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Alterações da cavidade oral dos idosos como consequência da polimedicação: revisão de escopo
| Summary: | Objetivo: Esta revisão de escopo teve como objetivo mapear e analisar criticamente as alterações da cavidade oral em idosos associadas ao uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos, prática conhecida como polimedicação. Metodologia: A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed e LILACS entre fevereiro e abril de 2025, seguindo a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e as diretrizes PRISMA-ScR. Foram incluídos 22 estudos publicados entre 2014 e 2025, que analisaram pessoas com 65 anos ou mais em regime de polimedicação, com manifestações orais documentadas. Os dados extraídos foram organizados em três categorias clínicas principais: alterações salivares e sintomas funcionais, modificações patológicas e infeciosas, e impactos funcionais e psicossociais. Resultados: A maioria dos estudos apontou uma forte associação entre a polimedicação e a xerostomia, hipossalivação, disgeusia, candidíase e aumento da incidência de cáries radiculares. Medicamentos com ação anticolinérgica, antidepressiva, sedativa e imunossupressora foram os mais frequentemente implicados. Em diversos casos, a polimedicação promoveu alterações no microbioma oral, com desequilíbrio da flora bacteriana e aumento da vulnerabilidade a infeções. Adicionalmente, verificou-se uma deterioração funcional e psicossocial, com impacto negativo na mastigação, deglutição, nutrição, comunicação e qualidade de vida. Subgrupos como mulheres idosas, indivíduos institucionalizados e polimórbidos mostraram-se mais suscetíveis. Apesar da consistência dos achados, os estudos apresentaram heterogeneidade metodológica, escassez de ensaios clínicos controlados e fraca representatividade de idosos não institucionalizados. Conclusão: A polimedicação tem um impacto multifatorial sobre a saúde oral dos idosos, comprometendo a integridade funcional da cavidade oral e agravando a vulnerabilidade clínica dessa população. Estes achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas, revisão terapêutica periódica e atuação integrada entre médicos, dentistas e farmacêuticos. A saúde oral deve ser considerada uma componente essencial dos cuidados geriátricos, especialmente em contextos de regimes farmacológicos complexos. |
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| Main Authors: | Khoury, Adrien |
| Subject: | Saúde bucal Cavidade oral Xerostomia Mucosa oral Glândulas salivares Polifarmácia Medicação múltipla Idosos Envelhecido Sénior Oral health Oral cavity Oral mucosa Salivary glands Polypharmacy Multiple medication Elderly Aged Senior |
| Year: | 2025 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | restricted access |
| Associated institution: | Universidade Fernando Pessoa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório Institucional da Fernando Pessoa |
| Summary: | Objetivo: Esta revisão de escopo teve como objetivo mapear e analisar criticamente as alterações da cavidade oral em idosos associadas ao uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos, prática conhecida como polimedicação. Metodologia: A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed e LILACS entre fevereiro e abril de 2025, seguindo a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e as diretrizes PRISMA-ScR. Foram incluídos 22 estudos publicados entre 2014 e 2025, que analisaram pessoas com 65 anos ou mais em regime de polimedicação, com manifestações orais documentadas. Os dados extraídos foram organizados em três categorias clínicas principais: alterações salivares e sintomas funcionais, modificações patológicas e infeciosas, e impactos funcionais e psicossociais. Resultados: A maioria dos estudos apontou uma forte associação entre a polimedicação e a xerostomia, hipossalivação, disgeusia, candidíase e aumento da incidência de cáries radiculares. Medicamentos com ação anticolinérgica, antidepressiva, sedativa e imunossupressora foram os mais frequentemente implicados. Em diversos casos, a polimedicação promoveu alterações no microbioma oral, com desequilíbrio da flora bacteriana e aumento da vulnerabilidade a infeções. Adicionalmente, verificou-se uma deterioração funcional e psicossocial, com impacto negativo na mastigação, deglutição, nutrição, comunicação e qualidade de vida. Subgrupos como mulheres idosas, indivíduos institucionalizados e polimórbidos mostraram-se mais suscetíveis. Apesar da consistência dos achados, os estudos apresentaram heterogeneidade metodológica, escassez de ensaios clínicos controlados e fraca representatividade de idosos não institucionalizados. Conclusão: A polimedicação tem um impacto multifatorial sobre a saúde oral dos idosos, comprometendo a integridade funcional da cavidade oral e agravando a vulnerabilidade clínica dessa população. Estes achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas, revisão terapêutica periódica e atuação integrada entre médicos, dentistas e farmacêuticos. A saúde oral deve ser considerada uma componente essencial dos cuidados geriátricos, especialmente em contextos de regimes farmacológicos complexos. |
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