Publicação
Nação, nacionalidade e nacionalismo em Angola
| Resumo: | Concebida pela elite cultural política, a angolanidade evoluiu no tempo, no espaço, e até hoje ainda tem o espectro plural dos propósitos de uma Angola inclusiva. Angolanidade apriorística, angolanidade rizomática e angolanidade aposterioristica, todas podem ser olhadas em duas vertentes: (i) culturalmente. Constrói-se e herda-se a cultura; o ‘cross-culture’ através de diálogo cultural e da competição das propostas culturais. (ii) politicamente. A democratização – que é a démarche metodológica para alcançar o Estadonação – é um processo contínuo, faseado e de difícil digestão social. O nacionalismo que forjou Angola em 1975 apresentou este país como um conjunto de vários Estados, proclamados pela FNLA, pelo MPLA e pela UNITA. Em 1992, começa o processo de normalização democrática, e serão realizadas três eleições, em 1992, 2008 e em 2012. Trata-se do período de reconhecimento. A nacionalidade angolana é, na verdade, o conjunto de ‘concepções’ que vários grupos societários angolanos, por um lado, definem seus modos de ‘pertença’. E, por outo, a noção jurídica importada de ‘ocidente’, que instala a nova dimensão de se ‘pertencer a um país/Estado’. Durante todo o processo do protonacionalismo, as angolanidades (aposteriorística, rizomática e angolanitude) idealizaram os critérios de ‘Ser angolano’, partindo de uma diversidade, quanto à sua juridicidade. As ‘nações patrimoniais’, que precederam o projecto de Angola, ainda permaneceram enquanto ‘grupos socioculturais’ detentores de ‘terras históricas’: Ambûndu, Côkwe, Kôngo, !Kung, Lûnda, Umbûndu, etc. O diálogo destas ‘terras históricas’ na integridade territorial de Angola resulta no diálogo permanente entre as instituições que suportam e validam estas ‘nações patrimoniais’, assim como o Estado angolano. Tal diálogo congrega as partes, consolida um Estado-nação angolano inclusivo e proporciona as bases do desenvolvimento humano, dentro da justiça social. |
|---|---|
| Autores principais: | Cipriano, Patrício Batsîkama Mampuya |
| Assunto: | Angolanidade Nação Nacionalidade Nacionalismo Angola Angolanity Nation Nacionality Nacionalism Angolanité Nationalité Nationalisme |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Fernando Pessoa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da Fernando Pessoa |
| Resumo: | Concebida pela elite cultural política, a angolanidade evoluiu no tempo, no espaço, e até hoje ainda tem o espectro plural dos propósitos de uma Angola inclusiva. Angolanidade apriorística, angolanidade rizomática e angolanidade aposterioristica, todas podem ser olhadas em duas vertentes: (i) culturalmente. Constrói-se e herda-se a cultura; o ‘cross-culture’ através de diálogo cultural e da competição das propostas culturais. (ii) politicamente. A democratização – que é a démarche metodológica para alcançar o Estadonação – é um processo contínuo, faseado e de difícil digestão social. O nacionalismo que forjou Angola em 1975 apresentou este país como um conjunto de vários Estados, proclamados pela FNLA, pelo MPLA e pela UNITA. Em 1992, começa o processo de normalização democrática, e serão realizadas três eleições, em 1992, 2008 e em 2012. Trata-se do período de reconhecimento. A nacionalidade angolana é, na verdade, o conjunto de ‘concepções’ que vários grupos societários angolanos, por um lado, definem seus modos de ‘pertença’. E, por outo, a noção jurídica importada de ‘ocidente’, que instala a nova dimensão de se ‘pertencer a um país/Estado’. Durante todo o processo do protonacionalismo, as angolanidades (aposteriorística, rizomática e angolanitude) idealizaram os critérios de ‘Ser angolano’, partindo de uma diversidade, quanto à sua juridicidade. As ‘nações patrimoniais’, que precederam o projecto de Angola, ainda permaneceram enquanto ‘grupos socioculturais’ detentores de ‘terras históricas’: Ambûndu, Côkwe, Kôngo, !Kung, Lûnda, Umbûndu, etc. O diálogo destas ‘terras históricas’ na integridade territorial de Angola resulta no diálogo permanente entre as instituições que suportam e validam estas ‘nações patrimoniais’, assim como o Estado angolano. Tal diálogo congrega as partes, consolida um Estado-nação angolano inclusivo e proporciona as bases do desenvolvimento humano, dentro da justiça social. |
|---|
Atividades financiadas
Não foram encontrados projetos financiados.