho deram também uma ajuda a esta vaga de mudança, que se reflecte na nossa saúde. A alimentação dos portugueses que era caracteristicamente uma alimentação do tipo mediterrâneo, com um consumo adequado de peixe, azeite, vinho tinto e hortícolas, modificou-se e segundo a última Balança Alimentar Portuguesa (BAP, 2008), que retrata os consumos alimentares per capita dos portugueses, estamos a consumir cada vez mais calorias, com crescimento acentuado dos produtos de origem animal. Neste sentido, achei pertinente, desenvolver um estudo onde pudesse relacionar os hábitos alimentares dos portugueses, com os valores de IMC, tensão arterial, glicose, colesterol e triglicerídeos. Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa e qualitativa, no qual foi aplicado um questionário, a 50 utentes que frequentaram a farmácia Ascensão, em Ermesinde, e consequente medição dos diversos parâmetros para os quais esta monografia se encontra direccionada. Através da análise dos dados recolhidos posso concluir que estamos perante uma população de risco para o aparecimento de diversas patologias, nomeadamente de risco cardiovascular, uma vez a amostra analisada era uma população com excesso de peso (26,29 ± 3,5), com valores de tensão arterial sistólica elevada 146,96 ±17,44, assim como, os valores de glicose, 116,36 ±25,38 mg/dl, colesterol, 214,12 ± 59,33 mg/dl e triglicerídeos e 217,08 ± 61,35 mg/dl.
Main Authors:Guimarães, Isabel Alexandra da Silva
Subject:Hábitos alimentares Tensão arterial Glicose Triglicerídeos Colesterol Food habits Blood pressure Glucose Triglycerides Cholesterol
Year:2011
Country:Portugal
Document type:bachelor thesis
Access type:restricted access
Associated institution:Universidade Fernando Pessoa
Language:Portuguese
Origin:Repositório Institucional da Fernando Pessoa
Description
Summary:Foi a partir da década de 90 que os hábitos alimentares dos portugueses se foram alterando: à subida do rendimento das famílias, juntou-se a difusão das grandes superfícies comerciais, a democratização do fast-food e a invasão do mercado com novos produtos europeus. A par disto, o número crescente de mulheres trabalhadoras e a flexibilização de horários de trabalho deram também uma ajuda a esta vaga de mudança, que se reflecte na nossa saúde. A alimentação dos portugueses que era caracteristicamente uma alimentação do tipo mediterrâneo, com um consumo adequado de peixe, azeite, vinho tinto e hortícolas, modificou-se e segundo a última Balança Alimentar Portuguesa (BAP, 2008), que retrata os consumos alimentares per capita dos portugueses, estamos a consumir cada vez mais calorias, com crescimento acentuado dos produtos de origem animal. Neste sentido, achei pertinente, desenvolver um estudo onde pudesse relacionar os hábitos alimentares dos portugueses, com os valores de IMC, tensão arterial, glicose, colesterol e triglicerídeos. Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa e qualitativa, no qual foi aplicado um questionário, a 50 utentes que frequentaram a farmácia Ascensão, em Ermesinde, e consequente medição dos diversos parâmetros para os quais esta monografia se encontra direccionada. Através da análise dos dados recolhidos posso concluir que estamos perante uma população de risco para o aparecimento de diversas patologias, nomeadamente de risco cardiovascular, uma vez a amostra analisada era uma população com excesso de peso (26,29 ± 3,5), com valores de tensão arterial sistólica elevada 146,96 ±17,44, assim como, os valores de glicose, 116,36 ±25,38 mg/dl, colesterol, 214,12 ± 59,33 mg/dl e triglicerídeos e 217,08 ± 61,35 mg/dl.

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