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Estilos de vida salutogénicos dos enfermeiros

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Summary:Os determinantes da saúde são capazes de influenciar a saúde das pessoas e comunidades e, por isso, tornam-se essenciais para a adoção de hábitos de vida saudáveis. De entre os vários determinantes da saúde podemos destacar os estilos de vida que são vistos como uma oportunidade de educar as pessoas, famílias e comunidades a adotarem atitudes preventivas em relação à saúde e ao seu valor, com vista à obtenção de ganhos em saúde. Os estilos de vida são caraterizados por padrões de comportamento, hábitos, atitudes e valores que são influenciados, modificados, encorajados ou inibidos pelo constante processo de socialização. Para além disso, o estilo de vida de cada indivíduo é condicionado por fatores socioeconómicos, educacionais e profissionais. Sabe-se que constante exposição a fatores de stress laboral desencadeia consequências para a saúde dos profissionais, dos quais os enfermeiros não são exceção. Os enfermeiros estão vulneráveis diariamente ao contacto com pessoas debilitadas e doentes, ao facto de terem de lidar com a morte, a relações interpessoais tensas e hierárquicas, a horários de trabalho por turnos, incluindo o turno noturno. Torna-se por isso pertinente perceber e, posteriormente, intervir nos estilos de vida através de estratégias que incentivem o compromisso individual e social. Isto permitirá a adoção de estilos de vida salutogénicos. Os estilos de vida salutogénicos visam a promoção da saúde e a capacitação das pessoas através do fornecimento de conhecimentos como ferramenta para que estas sejam responsáveis por fazerem escolhas saudáveis para a sua saúde e bem-estar. A realização do estudo tem como objetivo conhecer os Estilos de Vida Salutogénicos dos Enfermeiros de um hospital privado do Norte do País. Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quantitativo, para o qual se recorreu ao questionário “Estilo de Vida Fantástico”, adaptado e validado para a população portuguesa por Silva, Brito e Amado (2014), para colheita dos dados. A amostra escolhida foi não probabilística por conveniência, constituída por 36 enfermeiros a trabalhar num hospital privado do Norte do País. Concluiu-se que, na amostra em estudo, os enfermeiros ostentam melhores resultados nos domínios Família e Amigos; Comportamentos de Saúde e Sexual; e Outros Comportamentos. Os resultados revelam também a necessidade de um maior investimento na prevenção e sensibilização dos enfermeiros que constituíram a amostra para a adoção de um estilo de vida saudável, principalmente no domínio da Atividade Física/Associativismo, da Nutrição, do Trabalho/Tipo de Personalidade e da Introspeção. Podemos inferir de acordo com os resultados obtidos que de uma forma geral no questionário “Estilo de Vida Fantástico”, os estilos de vida da maioria dos enfermeiros classificam-se em “Bom” e “Muito Bom” com as respetivas percentagens de 19,4% e 72,2% da totalidade da amostra.
Main Authors:Brás, Ana Sofia Sá Lima
Subject:Enfermeiros Estilo de vida Saúde Determinantes Promoção da saúde Nurses Lifestyle Health Determinants Health promotion
Year:2020
Country:Portugal
Document type:bachelor thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade Fernando Pessoa
Language:Portuguese
Origin:Repositório Institucional da Fernando Pessoa
Description
Summary:Os determinantes da saúde são capazes de influenciar a saúde das pessoas e comunidades e, por isso, tornam-se essenciais para a adoção de hábitos de vida saudáveis. De entre os vários determinantes da saúde podemos destacar os estilos de vida que são vistos como uma oportunidade de educar as pessoas, famílias e comunidades a adotarem atitudes preventivas em relação à saúde e ao seu valor, com vista à obtenção de ganhos em saúde. Os estilos de vida são caraterizados por padrões de comportamento, hábitos, atitudes e valores que são influenciados, modificados, encorajados ou inibidos pelo constante processo de socialização. Para além disso, o estilo de vida de cada indivíduo é condicionado por fatores socioeconómicos, educacionais e profissionais. Sabe-se que constante exposição a fatores de stress laboral desencadeia consequências para a saúde dos profissionais, dos quais os enfermeiros não são exceção. Os enfermeiros estão vulneráveis diariamente ao contacto com pessoas debilitadas e doentes, ao facto de terem de lidar com a morte, a relações interpessoais tensas e hierárquicas, a horários de trabalho por turnos, incluindo o turno noturno. Torna-se por isso pertinente perceber e, posteriormente, intervir nos estilos de vida através de estratégias que incentivem o compromisso individual e social. Isto permitirá a adoção de estilos de vida salutogénicos. Os estilos de vida salutogénicos visam a promoção da saúde e a capacitação das pessoas através do fornecimento de conhecimentos como ferramenta para que estas sejam responsáveis por fazerem escolhas saudáveis para a sua saúde e bem-estar. A realização do estudo tem como objetivo conhecer os Estilos de Vida Salutogénicos dos Enfermeiros de um hospital privado do Norte do País. Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quantitativo, para o qual se recorreu ao questionário “Estilo de Vida Fantástico”, adaptado e validado para a população portuguesa por Silva, Brito e Amado (2014), para colheita dos dados. A amostra escolhida foi não probabilística por conveniência, constituída por 36 enfermeiros a trabalhar num hospital privado do Norte do País. Concluiu-se que, na amostra em estudo, os enfermeiros ostentam melhores resultados nos domínios Família e Amigos; Comportamentos de Saúde e Sexual; e Outros Comportamentos. Os resultados revelam também a necessidade de um maior investimento na prevenção e sensibilização dos enfermeiros que constituíram a amostra para a adoção de um estilo de vida saudável, principalmente no domínio da Atividade Física/Associativismo, da Nutrição, do Trabalho/Tipo de Personalidade e da Introspeção. Podemos inferir de acordo com os resultados obtidos que de uma forma geral no questionário “Estilo de Vida Fantástico”, os estilos de vida da maioria dos enfermeiros classificam-se em “Bom” e “Muito Bom” com as respetivas percentagens de 19,4% e 72,2% da totalidade da amostra.

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